<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783</id><updated>2012-01-19T12:49:36.716-08:00</updated><category term='Música'/><category term='Cinema'/><category term='Avulso'/><category term='Literatura'/><title type='text'>O cinema vai à mesa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>168</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3384059517145359296</id><published>2012-01-19T12:49:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T12:49:36.722-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Mademoiselle: Jeanne Moreau em chamas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-e-ySDueD_N4/TxiBO75eqSI/AAAAAAAAAbw/qmGHLiocRFY/s1600/jeanne-moreau-mademoiselle.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-e-ySDueD_N4/TxiBO75eqSI/AAAAAAAAAbw/qmGHLiocRFY/s320/jeanne-moreau-mademoiselle.jpg" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Aos que não viram o filme: este post contém spoilers &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Margo, eu vivi no teatro como um monge vive na sua fé; esperando o momento da revelação. Você foi um..." Esta frase do personagem de George Sanders em &lt;i&gt;A Malvada&lt;/i&gt; pode resumir o meu sentimento por &lt;i&gt;Mademoiselle&lt;/i&gt;, filme de Tony Richardson. Vejo um monte de filmes, de vez em quando um atrás do outro. Mas aquele aperto no coração, sentir o estômago ir à boca... isso acontece pouco. Após o término de &lt;i&gt;Mademoiselle&lt;/i&gt;, quer dizer, antes eu já estava mandando uma mensagem para um amigo, do tipo: VOCÊ PRECISA VER ESSE FILME! Por isso, não posso esperar um minuto a mais para escrever minhas impressões sobre ele.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retomando a metáfora do monge, eu não esperava que nenhum filme da Jeanne Moreau pudesse ser tão bom como &lt;i&gt;Os Amantes&lt;/i&gt;. Não, nenhum poderia ser tão legal por que não tinha a cena de amor ao som de Brahms, Jeanne de Pierre Cardin e aquela história à la Mme Bovary do século XX. Ok, é a Moreau, ela faz filmes maravilhosos, até agora não vi nenhum ruim. Assisti recentemente &lt;i&gt;La baie des anges&lt;/i&gt; e gostei muito. Muito mesmo. Acontece que &lt;i&gt;Mademoiselle&lt;/i&gt; conseguiu me levar pra dentro da tela de uma maneira que poucos filmes conseguiram (oi, eu estou me repetindo). A personagem jogadora compulsiva&lt;i&gt; cassineira &lt;/i&gt;de &lt;i&gt;La Baie&lt;/i&gt; é um nada perto da Mademoiselle do filme homônimo. A Mme Bovary de &lt;i&gt;Os Amantes&lt;/i&gt; igualmente. Por mais que elas tenham personalidades similares, a Mademoiselle ganha pela intensidade como a Jeanne consegue refletir a personagem perturbada da professora. MAS vamos pelo começo, né. Afinal, nada disso faz sentido se eu não falar como eu cheguei até &lt;i&gt;Mademoiselle&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava relendo um livro sobre a Marilyn... e não fazia sentido lê-lo se eu passava a maior parte do tempo, baixando filmes da Jeanne. Larguei Marilyn pela segunda vez e retomei a biografia da Jeanne. Coincidência ou não, eu parei exatamente na parte onde o autor fala sobre La baie. Avancei alguns anos, passando pelo filme com a B.B (&lt;i&gt;Viva Maria!&lt;/i&gt; que está aqui no computador pronto para ser visto) até chegar em 1966, mais precisamente. Comecei a ler sobre um filme chamado &lt;i&gt;Mademoiselle,&lt;/i&gt; de um diretor chamado Tony Richardson. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato do papel ter sido escolhido pela Jeanne. O diretor, basicamente, largou a escolha da história nas suas mãos, devido ao fato de querer muito trabalhar com essa linda. Ela sugeriu um roteiro do Jean Genet, poeta francês e seu amigo. O diretor aceitou, mas acho que ele sabia que Genet e merda são palavras que rimam. Claro que deu merda, foi mal recebido no festival de Cannes, acusado de grosseria etc. Na época, é BEM compreensível que fosse tachado de "grosseiro".&lt;i&gt; Mademoiselle&lt;/i&gt; é o tipo de filme que ganharia fama muitos anos depois de ter sido feito, pelo teor das cenas, consideradas fortes para a época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta a história de uma professora (Moreau), que possui a maldade na alma. Simplesmente. A professora é má porque não é do bem e não adianta procurar razões patológicas para seu ódio pelo mundo. Ela o odeia,&lt;i&gt; tout simplement&lt;/i&gt;. Ela é frustrada em todos os âmbitos da vida, principalmente o sexual. Quando ela conhece o lenhador italiano (UM COLÍRIO, MINHA GENTE), ela se sente tremendamente atraída por ele. Nesse quesito, a atuação de Jeanne consegue ser esplêndida; cheia de olhares lascívio, que temos a impressão de que a mulher está em chamas.O lenhador tem um filho, que frequenta a escola onde a professora dá aula. O mórbido do filme começa exatamente aí: Jeanne tortura a criança, como forma de sublimar o desejo pelo lenhador. Ela o tortura tanto, que chega um momento em que Bruno (o filho do lenhador) torna-se igual a professora: cheio de maldade no coração. O filme vai andando, numa tensão absurda, onde a gente torce para que a Jeanne pegue logo esse lenhador e arda em chamas na tela (que poético não? NOT). As cenas que aparecem antes do momento clímax do filme também realçam essa tensão sexual. A primeira delas, em que&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cqKEj8Nur2Q&amp;amp;feature=player_embedded#"&gt; Jeanne observa o lenhador dormir atrás da árvore&lt;/a&gt; e passa a língua na boca. Aqui em casa, eu dei um berro alto. De todos os filmes franceses que vi dessa época, nenhum deles explora tanto esse lado animalesco do ser humano como &lt;i&gt;Mademoiselle&lt;/i&gt;. Podemos ver o suor escorrendo do lenhador e suas calças levemente abertas, provocando um frisson na professora. Aquele homem realça todo o lado animal da profesora, isso é óbvio para nós depois de assistirmos à cena. A segunda cena: a da cobra. A cena MAIS erótica do cinema francês de todos os tempos. A professora vai passear na floresta e encontra o lenhador. Eles se olham por alguns segundos. O olhar dela vai percorrendo o corpo do lenhador até parar na barriga dele. Parece que ele estava com lombrigas, algo assim. Mas, de repente, ele tira uma COBRA debaixo da camisa. Fala que ela é mansa e pega a mão da Jeanne e faz com que ela acaricie a tal da cobra. MEU DEUS. A maneira como eles se olham e a mensagem subliminar da cobra são coisas que só poderiam sair da cabeça do Genet. SENSACIONAL. Eu cheguei a me arrepiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a cena em que eles finalmente transam é de longe a melhor do filme. Não por transarem. Quer dizer, não é uma simples transa e tchau. O lenhador desperta o lado animalesco da&amp;nbsp; professora e durante os próximos 15 minutos, é visível isso. O lenhador a trata como um animal, como uma cadela. Existe uma cena até mesmo onde a Jeanne late e o lambe. Além disso, ele cospe nela também. Tudo isso na maior sensualidade, no meio do mato. Bem, é claro que o filme não acabaria assim. Me seguro para não contar o final para vocês, mas o que se pode dizer? Muito bem feito, bem filmado. A Jeanne simplesmente nos faz precisar de uma ducha fria depois de assistir ao filme. Posso dizer que de todos os filmes que vi com ela até agora, esse é o melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fãs do Haneke, vocês vão adorar esse filme. Ele me lembrou muito "A professora de piano".&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3384059517145359296?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3384059517145359296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/mademoiselle-jeanne-moreau-em-chamas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3384059517145359296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3384059517145359296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/mademoiselle-jeanne-moreau-em-chamas.html' title='Mademoiselle: Jeanne Moreau em chamas'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-e-ySDueD_N4/TxiBO75eqSI/AAAAAAAAAbw/qmGHLiocRFY/s72-c/jeanne-moreau-mademoiselle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-702643652581378179</id><published>2012-01-16T17:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-16T17:37:00.814-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Estupros do cinema e vida real</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo está falando do tal do estupro no BBB. Bem, o programa não poderia estar mais decadente para deixarem este tipo de coisa acontecer. Já era uma baixaria antes, agora ficou pior. Mas meu post não é exatamente sobre este fato. Conversando com uma amiga, lembramos da cena de estupro que aparece no novo filme do Almodóvar, &lt;i&gt;A Pele Que Habito&lt;/i&gt;. O que isso tem a ver? Lembramos do pessoal comentando no filmow que havia achado ENGRAÇADA a cena. Vocês riem de um ESTUPRO? Pelo amor de Deus! O Almodóvar tem certas características; uma delas é o gosto pelo krisch, mas certamente aquela cena não estava lá para ser apreciada como algo trash e engraçado. Na minha cabeça, ninguém deveria achar esse tipo de acontecimento engraçado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí, me pergunto: a mesma laia que riu do estupro no filme também achou engraçado o estupro no programa? O mínimo que a Globo poderia fazer é expulsar o cara. O que mexe comigo é a banalização desse tipo de acontecimento. Como assim rir daquela cena? Foi uma das cenas mais fortes que já vi em um filme. Será que achamos tão normal a ponto de rir e fazer piadas sexistas sobre o tema? Não sei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho medo, já dizia a Regininha Duarte. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-702643652581378179?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/702643652581378179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/estupros-do-cinema-e-vida-real.