quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Auto Depreciação

Nana Mouskouri (on blue)

O melhor jeito de começar essa encheção de linguiça seria com um trecho de algum livro da Simone de Beauvoir, mas não consigo lembrar direito. Baby, baby, sinta que eu sou outra mulher! – Silvinha sempre tapando buracos imensos desde 2005, aproximadamente.

Meu nome é Jessica da Silva Bandeira. Acho que minha mãe fica um pouco envergonhada por eu assinar sempre com Bandeira, o fato é que Da Silva remete a Lula, Maria do Carmo (Susaninha Vieira) e outras personalidade de cunho duvidoso. Agora, você assinar com Bandeira é lembrar de Manuel, Pedro e Silvia Bandeira… Nasci em 1991, sem referências históricas, não sou tão habilidosa com esta matéria como a Paola, visto que eu errei o ano da queda do Muro de Berlim e ainda tenho a cara de pau de querer passar no vestibular! Assim como Serge Gainsbourg, sou muito fã de auto depreciação. Você jamais me verá (cadê a mesóclise? ah! maldito vestibular!) no Jô Soares comentando sobre minhas habilidades com literatura e sim de meus problemas em pronunciar certas palavras como: Christian Lacroix, Quarteto em Cy e Edith Piaf.

Dizem que é na infância é que o caráter da pessoa começa a se formar, então esconder-se embaixo das mesas e puxar os pés das pessoas é um caráter dominante para minha timidez e maldade? Uma criança loirinha, de olhos verdes como eu, jamais teria maldade no coração, afinal de contas, com cinco anos, a voz da Eliana faz lavagem cerebral, impossível tramar qualquer tipo de maldade. Se afundar a Mônica de plástico é considerado maldade o que sobra para Charles Manson? Ao contrário das meninas convencionais, meu melhor amigo era um garoto. Ele se chama Lucas Gelásio e na época morava no edifício vizinho ao meu. Hoje, ele é um mala que faz cursinho comigo, senta ao meu lado, fazendo caricaturas em cima de fotos históricas sérias como as de Napoleão, arrancando gargalhadas às oito da manhã.

Seria deveras pretensão dizer que escrevo, acho que ainda não atingi meu ápice literário. Comecei com dez anos, tenho meus primeiros manuscritos, uma ficção sobre um sítio onde uma moça chamada Samara morava com as tias. Uma porcaria, é claro, motivo de boas gargalhadas quando é revisto. Além de escrever, gravei muitas novelas radiofônicas, com o rádio caquético do meu avô emprestado. Misturei fantasia com realidade, a história era sobre dois detetives, Marino e Marcos, no meio desse samba do crioulo doido havia a Silvinha, Eduardo Araujo e Martinha como personagens secundários. Escrever é exorcizar demônios, passar para o papel as impressões ignóbeis que tenho acerca do mundo que vivo. Pretendo viver disso e da tradução se o ENEM não resolver ferrar mais com a vida dos estudantes. Sou uma vestibulanda de letras neurótica, vivendo meu momento Joan Crawford como Mamãezinha Querida na velocidade cinco do créu. Estudo quatro horas por dia, rolam boatos de que prestarei medicina em vez de letras.

Faltam cinco minutos para meu horário de estudo começar, logo, não se preocupem, o texto está acabando já. Considerações finais:

1. Prometo não falar mais tanto de pessoalidades. Momento ego inspirado no profile do orkut de Paola Casagrande (aka Cucão Mathieu).

2. Vi Irina Palm, Buena Vista Social Club, grandes e empolgantes crônicas savanísticas vem por aí.

3. Estréia de Anticristo com a Charlotte Gainsbourg, Circo Fellini… irei nesse feriadão ver, mais savanagens pra vocês.

4. Cruzem os dedos pra UFRGS chutar o balde e não usar mais o ENEM. USP, te dedico!

Jessica

3 comentários:

  1. Puxa, esse foi um dos seus posts que mais gostei e realmente revelam muito do que você é hoje com o tal texto da Samara(nome difícil e raro pra uma guria de 10 anos colocar numa personagem...quero ler um dia!) e as radio-novelas (quando ninguém devia nem saber o que era isso mais, hauhauau)...

    cê ipisolon...

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  2. Olha o que eu achei procurando meu nome no google!

    Demaaaaais

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