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/702643652581378179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/702643652581378179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/estupros-do-cinema-e-vida-real.html' title='Estupros do cinema e vida real'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3131337467721139094</id><published>2012-01-13T17:58:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T17:58:39.192-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Sobre Antoine Doinel e Truffaut</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oSp1cH4JzZs/TxDhNrumODI/AAAAAAAAAbo/voH0d925IV8/s1600/domicile-conjugal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-oSp1cH4JzZs/TxDhNrumODI/AAAAAAAAAbo/voH0d925IV8/s320/domicile-conjugal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, queria escrever sobre &lt;i&gt;La baie des anges&lt;/i&gt;, um filme com a Jeanne Moreau que vi ontem. No entanto, por coincidência, cheguei exatamente nesta parte na biografia que estou lendo sobre a mesma. Logo, quero ler antes para depois escrever, já vi que existem informações bem interessantes. No momento, estou de máscara e com minha toalha velha de guerra do Mickey Mouse na cabeça, sem óculos. Não enxergo nada. Melhor, assim eu evito de deletar minhas palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de terminar toda a "série" de Antoine Doinel, senti necessidade de escrever sobre ela. Mas vamos por parte. Quem é Antoine Doinel? Trata-se de um personagem famoso do diretor François Truffaut, aparecendo em cinco filmes, que contam a sua trajetória. Doinel é considerado alter-ego do diretor. O ator que interpretou Antoine, Jean-Pierre Léaud, também é famoso por ter atuado em alguns filmes de Godard e segundo o documentário &lt;i&gt;Truffaut,. Godart e a Nouvelle Vague&lt;/i&gt; (é essa a ordem? Nunca sei), é o filho desse movimento. Só que todos esses dados não interessam para esse post. Os que acharam que daqui sairia uma crítica inteligente sobre o filme, se ferraram. Quero apenas contar minha sensação ao terminar de assistir estes cinco filmes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;(Pausa dramática para ir tirar a máscara do rosto e secar o cabelo...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para variar, vi todos os filmes fora de ordem. Comecei pelo final, bem, quase, com&lt;i&gt; Domicílio Conjugal&lt;/i&gt;, o penuíltimo filme.Tinha muita curiosidade de ver este filme, já que a foto da cama (Doinel e sua esposa, Christine) é um clássico. Inclusive,a foto que aparece em &lt;i&gt;Alguém tem que ceder&lt;/i&gt;, no teatro, no cartaz da peça de Erica Barry é uma reprodução da mesma. Ver os filmes fora de ordem me deu uma sensação muito engraçada. Algo como o Benjamin Button, eu fui vendo Doinel rejuvenescer através dos filmes. Sobre &lt;i&gt;Domicílio Conjugal&lt;/i&gt;, o que posso dizer? Gostei muito, principalmente da maneira que exploraram o lado cômico do Léaud (o que iria ser mais evidente em &lt;i&gt;Beijos Proibidos&lt;/i&gt;, o filme anterior ao &lt;i&gt;Domicílio&lt;/i&gt;). Muitas pessoas acusam o cinema francês de tedioso. Concordo com elas, em parte. Elas dizem isso porque não assistiram aos filmes do Truffaut. Não tem como achar tedioso o Antoine se ferrando por causa da japonesa, com a qual ele trai sua esposa em &lt;i&gt;Domicílio&lt;/i&gt;. Não se trata de um sadismo. A maneira como a traição é retratada no final é tão engraçada, mas nada que nos mate de rir. É aquele engraçado de "a situação é tão absurda que não tem como não rir". A vida, no fim, é isso: ou a gente ri, ou chora eternamente. Bem, muitas coisas não faziam sentido ao ver &lt;i&gt;Domicílio&lt;/i&gt;, o que era claro, já que eu não tinha visto aos outros filmes. Doinel não me cativou de primeira. Apesar de favoritar o filme, o personagem não havia me ganhado completamente. Foi preciso assistir &lt;i&gt;Os Incompreendidos&lt;/i&gt; para entender o frisson. Mentira. Eu nem senti tanto frissom assim, apenas quando a Jeanne Moreau aparece no filme e nos créditos iniciais (&lt;i&gt;Merci infiniment à Mme. Jeanne Moreau&lt;/i&gt;, c'est vraiment ça? je crois que non). &lt;i&gt;Os Incompreendidos &lt;/i&gt;é sensacional, gostei do filme. Mas faltava algo. Sim, faltava algo. Aí, assisti &lt;i&gt;Antoine Et Colette&lt;/i&gt;, o segundo filme, ou curta se preferirem. Muito bom. Ainda faltava algo, mas que droga! Quando eu estava quase desistindo de ser cativada, descubro que o último filme da série está passando no telecine: &lt;i&gt;O amor em fuga&lt;/i&gt;. Começo a assistir. AGORA SIM!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com &lt;i&gt;O amor em fuga&lt;/i&gt; tudo que eu havia assistido antes fizera sentido. Vocês já sentiram aquela sensação maravilhosa de serem cativados por um filme e verem os minutos passarem voando? Pois é. Isso que eu sentia ao ver esse filme. Nele, Doinel reencontra personagens que apareceram em todos os outros filmes, enquanto tem tempo para sofrer (encore et encore) por uma vendedora de discos. Tive a sensação de estar reencontrando um velho amigo, daqueles que não vemos há muito tempo. Para mim, o que ficou, foi uma sensação de nostalgia, pois querendo ou não, aquele Doinel, eu havia conhecido, acompanhado sua vida, desde o momento em que ora para o Balzac até reencontrar Colette na estação de trem. O maior trunfo do Truffaut é nos levar para dentro da tela, para a intimidade do personagem sem que se precise pedir licença. Alguns são todos mimimi pelo Léaud ter ficado marcado por este personagem. Já eu, acho o máximo. Não é qualquer personagem. É um personagem sensível, engraçado, bonito... e sobretudo, real.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Que reste-t-il de nos amours? Que reste-t-il de ceux bonjour? Une photo, vieuille photo de ma jeunesse... &lt;/i&gt;Agora, tenho dois filmes para lembrar quando esta música tocar: &lt;i&gt;Alguém tem que ceder&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Beijos Proibidos&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3131337467721139094?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3131337467721139094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/sobre-antoine-doinel-e-truffaut.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3131337467721139094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3131337467721139094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/sobre-antoine-doinel-e-truffaut.html' title='Sobre Antoine Doinel e Truffaut'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oSp1cH4JzZs/TxDhNrumODI/AAAAAAAAAbo/voH0d925IV8/s72-c/domicile-conjugal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-576010587124218390</id><published>2012-01-10T19:42:00.000-08:00</published><updated>2012-01-10T19:42:42.569-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>The Kennedys</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-diB0xK9Wgzg/Tw0FCw42DGI/AAAAAAAAAbg/AamlZMXSPcw/s1600/34219_01-arizona-jcrew.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="237" src="http://3.bp.blogspot.com/-diB0xK9Wgzg/Tw0FCw42DGI/AAAAAAAAAbg/AamlZMXSPcw/s320/34219_01-arizona-jcrew.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Para Camila, que acompanhou a série junto comigo &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a série tem história no meio, eu abro uma exceção. O trabalho de um tradutor é grande parte o de um pesquisador, mil janelas no google abertas e na wikipédia também, já que ela é confiável segundo minha professora de tradução. Bem, eu já tinha descoberto a série antes através de minha dinda, que estava doida para assistir, porém nunca conseguiámos pegar a bagaça inteira na tv. Eis que a Camila, uma dessas leitoras lindas do blog, apareceu com o link no facebook. Eu surtei na hora e já sai baixando.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que dizer? Os Kennedy são de longe uma das famílias mais interessantes que entraram para a história. Algo como os Borgias do século XX, numa velocidade maior, já que nessa época existia a máfia, as bombas e tudo mais. Pelo que li, The Kennedy's foi uma das séries mais caras produzidas pelo History Channel. Tem razão: as caracterizações dos personagens são DEMAIS DA CONTA e Greg está ótimo como o Kennedy, fisicamente falando. Mas vamos começar pelo começo (dã, Jessica), neste caso, a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=40pO-ovPk2Q"&gt;abertura&lt;/a&gt;. Vocês já se sentiram patrióticos? É assim que a abertura do seriado te faz sentir. É incrível como uma música pode nos despertar essas sensações. As imagens mostradas também causam essa sensação, já que mostram momentos decisivos como a crise dos mísseis em Cuba e o assassinato de Kennedy. É incrível como os americanos sabem mexer com esse tipo de coisa e a bandeira dos EUA aparecendo na abertura. Eu quase chorava assistindo a abertura para vocês terem noção. Mais incrível é não ser americana e sentir isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que se tratando de uma série sobre um dos presidentes mais polêmicos do século XX, o pessoal poupou o Kennedy. Continuo achando bullshit, mas tem um propósito: a lenda precisa se manter, after all. É como o próximo filme com a Meryl sobre a Thatcher: vão procurar mostrar o lado humano da primeira ministra, mesmo que ela tenha mandado cortar orelhas nas Ilhas Malvinas. Enfim, é CLARO que não iriam mostrar as sujeiradas da família Kennedy de uma maneira "verdadeira". Ela é mostrada como se o pai de Bobby e do Kennedy tivesse culpa em tudo que aconteceria para frente, já que foi ele que obteve apoio da máfia para se eleger como presidente. Nem tudo foi culpa dele, mas para quem não conhece muito bem, sinto que é essa impressão que dá. Sobre o ator que faz o Kennedy, Greg Kinnear: simplesmente SENSACIONAL. A semelhança física é absurda e a atuação dele também é ótima. Contudo, apesar de atuar bem, ele retrata um Kennedy fraco (fisicamente e psicologicamente falando) e que precisa do irmão Bobby pra limpar as merdas que faz. Bem, é claro que na vida real foi assim de certa forma, mas minha gente e a Baía dos Porcos e a crise dos mísseis em Cuba? Foram atitudes de um homem que sabia bem o que estava fazendo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que ator que colocaram para fazer o Sinatrão? MAS VÃO SE DAR O RESPEITO! Um homem daquela influência que foi o Sinatra, colocar um ator que não lembrava nem um pouco o verdadeiro &lt;i&gt;blue eyes&lt;/i&gt; é triste. Não precisava ser idêntico. Precisava ter a pinta Sinatrão. E isso ele não tinha mesmo. Poxa, o homem só aparece em dois episódios e vocês fazem isso com ele? The blue eyes are back... WHERE?&amp;nbsp; Acabaram com a Marilyn Monroe também. Infelizmente, nessas séries, como escolhem um único ponto de vista, algumas pessoas acabam prejudicadas. Marilyn foi uma delas. Retrataram-na como uma ninfomaniáca, que perseguia a família Kennedy. O &lt;i&gt;happy birthday mr president&lt;/i&gt; NEM foi considerado. Achei a atriz muito fraca também. Essa é a pior porcaria dessas séries e filmes que contam a história de ídolos nossos: nunca ficaremos satisfeitos por eles não serem retratados com dignidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já Bobby Kennedy é retratado como um santo na série. Bem, lá vou eu dizer que não era assim né? Sentio falta de uma abordagem polêmica sobre a família e que mostrasse os podres mesmo, o que eles fizeram enquanto estiveram na Casa Branca. No entanto, apesar do Bobby ser santo na série, a atuação de Barry Pipper vale muito a série. Muito mesmo. Há uma cena maravilhosa, onde fica subentendido o affair entre ele e Jackie Kennedy. A tensão da cena é sensacional, ainda que eles estejam falando por telefone. Bem, sobre a Dona Jackie O.... vocês sabem que nunca gostei muito dela, não? Por ser fã de Callas é difícil aceitar que ela tenha se casado com a Jackie. Posso não gostar, mas acho digno que ela seja representada com respeito na série, afinal foi uma das mulheres mais influentes do século XX. A Katie Holmes não consegue dar conta de interpretar uma personagem de peso como Jackie. A semelhança física não foi suficiente, o que vi foi uma Jackie apática e pouco influente na vida do país. A cena do assassinato, que esperei impacientemente, pode comprovar isso. Voa pedaço de cérebro pra tudo que é lado e ela aparece passiva! Quer dizer, não aparece isso na série, o que me incomodou. Cortaram direto para a cena do hospital!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar das reclamações, é uma série legal. Legal para gente descobrir que o pai do Kennedy teve caso com a Glória Swanson, legal para refletir sobre o tema e ficar mais curiosa. Foi o que eu fiquei. Amanhã, vou na livraria torrar meu dinheiro atrás de livros sobre a vida atribulada dos Kennedy. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-576010587124218390?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/576010587124218390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/kennedys.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/576010587124218390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/576010587124218390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/kennedys.html' title='The Kennedys'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-diB0xK9Wgzg/Tw0FCw42DGI/AAAAAAAAAbg/AamlZMXSPcw/s72-c/34219_01-arizona-jcrew.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7008022382198999356</id><published>2012-01-09T19:32:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T19:32:17.882-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Amélie Nothomb et son acide sulfurique</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xS5yKp07bP4/TwuxGH5DAVI/AAAAAAAAAbY/FA7HKVN5h1s/s1600/Amelie_Nothomb_by_Emily89.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-xS5yKp07bP4/TwuxGH5DAVI/AAAAAAAAAbY/FA7HKVN5h1s/s320/Amelie_Nothomb_by_Emily89.jpg" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas mais legais que aprender uma língua estrangeira pode trazer é a bagagem cultural. Em todas as aulas de francês, eu saía com vários nomes anotados no caderno, seja de filmes ou livros que meus professores comentavam e eu achava interessante. Voilà, um desses nomes era o de Amélie Nothomb. Minha professora falou algumas palavras dela: belga e em seus livros, os personagens sempre eram bem desenvolvidos psicologicamente. Por algum tempo, esse nome saiu da minha memória. No entanto, no dia em que fui comprar um presente para minha dinda na livraria, lá fui como sempre fuxicar a estante dos livros franceses. E lá em cima, estava&lt;i&gt; Acide Sulfurique&lt;/i&gt;, romance de Amélie Nothomb. Ignorando a falência, comprei. Que bela surpresa. Uma ótima surpresa, eu diria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Acide Sulfurique&lt;/i&gt;... bem, o título já é bem sugestivo. Não vou dizer o porquê, mas vocês descobrem isso no final do livro. O tema do livro lembra um pouco &lt;i&gt;1984 &lt;/i&gt;do Orwell, mas de uma maneira mais assustadora: existe um reality show chamado "Concentration", onde as pessoas estão confinadas numa espécie de campo de concentração moderno e são vigiados por câmeras todos os dias. Existem os &lt;i&gt;kapos&lt;/i&gt;, que torturam os prisioneiros. Toda a semana, existe uma fila, que é formada com os condenados à morte da semana. Tudo televisionado. Confesso que demorei para sacar o que acontecia no livro, mas quando caiu a ficha não poderia ter sido menos surpreendente. A situação é tão bizarra, que chega a ser engraçada. No meio de toda essa confusão, existe tempo para que uma das kapos, Zdëna, se apaixone pela misteriosa Pannonique, uma das prisioneiras. Mas o legal é que este não é o tema da central da trama. Pelo contrário, ele é apenas um dos fios que puxa a história. Creio que a história se desenvolve em torno dessa fixação nossa de querer saber tudo da vida dos outros e de viver num mundo onde a privacidade não existe mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso vem de encontro ao BBB edição 1000 que estreia amanhã. Muitas passagens do livro me fizeram lembrar esse frenesi que as pessoas ficam nos meses de janeiro, fevereiro e março. É como se a gente adorasse meter a colher na vida dos outros para esquecer a mediocridade da nossa. E disso, a personagem Zdëna entende. Ela é desprezada por Pannonique o romance inteiro e por isso, desenvolve uma espécie de obsessão pela mesma. O desprezo vai corroendo Zdëna como ácido sulfúrico até chegar em níveis absurdos, em que ela desconta sua raiva surrando Pannonique. As duas personagens são opostos: Pannonique é quase uma deusa (assim os telespectadores e ela mesma se vê) e Zdëna carrega toda uma amargura inexplicada no romance.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe um momento no romance onde os produtores percebem que o público gosta de Pannonique e começam a bolar estratégias de como fazê-la permanecer no reality. Não sei, acredito que manipulem as edições de imagens nesses BBB's da vida. Se nós manipulamos e somos manipulados todos os dias porque as imagens não haveriam de ser? Eu pensei. pensei e pensei depois de ler o romance e cheguei a conclusão de que é isso aí, eu, você e todos adoram meter a colher na vida alheia. De maneiras diferentes. Pois se você acha que só porque não assiste BBB não goste de fuxicar a vida alheia está muito enganado. Ler biografias é um exemplo. Neste caso, eu me encaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não temos mais cura? Ah droga!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7008022382198999356?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7008022382198999356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/amelie-nothomb-et-son-acide-sulfurique.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7008022382198999356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7008022382198999356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/amelie-nothomb-et-son-acide-sulfurique.html' title='Amélie Nothomb et son acide sulfurique'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-xS5yKp07bP4/TwuxGH5DAVI/AAAAAAAAAbY/FA7HKVN5h1s/s72-c/Amelie_Nothomb_by_Emily89.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-6672329526531829100</id><published>2012-01-09T18:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T18:26:00.423-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>As minhas golden girls</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ahRVGertSJk/TwufvyatBUI/AAAAAAAAAbQ/nEQGPZUn-K4/s1600/golden-girls.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" src="http://4.bp.blogspot.com/-ahRVGertSJk/TwufvyatBUI/AAAAAAAAAbQ/nEQGPZUn-K4/s320/golden-girls.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vocês sabem, eu não sou uma pessoa chegada em seriados. Sempre começo, nunca termino. &lt;i&gt;Damages &lt;/i&gt;me fez perder a paciência, eu estou na terceira temporada com a sensação de estar assistindo a primeira, os acontecimentos parecem repetir, mas as pessoas não. Enfim, aí fui para os lados de &lt;i&gt;Hot In Cleveland&lt;/i&gt;, que é sitcom, e descobri que eu também podia gostar de seriados como pessoas normais. Mas o vício em HIC (abreviando para não ter que escrever de novo, preguiça feelings) não bastou, precisava ver Betty White mais vezes e mais mais mais mais. Eis que lembrei de &lt;i&gt;The Golden Girls&lt;/i&gt;, uma série que eu assisti alguns episódios em hotéis durante minhas viagens aos EUA. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Golden Girls&lt;/i&gt; é o tipo de sitcom que em que tudo é bom. Digo, o roteiro, as atuações, os cenários. Por enquanto, nada me desagradou. Gosto muito quando um tema muito simplório, neste caso o das quatro senhoras vivendo juntas e dividindo problemas, é transformado em algo sensacional, divertido, leve, engraçado e que marcaria uma geração inteira até hoje. Se não tivesse marcado, não teriamos uma página dedicada a elas no facebook, não é?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mania de tradutora de comparar coisas permanece, então, tive que comparar Betty White de Golden com HIC. Não cheguei a nenhuma conclusão, se amo mais Elka ou Rose (ambas personagens de White). Afinal, são momentos tão diferentes. Betty como está nos seus 90 anos (para para parabéns aliás), eu a vejo interpretando o papel que Sophia (a mãe da Dorothy em Golden Girls) interpretava: o da velhinha desbocada. Já Rose é uma mulher pura demais em comparação com suas amigas, chegando a render situações hilárias como:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Blanche: (...) E ele ainda tem interesse! (em sexo, ficou subtendido para todas presentes na cena)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rose: Em que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dorothy: Blanche, se você não entendeu, é porque isso não importa mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mim é muito difícil rir com séries que são supostamente comédia. Minha mãe me odeia porque eu não gosto de Glee. Provavelmente, vocês vão detestar também. Acontece que quando a pessoa cresce com&lt;i&gt; A Feiticeira &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Jeanne é um gênio&lt;/i&gt; é difícil se adaptar a qualquer série de riso fácil. Entretanto, &lt;i&gt;Golden Girls&lt;/i&gt; foi um sitcom de riso fácil pelo qual me apaixonei perdidamente. E por que? Bem, como eu disse lá em cima quando tudo funciona de uma maneira perfeita, quando as atrizes se dão bem, o roteiro é bem escrito, as personagens e suas características bem desenvolvidas é assim: un coup de foudre. Apesar de adorar Rose, tenho meus momentos em que amo Dorothy, Blanche ou Sophia. É isso que me faz parecer que &lt;i&gt;Golden Girls&lt;/i&gt; é simplesmente perfeito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS: eu vi um box com todas as temporadas para vender nos EUA. Uma bagatela, é claro. Mas como escolhi a vida árdua de fã da Bette Davis, eu já tinha gasto todo meu dinheiro comprando um box lindo, divino com seis filmes. Como diria Joy Scroggs: OH GOD, MY LIFE!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-6672329526531829100?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/6672329526531829100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/as-minhas-golden-girls.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6672329526531829100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6672329526531829100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2012/01/as-minhas-golden-girls.html' title='As minhas golden girls'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ahRVGertSJk/TwufvyatBUI/AAAAAAAAAbQ/nEQGPZUn-K4/s72-c/golden-girls.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7858707604627823502</id><published>2011-12-28T08:50:00.000-08:00</published><updated>2011-12-28T08:52:15.099-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Grey Gardens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não adianta.&amp;nbsp; Os filmes depressivos me perseguem PRA VIDA. Toda vez que penso pegar um filme "engraçado", ele também precisa vir recheado de reflexões sobre a vida, tudo que ando querendo parar de pensar, principalmente porque o fim de ano está batendo na porta. Enfim, &lt;i&gt;Grey Gardens&lt;/i&gt; veio parar nas minhas mãos através de minha dinda (falarei mais dela nos próximos posts), que tinha me dito que estava curiosa para ver, já que se tratava da história dos parentes da Jackie O. Infelizmente, como a curiosidade matou o gato e eu, aluguei para ver, sozinha. Não me lembro até hoje do último filme que me fez chorar de verdade nesse ano. Mas &lt;i&gt;Grey Gardens&lt;/i&gt; conseguiu a façanha de me comover em várias cenas. Em se tratando de cinema, é engraçado mas, eu não me comovo facilmente. Lembro que assistimos &lt;i&gt;O carteiro e o poeta&lt;/i&gt; numa cadeira do semestre passado e quando a luz acendeu, todas minhas amigas choravam, menos eu. Acho que não vi catarse naquela história, logo não chorei. &lt;i&gt;Grey Gardens&lt;/i&gt;, creio, independente de ter catarse ou não nos comove do começo ao fim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na capa do filme, lembro que dizia "Entre no fabuloso mundo das parentes de Jackie O."Algo assim. Deveria estar escrito em letras garrafais: UM MUNDO TRISTE E NOSTÁLGICO DA PORRA. (oi chilique). Quando a gente acha que o filme vai mostrar as maravilhas dos Bouviers, somos levados ao ambiente melancólico de Grey Gardens, a casa de verão dos Bouviers, praticamente carcomida pelo tempo. O filme é baseado no documentário homônimo de mesmo nome, sobre a tia e a prima de Jackie, que no ano do mesmo, 1973, estavam sendo ameaçadas de despejo por causa das condições em que a casa estava. Na verdade, o fio condutor e mais importante para mim, é a relação entre Little Edie (Drew Barrymore) e Big Edie (Jessica Lange). É claro que lembrei muito da minha relação com minha mãe. Acho que para quem foi criado por sua mãe, naquele espírito de companherismo etc e tal,&lt;i&gt; Grey Gardens&lt;/i&gt; é quase um soco no estômago. O filme não apenas trata da velhice de mãe e filha, mas também as mágoas que lhes rodeiam e com o passar dos anos, abrandam. Elas continuam ali apesar do tempo elevar tudo em um patamar aceitável. Uma cena que me comoveu muito é quando o pessoal da vigilância sanitária chega em &lt;i&gt;Grey Gardens &lt;/i&gt;e a Big Edie está apavorada e gritando nos braços da filha. É muito difícil sofrer toda essa catarse de novo, dessa forma fria e até mesmo cruel que foi assistir &lt;i&gt;Grey Gardens&lt;/i&gt;. Acredito que todos se veem na pele da Drew em algum momento, isto é, naquele medo imenso de deixar o passado para trás (representado pela mãe) e seguir em frente, por um caminho que ninguém sabe se será bom ou ruim. A Little Edie ficou. Eu condenei. Depois, percebi que não era &lt;i&gt;bem&lt;/i&gt; assim. Lembrei de uma frase do Kennedy que dizia algo assim: &lt;i&gt;o certo é a escolha menos pior&lt;/i&gt;. É assim. A gente escolhe e tem o direito de regrettar (oi verbos franceses) para o resto da vida. É o mínimo direito que podem nos dar, já que muitas vezes não tem como voltar atrás. Foi como Little Edie: os anos se passaram e sua posição tornou-se cômoda. Prendemo-nos dentro de nós mesmos, nas próprias armadilhas que montamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que ficou de &lt;i&gt;Grey Gardens&lt;/i&gt; foi uma sensação do passado voltando com força, como se minhas escolhas estivessem lado a lado. Regrettar é a solução possível. Falando em mães, eu só posso agradecer a minha por ter me dado o mesmo nome dessa atriz maravilhosa que é a Jessica Lange. Ela se apaixonou por ela em King Kong e resolveu e dar o nome... As relações com o cinema começando desde a formação do feto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7858707604627823502?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7858707604627823502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/12/grey-gardens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7858707604627823502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7858707604627823502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/12/grey-gardens.html' title='Grey Gardens'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-4721628255410061887</id><published>2011-12-13T19:42:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T19:42:19.377-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Filhotes de Rubens Ewald Filho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As férias chegaram e agora, eu prometo estar por aqui, com as mesmas bobagens e surtos de sempre. E como não poderia ser diferente, a gente começa reclamando. Estava refletindo esses dias e fiz uma lista mental daquilo que mais me irrita:&lt;/div&gt;&lt;ol style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Ouvir minha voz no viva-voz do telefone&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Meu sono incontrolável na parte da tarde e a maneira como fico sem sono à noite&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Nunca conseguir ler 70 páginas numa sentada só (Mentira, com &lt;i&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/i&gt;, eu devo ter lido 100, mas EDAI) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;O calor infernal que leva a minha pressão pro subsolo&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, de cabeça, é o que lembro. No entanto, nada, mas nada pode me irritar do que esse pessoal &lt;i&gt;entendido &lt;/i&gt;de cinema, que chamaremos aqui de&lt;i&gt; filhotes de Rubens Ewald Filho&lt;/i&gt;. Se você está em dúvida se seu parente ou amigo pertence a classe, faça o seguinte teste:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Pergunte a opinião sobre um filme que vocês viram. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Se na resposta tiver fraseologias como "sentimentalismo fácil", "um clássico que nenhum cinéfilo pode deixar de ver"e PRINCIPALMENTE, "como você não gostou? você não entendeu a mensagem do diretor!!"&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí, meus amigos, a pessoa está condenada a essa classe maldita que acha que entende de cinema. Veja bem, não estou dizendo que não entendem. Podem até entender. O problema é querer enfiar goela abaixo que é preciso gostar de filmes como &lt;i&gt;Obsessão&lt;/i&gt; do Visconti porque são o marco do neo-realismo italiano&amp;nbsp; para ser alguém que aprecie cinema de verdade. Parece que não se tem o direito de ser fútil, nem se tratando de cinema. Se eu digo que gosto de A &lt;i&gt;Convenção das Bruxas&lt;/i&gt;, as pessoas me olham diferente, já que esse filme não é algo como &lt;i&gt;A Malvada&lt;/i&gt;, por exemplo. Será que não tem como gostar das duas coisas ao mesmo tempo? Esse maniqueísmo em se tratando de filmes é ridículo, pois a magia do cinema está em nos despertar todo o tipo de emoções seja com a Anjelica Houston vestida de bruxa, seja com a Bette Davis dando chilique dentro de um teatro vazio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses dias, a irritação chegou a tal ponto, que exclui um garoto que me adicionou no filmow. A foto dele já me irritou, para começar. Não tinha cigarro na boca, mas uma cara de nojo que papai do céu. Contudo, foto por foto, eu mesma já teria me excluído, pois a minha não é das caras mais amistosas. O problema foi ao conversar com ele. Primeiro, ele chamou &lt;i&gt;As Invasões Bárbaras&lt;/i&gt; de sentimentalismo fácil. O QUE? O filme é sobre um homem que está morrendo de câncer e isso é apelar para o sentimentalismo fácil? Mas tudo bem, cada um tem sua opinião. O meu recado ainda perguntava se ele tinha visto &lt;i&gt;O declínio do Império Americano&lt;/i&gt;, já que &lt;i&gt;As Invasões&lt;/i&gt; é a continuação. Depois, para finalizar, perguntei o que ele tinha achado de &lt;i&gt;Crepúsculo dos Deuses&lt;/i&gt;. Vocês acham que ele se deu o trabalho de responder? Ah vá catar coquinho. Vai ver foi ver &lt;i&gt;O declínio&lt;/i&gt; para escrever uma opinião. Humildade é algo que os &lt;i&gt;filhotes de Rubens Ewald Filho&lt;/i&gt; nunca terão. Custava dizer que não tinha visto? Não, né. Nenhuma vergonha pode ser maior para um cinéfilo do que não ter visto esse ou aquele filme que você já viu. Posso dizer com certeza de que conheci duas pessoas no filmow que trocam filmes comigo, assim DE VERDADE. Ambas concordam que esse pessoal são uns baitas de uns chatos, que não criam uma opinião própria. Parece uma obrigação gostar de diretores como Tarantino, por exemplo. Reconhecer é uma coisa e gostar é outra. Reconheço que o Tarantino é um diretor muito bom (acho &lt;i&gt;Bastardos Inglórios&lt;/i&gt; muito bom), mas não faz o gênero de filme que eu gosto. Aí, digo isso aqui num blog que é pra ser sobre cinema e vocês quase me apedrejam. Depois de muitos anos, percebi que esse negócio de "entender o filme" é uma fantasia criada por nós-mesmos, assim como o tradutor que diz ter "entendido" uma obra e a traduz conforme interpretou. Nem o diretor sabe o que queria dizer, às vezes. Parem de achar que vocês entendem tudo, que isso ou aquilo é conceitual. Sobretudo, parem de copiar a maldita opinião dos outros e ASSUMAM a de vocês mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que esse foi um dos motivos pelos quais entrei em crise com o blog. Descobri que não dava pra levar eu e nem minhas opiniões sobre filmes a sério. Quem ler os posts, espero que esteja ciente disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-4721628255410061887?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/4721628255410061887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/12/filhotes-de-rubens-ewald-filho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4721628255410061887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4721628255410061887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/12/filhotes-de-rubens-ewald-filho.html' title='Filhotes de Rubens Ewald Filho'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3215770485726268434</id><published>2011-11-22T14:07:00.001-08:00</published><updated>2011-11-22T14:50:09.630-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Tell me more, tell me more: experiências com interpretação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podia deixar de compartilhar isso com vocês: meu primeiro trabalho como intérprete num evento sério. Faz algum tempo que quero escrever sobre minhas experiências com tradução, elas tem sido de uma maneira tão sensacional, que não seria exagero dizer que vou às lágrimas quando vejo um texto meu traduzido, o fruto daquele trabalho do cão de pesquisa e etc e tal. Mas interpretação são outros 500. É um tipo de tradução, claro, de uma maneira diferenciada, pois numa tradução no papel, temos o tempo de pesquisa, toda uma reflexão sobre o tema. Em interpretação, não existe a palavra "tempo". O que existe é uma série de raciocínios rápidos, menos de 5 segundos e muita atenção. Eu, que sempre sofri duma falta de atenção &lt;i&gt;incroyable&lt;/i&gt;, resolvi seguir a profissão onde atenção é às vezes mais importante que conhecimento linguístico. Creio que seja assim com interpretação. É necessária uma atenção desgraçada no que tange o que a pessoa está falando já que depois, "repetimos" o que ela disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, a universidade onde estudo não possui formação em intérprete.&lt;i&gt; Moi, dans mon coin&lt;/i&gt;, já tinha tido experiências caseiras de interpretação, como traduzir o dvd da Mireille Mathieu, a parte dos extras pra minha mãe, HAHAHAHAHAHA. Ignorando a falta de experiência no âmbito, decidi me aventurar neste evento, afinal ele não iria acontecer tão cedo. Corrigindo: eles não chamariam, de novo, estudantes de graduação para fazer as vias de intérprete tão cedo. Alguns colegas corajosos e eu fomos para o evento, que era sobre oportunidades de estudo na França, intercâmbios em geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegamos lá e cada um foi para uma mesa. Isso depois de assistir uma palestra de uma hora sobre como estudar na França, em geral. Naquele momento, quis beijar os pés da minha professora de tradução, que um dia nos deu uma aula sobre o sistema educacional francês, pois se não tivesse este conhecimento prévio pragmático, eu iria achar que as &lt;i&gt;Grandes Écoles&lt;/i&gt; são a mesma coisa que as &lt;i&gt;Universités Paris I, II&lt;/i&gt; etc. E claro, iria estar mais perdida que um cego no tiroteio. &lt;i&gt;Voilà&lt;/i&gt;, eu manjava tudo de sistema educacional francês. Já havia lido o site inteiro do &lt;i&gt;Campus France&lt;/i&gt; e me decepcionado bastante com o fato do número reduzido das bolsas para Letras. Mas e na hora de encontrar o representante da universidade que eu iria interpretar&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;? Primeiro pensamento da Jessica: vou fazer a Nazaré e me atirar dessa escada. Segundo pensamento da Jessica: relaxa, agora não é mais momento para nervosismos. Eu queria MESMO que alguém estivesse monitorando o que aconteceu com meu cérebro durante a tarde que passei interpretando esse cara. Simplesmente, chegou um momento, onde eu já não sabia mais a língua que estava falando. O representante da universidade foi de uma simpatia ímpar comigo, entretanto, isso não me deixou mais tranquila. Apareceram alguns interessados e aí começava aquela salada de frutas muito louca que uns chamam de francês, mas para mim era tudo menos isso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Houve um momento de grande tensão em que o nervosismo subiu de tal maneira a minha cabeça, que pensei seriamente em ir embora. Conversei um pouco com a pessoa que estava interpretando, abri meu coração dizendo que achava um absurdo não ter intercâmbios para a Letras. Ele não me deu bola. *Pausa para os risos descontrolados* Essa é Jessica tentando fazer a íntima num momento onde isso não é permitido. Aí, o cara me manda olhar o estande de SCIENCES PO. SCIENCES PO, MEUS AMIGOS. CIÊNCIAS POLÍTICAS. CIÊNCIAS POLÍTICAS. Não entendi, no entanto, estava a ponto de enfartar e sai para dar uma volta. Vou num estante da universidade de Grenoble. De repente, baixou a Mireille Mathieu e começo a papear com o expositor. Agora, lembrando, tenho vontade de chorar. Eu não sei vocês, mas tenho uma dificuldade suprema de expressão oral, maldita timidez! Quando comecei a falar feito uma matraca perguntando sobre mestrados, bolsas e afins e vendo que a coisa estava funcionando porque ele estava entendendo, ah meus amigos, foi quase um AJOELHA E CHORA. Aí ele me sai com um: TU FALA FRANCÊS MUITO BEM. AI MEU DEUS. AI MEU DEUS. AI MEU DEUS. AI MEU DEUS. Deu vontade de levar para casa, sério. Depois disso, minhas vergonhas voaram longe.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;Sobre a interpretação, penso naquela música chicleiteira da Mary Poppins: Supercalifragilistiexcexpialidocious. Em alguns momentos, era como se o representante estivesse falando comigo nessa língua esquizofrênica da música da Mary Poppins. No entanto, achei a experiência muito válida, já que me ajudou muito a articular meu francês frente a outras pessoas. Ele funciona muito bem em casa, na aula e quando estou tomando banho e falando com as paredes. Agora, em ação, manejar a ansiedade de falar com um nativo mais a pessoa que está perguntando te enchendo o saco é difícil. É como se para falar francês fosse necessário transformar-se em outra pessoa. Eu me sinto assim. Interpretar é tomar a voz do outro para si (ou seja, a enunciação do outro, AI SAI DE MIM BENVENISTE) e onde que eu fico no meio de tudo isso&lt;/span&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;? Nem sei mais. Acho que deve ser por esse motivo que prefiro a tradução no papel, onde eu posso reescrever um novo texto, sem carregar a responsabilidade de uma má interpretação por causa do dizer do outro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3215770485726268434?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3215770485726268434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/11/tell-me-more-tell-me-more-experiencias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3215770485726268434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3215770485726268434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/11/tell-me-more-tell-me-more-experiencias.html' title='Tell me more, tell me more: experiências com interpretação'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-8519025057778713979</id><published>2011-11-18T20:01:00.001-08:00</published><updated>2011-11-18T20:01:20.767-08:00</updated><title type='text'>Leilão das joías de Liz Taylor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://29.media.tumblr.com/tumblr_ltz1cmk42s1qb6k7po1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://29.media.tumblr.com/tumblr_ltz1cmk42s1qb6k7po1_500.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês estão preparados? Sacaram suas economias, começaram a pedir empréstimo para o banco? &lt;i&gt;Moi, dans mon coin&lt;/i&gt;, estou me preparando para o sofrimento, ou seja, para não poder concorrer com os milionários que arrotam milhões de dólares e irão para a Christie's no próximo dia 13. Quando começou o burburinho sobre o leilão, duas coisas me passaram pela cabeça:&lt;/div&gt;&lt;ol style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Os velhos endinheirados vão passar a mão em coisas que eles nem imaginam o valor emocional para os fãs.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Não deixaram nem a mulher esfriar no caixão para começar essa palhaçadinha de leilão.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu tivesse dinheiro, é ÓBVIO que eu estaria nesse leilão, sem pensar duas vezes. No entanto, se eu me desse o trabalho de colocar meus neurônios para funcionar um pouco, veria o quão idiota é ir a esse leilão. E por isso que passado a euforia do grande leilão das joías e outros acessórios da diva, comecei a me deprimir. Para mim, não passa de uma grande sacada de publicidade. Ok, o dinheiro será doado para a caridade, mas isso não muda nada. O que todo esse pessoal que está envolvido nesse leilão vai lucrar, toda a publicidade em cima da grande Elizabeth Taylor acaba deixando de lado o verdadeiro motivo desse evento: a arrecadação de fundos para a fundação da Liz contra a AIDS. Não faz nem um ano que ela faleceu e já irão fazer leilão? Ok, você pode argumentar que as joías têm um papel importante na imagem que criou ao redor dela. Não tenho como discordar disso. Agora, promover um leilão usando isso, até mesmo o Burton entrou na dança, afinal as joías mais célebres foram presentes dele. Ah, não sei não. O fato é que estão lucrando e muito com a morte da diva. Meses atrás, comprei uma edição especial da People sobre a vida de Liz e eles não foram muito piedosos, meteram a faca no preço mesmo. Fazer o que. Enquanto existir um &lt;i&gt;silly ass&lt;/i&gt; como eu que as compra, elas continuarão existindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repito o que já havia dito antes: Os endinheirados que só viram &lt;i&gt;Lassie&lt;/i&gt; vão levar todas as joías e vestidos. Puta mundo injusto esse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-8519025057778713979?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/8519025057778713979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/11/leilao-das-joias-de-liz-taylor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8519025057778713979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8519025057778713979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/11/leilao-das-joias-de-liz-taylor.html' title='Leilão das joías de Liz Taylor'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7284477443591832193</id><published>2011-11-18T19:29:00.000-08:00</published><updated>2011-11-18T19:43:51.649-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O retorno do memememe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sumi. Voltei. Sumi de novo. E volto novamente. Dessa vez, para ficar. Percebi o quão minha vidinha é sem graça se eu não puder compartilhar com vocês minhas opiniões sem fundamento sobre cinema. Bom, o negócio me faz feliz, esse blog, quero dizer. Mesmo que eu não tenho visto todos os Truffauts e muito menos os Godart. (sinto as pedras vindo na minha direção, HAHA) Vamos ao que interessa: final de ano chegando. Fim de semestre. Para mim, a vida é um semestre, como uma temporada no teatro (lembram dessa frase da Malvada?). Vi milhões de filmes e tá difícil sentar na cadeira pra falar de algum deles. Cada vez mais tenho menos certeza do que acho. Entendo cada vez menos o que vejo, mas isso já não me assusta mais. Nada que é pronto me interessa. Esses tempos, por exemplo, reassisti &lt;i&gt;Uma Rua Chamada Pecado&lt;/i&gt;, pois estou elaborando um trabalho sobre o filme para uma cadeira da faculdade. Aí, percebi todas as coisas que haviam passado despercebidas por mim, mesmo que eu visse o filme quase todas as madrugadas antes de dormir. Antes, eu andava apavorada por não ver lógica em muito dos filmes que vi, no entanto, depois de muito refletir e conversar com outras pessoas, aceitei o negócio. Aceitei que uma das coisas mais bonitas da vida é a mudança de opinião (brega essa frase, mas ok). Até gosto mais de &lt;i&gt;Jules Et Jim&lt;/i&gt; e olha que detestei o filme, o que salvou foi a Jeanne Moreau e aqueles memememes todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7284477443591832193?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7284477443591832193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/11/o-retorno-do-memememe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7284477443591832193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7284477443591832193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/11/o-retorno-do-memememe.html' title='O retorno do memememe'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-6161151858270167106</id><published>2011-08-17T18:33:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T18:49:22.549-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Confissões pré filme do Fellini</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não consigo avançar na leitura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Furious Love&lt;/span&gt;. Motivo: medo de chegar na parte em que tudo começa a dar errado e atirar o livro pro ar. No fim das contas, tudo se resume aquela frase do Mastroianni: "algumas ilusões são mais fortes que a realidade". Eu ainda quero acreditar no amor e me parece uma ofensa pensar na separação de Elizabeth Taylor e Richard Burton. Esta semana, comentei com um amigo sobre o medo de reassistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Girassóis da Rússia&lt;/span&gt;. Certos filmes, não conseguimos separar da realidade, a catarse é como um vírus silencioso a corroer minha sanidade no momento que revejo aqueles campos da Rússia e uma Sophia Loren saindo do trem com os cabelos ao vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, só quero me agarrar ao máximo às ilusões. Problemas, pois eu comentava com as paredes do banheiro como para mim, o cinema tem função de revolver lembranças como se estivessémos num pântano lodoso. A gente afunda e volta como num círculo vicioso. No momento em que procuro a ilusão, desprendo-me do meu conceito "conservador" sobre a função do cinema e me deixo levar por rostos bonitos ou roteiros fáceis. Essa mudança repentina de opinião não me assusta mais, embora a cada dia que se passe parece necessário agarrar minhas convicções com unhas e dentes. Só me esqueci que as minhas convicções são frágeis, logo se volatizam com uma rapidez monstruosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tudo vai se rompendo, lentamente, eu já não posso mais olhar pela minha janela e ver aquele morro alto, pois meu vizinho criou um muro de cimento. Só me resta recorrer a janela do corredor, escrever no blog ou gritar junto com a Barbra Streisand quando esta diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;So turn off the lights and I'll be left in the dark again...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi tão bom estar na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-6161151858270167106?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/6161151858270167106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/08/confissoes-pre-filme-do-fellini.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6161151858270167106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6161151858270167106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/08/confissoes-pre-filme-do-fellini.html' title='Confissões pré filme do Fellini'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-8873324170336083374</id><published>2011-08-08T19:45:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T20:09:28.961-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Pois é, então...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz tempo que desisti de ser escritora. Muito mais que talento, achava que tinha aquele elemento dramático que fazia de mim um prodígio perante outros. Tardiamente, descobri que nada me separava daquelas pessoas tirando meus gostos engraçados e excentricidades, individualidades de cada um. Foi aí que desisti. De vez em quando, me pergunto se foi uma escolha acertada ou se simplesmente tratava-se de um medo de pisar em terrenos cada vez mais lodosos sem as botas adequadas. Não sei se vocês já se perguntaram em algum momento se vocês tem alguma coisa para dizer. Essa foi a pergunta que eu me fiz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;realmente tenho algo dizer?&lt;/span&gt; Aí, senhores, a resposta não foi muito agradável. Olhei para trás e percebi que lá pelos meus 15 anos, eu achava que tinha muitas coisas a dizer para o planeta. Achava que meus gostos excêntricos me fariam diferente e mais capaz que os outros. Usei-os para me separar das pessoas e criar todo esse mundo de palavras até me enforcar com elas. Ilusões, bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, percebo que a maioria das coisas que acreditei eram ilusórias, mas não me arrependo delas. Eu só me arrependo de não ter aproveitado melhor o tempo que eu achava que morreria de amores pelo Richard, ao som das músicas da Silvinha, claro. Não, estou bem viva e ele está cursando Direito numa faculdade renomada. Depois de ler Proust, creio que não tem como este tipo de pensamento sair da nossa cabeça, de que nossas lembranças são mais doces do que elas realmente eram em outros tempos. Enfim, aqui caberia uma série de clichês, que são sempre verdade sobre peito aberto e afins. Se abrir demais, cria uma poluição que nenhum sabonete do mundo pode retirar. Se abrir de menos, viver dentro de si é um fardo. A minha maneira de abrir um pouco o peito (nunca fui de abrir nada, essa timidez ainda me mata) é escrever nesse blog minhas opiniões ridículas sobre cinema. Uma vez, eu achei que tinha tino pra coisa. Ainda bem que podemos sempre repensar e nos dar conta que não, eu não tino, mas é uma boa tentativa. Gosto de reler meus posts e rever meus momentos loucos com Jeanne Moreau, Deneuve ou qualquer outra atriz que tenha mexido comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que esse blog é uma janela de mim para o resto do mundo. Às vezes, acho perigoso demais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-8873324170336083374?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/8873324170336083374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/08/pois-e-entao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8873324170336083374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8873324170336083374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/08/pois-e-entao.html' title='Pois é, então...'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7949337107035208049</id><published>2011-08-04T07:18:00.000-07:00</published><updated>2011-08-04T08:01:13.994-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Butterfield 8</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-PZ0IXkoWuXM/Tjq0LxxL1OI/AAAAAAAAAZ4/iKs7Hjq7A74/s1600/Butterfield%2B8%2Bslip%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-PZ0IXkoWuXM/Tjq0LxxL1OI/AAAAAAAAAZ4/iKs7Hjq7A74/s320/Butterfield%2B8%2Bslip%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5637015998038791394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num dia de domingo, era uma vez uma internet que baixava a 400 k/s. Aproveitando-se dela, Jessica baixou aproximadamente oito filmes para ver durante sua última semana de férias. Até que tem dado certo, faltam apenas dois para terminar a safra. O resultado disso é não conseguir dormir ou quando durmo, são 12h seguidas de sono, acordando na hora do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vale a pena ver de novo&lt;/span&gt;. Dentre os filmes baixados, elegi um deles para comentar aqui com vocês: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Butterfield 8&lt;/span&gt;. Meu critério de escolha foi o da decepção com uma ponta de revolta. Acho que esse é o primeiro post que vou malhar um filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Butterfield 8&lt;/span&gt; corroborou minha tese de que filmes que ganham algum Oscar nem sempre querem dizer boa qualidade. Lembro de uma madrugada quando assisti uma entrevista de Liz Taylor em que ela dizia que só ganhou o Oscar de melhor atriz por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Butterfield&lt;/span&gt; por simpatia. Na hora, pensei que se tratava de uma piadinha boba. Quando comecei a ver o filme, a entrevista veio a minha mente no mesmo momento: era verdade. Admitir que a atuação de uma atriz que se gosta está deixando a desejar é difícil. C'est la vie, a situação estava tensa mesmo. O problema era que Gloria Wandrous (personagem da Liz) tinha tudo para dar certo, mas pecou pela superficialidade. Quer dizer, poderiam ter explorado muito mais o conflito da personalidade de uma garota que se tornara prostituta para escapar de seus próprios fantasmas. Tudo que vi foi uma Liz Taylor temperamental escrevendo "No sale" no espelho de um quarto e "roubando" um casaco de pele por birra. No dia anterior, eu assistira &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De repente, no último verão&lt;/span&gt; e ficado boquiaberta com sua atuação, com o poder daqueles olhos cor de violeta, ou lilás, se preferirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Butterfield 8&lt;/span&gt; é uma espécie de Lucíola americano que não deu certo. Mocinha é prostituta, mas tem sentimentos. O tal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Butterfield 8&lt;/span&gt; é aquele homem que joga a Lúcia na prostituição. O milionário que se apaixona por Glória é Paulo. Aí, vocês me perguntam: dá pra levar isso a sério? Dá não, minha gente! Juntando a falta de superficialidade de Glória com o roteiro é uma perda de tempo ver o filme, tirando o fato de ter a Liz no elenco. Eu não consigo entender esse maldito puritanismo do cinema americano, que faz a personagem morrer para ela se purificar de seus pecados. Num universo onde a homossexualidade, o estupro já eram abordados (superficialmente, mas enfim...), eles matam a personagem num acidente mixuruca de carro? Ah não, não dá pra suportar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Essa é o pior comentário de filme que eu já fiz, caramba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7949337107035208049?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7949337107035208049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/08/butterfield-8.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7949337107035208049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7949337107035208049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/08/butterfield-8.html' title='Butterfield 8'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PZ0IXkoWuXM/Tjq0LxxL1OI/AAAAAAAAAZ4/iKs7Hjq7A74/s72-c/Butterfield%2B8%2Bslip%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-8545478122878765037</id><published>2011-08-01T22:31:00.000-07:00</published><updated>2011-08-01T22:56:33.467-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Quando o poeta consegue dizer certas coisas melhores que eu...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Une orange sur la table&lt;br /&gt;Ta robe sur le tapis&lt;br /&gt;Et toi dans mon lit&lt;br /&gt;Doux présent du présent&lt;br /&gt;Fraîcheur de la nuit&lt;br /&gt;Chaleur de ma vie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacques Prévert, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alicante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-8545478122878765037?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/8545478122878765037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/08/quando-o-poeta-consegue-dizer-certas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8545478122878765037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8545478122878765037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/08/quando-o-poeta-consegue-dizer-certas.html' title='Quando o poeta consegue dizer certas coisas melhores que eu...'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3756464529039360757</id><published>2011-07-28T09:41:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T10:31:33.732-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Furious Love</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Tl__VYAyM30/TjGcoZ08laI/AAAAAAAAAZw/L-g1M1p78ZE/s1600/Elizabeth_Taylor_and_Richard_Burton_-_photo_by_Douglas_Kirkland.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 257px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Tl__VYAyM30/TjGcoZ08laI/AAAAAAAAAZw/L-g1M1p78ZE/s320/Elizabeth_Taylor_and_Richard_Burton_-_photo_by_Douglas_Kirkland.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634456826758862242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como a morte de Amy Winehouse, foi só Elizabeth Taylor morrer para que viesse uma enxurrada de notícias, divulgação de fotos e coisas que ninguém conhecia. Mal seu corpo esfriou no caixão, as Lojas Americanas já colocavam nas suas prateleiras 545 dvd's da diva, daqueles que antigamente, a gente teria que recorrer aos bons blog's de cinema clássico para conseguir. Não obstante, os dvd's ostentavam bem grande o selo "LIZ TAYLOR". Voilà, tal fato também ocorreria com o mais recente livro sobre Elizabeth intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Furious Love. Elizabeth Taylor. Richard Burton. And the marriage of the century&lt;/span&gt;. O que aconteceu foi uma baixa divulgação, quem sabia da existência do livro era quem tinha recorrido ao Santo Google para ler os baphos do casal, ou melhor, trechos das cartas de amor trocadas por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Sylvinha &amp;amp; Eduardo Araújo, nenhum casal tinha me motivado desta forma. Lembro de ter tido surtos psicóticos ao ler pequenos trechos da cartas que Liz e Dick se trocavam. Como este: "Você é provavelmente a melhor atriz do mundo, o que, somado a sua beleza extraordinária, faz você ser única". Aí, eu concluí tardiamente que meu desejo de saber de baphos, ainda mais sobre casais famosos, tinha voltado com tudo. Desafiando as leis da gravidade, arrisquei a livraria Cultura para ver se achava o livro com as tais cartas. E não é que lá estava ele? Um único exemplar esperando a Mamãe aqui! Infelizmente, o livro não possui tradução para o português e desafiando meu amor incondicional por francês (e o fato de que para mim é mais fácil ler nesta língua do que em outra), levei a versão original. A surpresa não poderia ter sido melhor. Em duas semanas, já estou bem além da página 100, tendo chiliques e marcando com papéis coloridos os melhores trechos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não são as cartas de amor trocadas por eles. Trata-se da história de um dos casais mais tempestuosos de hollywood, contada com tantos detalhes que é difícil acreditar que seja verdade de vez em quando. É claro que há muitas cartas trocadas por eles ao longo do livro, mas não em sua integralidade (pelo menos até o momento). Não irei tecer uma crítica sobre F&lt;span style="font-style: italic;"&gt;urious Love&lt;/span&gt;, mas gostaria de ressaltar alguns aspectos que me chamaram a atenção durante minha leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro começa em ordem cronológica, contando o primeiro encontro entre Liz e Dick, pelos idos de 1953 em uma festa na casa de eu-não-me-lembro-mais-quem. Na época, ela não ligou a mínima para ele, considerando-lhe até mesmo vulgar. Segundo Richard:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"She was so extraordinarily gorgeous...She was lavish. She was a dark unyielding largess. She was, in short, too bloody much, and not only that, she was totally ignoring me"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, eu me pergunto: COMO ASSIM, PRODUÇÃO? No meu mundo, não consigo aceitar uma mulher ignorando aquela beleza que foi Richard Burton. Eles se reencontrariam nove anos depois no set de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cleopatra &lt;/span&gt;e novamente, Richard, o amante, conhecido por suas conquistas consegue parece um reles idiota ao pés de Liz. A cantada que usou para falar a primeira vez com ela é sensacional também: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você é uma mulher muito bonita, sabia?&lt;/span&gt; Minha nossa senhora! Imagino Liz querendo responder com aqueles gritos irritantes que só ela sabe dar: é claro que sim, querido. Eu sou Liz Taylor, ora bolas. Cantadas de pedreiro a parte, eles se envolveram naquele romance muito louco, com direito a tentativa de suicídio da parte de Liz quando Richard se recusou a deixar a esposa Sybil. Ela, por seu lado, já havia largado Eddie Fisher, que insistia em ser uma cópia do seu melhor amigo, Mike Tood, que casou com Liz, mas havia morrido num acidente (é o samba do crioulo doido). Como não gosto nenhum pouco de Debbie Reynolds (Elizabeth &lt;span style="font-style: italic;"&gt;roubou&lt;/span&gt; Eddie Fisher da mesma) , vibrei quando deu para ver claramente que quando Eddie não lhe satisfazia mais, simplesmente pediu o divórcio e adeus tia chica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Amy Winehouse tivesse composto a música&lt;span style="font-style: italic;"&gt; You know i'm no good &lt;/span&gt;para alguém nos anos 60, certamente, seria para Elizabeth. Pode ser extendida para Richard também, mas imagino que seja normal um homem beber muito naquela época. Agora, para as mulheres, era um ato um pouco raro. Liz não só bebia, como bebia o dia inteiro. No set de Cleopatra, conta-se que ela pediu para encher seu copo. O funcionário veio com água e ela disse: Não, vodka. Aí, eu pergunto pra produção mais uma vez: a mulher era uma esponja e com aquele rosto de princesa? E você aí, reles mortal, que não bebe porque faz mal pro fígado e pra cutis, tsc tsc. Apenas Ava Gardner conseguia se equiparar com Liz no que diz respeito a bebedeira. Alias, as duas atrizes se estranhavam, sentiu-se um clima de tensão no set de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The night of the iguana&lt;/span&gt;, quando Liz acompanhou Richard (protagonista do filme) até o México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fascínio por este tipo de história acontece devido nosso desejo de viver uma história avassaladora como a dos próprios Liz e Dick. Pergunto-me até que ponto isto é saudável. Uma vez, li uma citação do Caio Fernando Abreu sobre livros, dizia que chegava um ponto que nossa vida se misturava ao livro. Neste caso, os filmes se misturam ao livro, fazendo uma salada de frutas com efeitos colaterais perigossímos. No entanto, eu não sei vocês, mas eu já me entreguei ao efeito catártico dos livros e filmes. É assim que me sinto lendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Furious Love&lt;/span&gt;: as emoções brotam, saem pelos poros e tudo é muito perigoso. Um perigo que é gostoso de correr.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3756464529039360757?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3756464529039360757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/07/furious-love.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3756464529039360757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3756464529039360757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/07/furious-love.html' title='Furious Love'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Tl__VYAyM30/TjGcoZ08laI/AAAAAAAAAZw/L-g1M1p78ZE/s72-c/Elizabeth_Taylor_and_Richard_Burton_-_photo_by_Douglas_Kirkland.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-6092478404232747543</id><published>2011-07-28T09:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T10:32:31.729-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Prometer e não cumprir é comigo mesmo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que fazer quando a vida acadêmica atrasa todas suas férias? Voilà, finalmente, as coisas se acalmaram e eu vim aqui dar satisfações e dizer que o blog vai continuar, eu não consigo viver sem fazer meus comentários idiotas sobre cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vocês fizeram nas férias? Eu já estou tendo dores nos olhos quase todos os dias, pois passo o dia lendo ou assistindo filmes. Uma penca de filmes e livros, nem tanto, pois sou uma lerdeza só para lê-los. Contudo, terminei uma espécie de Agatha Christie misturado com a 2ª guerra mundial, espionagem e afins: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A espiã improvável.&lt;/span&gt; É muito bom, parece que comi 400 páginas em menos de um mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo post, compartilho com vocês minha mais nova aquisição: Furious Love. Senta que aí vem muita babação de ovo e surtos (afinal, o que vai ser desse blog se eu não surtar a cada post, não é mesmo?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bises, mes chers amis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-6092478404232747543?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/6092478404232747543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/07/prometer-e-nao-cumprir-e-comigo-mesma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6092478404232747543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6092478404232747543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/07/prometer-e-nao-cumprir-e-comigo-mesma.html' title='Prometer e não cumprir é comigo mesmo'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-4247900498452388305</id><published>2011-07-07T16:20:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T16:25:19.908-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Message Personnel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-_mPKQiMiFas/ThY_eUdKzcI/AAAAAAAAAZo/FX7gt_Eo1Ds/s1600/tumblr_lin0zyRpAa1qc9ugao1_500.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_mPKQiMiFas/ThY_eUdKzcI/AAAAAAAAAZo/FX7gt_Eo1Ds/s320/tumblr_lin0zyRpAa1qc9ugao1_500.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626754574565690818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mais si tu crois un jour que tu m'aimes&lt;br /&gt;Ne crois pas que tes souvenirs me gênent&lt;br /&gt;Et cours, cours jusqu'à perdre haleine&lt;br /&gt;Viens me retrouver&lt;br /&gt;Si tu crois un jour que tu m'aimes&lt;br /&gt;Et si ce jour-là tu as de la peine&lt;br /&gt;A trouver où tous ces chemins te mènent&lt;br /&gt;Viens me retrouver&lt;br /&gt;Si le dégoût de la vie vient en toi&lt;br /&gt;Si la paresse de la vie&lt;br /&gt;S'installe en toi&lt;br /&gt;Pense à moi&lt;br /&gt;Pense à moi&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que venham as férias agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-4247900498452388305?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/4247900498452388305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/07/message-personnel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4247900498452388305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4247900498452388305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/07/message-personnel.html' title='Message Personnel'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_mPKQiMiFas/ThY_eUdKzcI/AAAAAAAAAZo/FX7gt_Eo1Ds/s72-c/tumblr_lin0zyRpAa1qc9ugao1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-6138801622740641659</id><published>2011-07-03T19:50:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T20:03:45.137-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>E se...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-0DiIQWv5A8I/ThEqzsLVSWI/AAAAAAAAAZg/ovXNUEt6ItM/s1600/bette-davis-serving-troops.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 252px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0DiIQWv5A8I/ThEqzsLVSWI/AAAAAAAAAZg/ovXNUEt6ItM/s320/bette-davis-serving-troops.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625324477082847586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E se Bette Davis estivesse servindo mesas no mesmo restaurante em que você está? Acho que eu morreria. Voilà, ela muito fez isso durante a Segunda Guerra Mundial. Se não me engano, Bette foi a criadora do Hollywood Canteen, naquele feeling da política da boa vizinhança e da imagem do eterno patriotismo americano. Estava pesquisando no Google algumas imagens da musa (não dá, eu acabo puxando o saco até dizer chega mesmo) para mandar a costureira copiar alguns modelos de suas roupas e acabei dando de cara com isso. Lembrei-me que uma das únicas coisas que a gripe trouxe de bom foi poder reassistir aos filmes de Carmen Miranda. Quer dizer, foi a única solução, pois minhas pernas doíam como se uma locomotiva tivesse passado por cima delas, além daquela sensação tenebrosa de ter uma tampa no lugar do nariz. E o que a Carmen Miranda tem a ver com a Bette Davis, você pergunta. Diretamente nada, mas toda essa coisa da boa política aparece bastante nos filmes da Pequena Notável. Não, Carmen não foi servir soldados na guerra, acho que aquelas plataformas não suportariam tais tarefas. A boa política no sentido de enaltecer os EUA e rebaixar comme d'habitude os países latino-americanos. Mesmo naquela minha gripe desgraçada, tive tempo para me revoltar novamente com os absurdos de Uma noite no Rio. Por exemplo, Don Ameche diz para Carmen em uma cena: - Não se exalte, inglês não é esse tipo de idioma! Ou seja, o português é uma língua de índios, que serve só para xingar e mostrar toda nossa latinidade. Ah vá. Eu gostaria de ser mais ingênua, mas não consigo. Gostaria de ter curtido minha gripe debaixo dos cobertores vendo a Carmen cantar, mas não deu. Com o nariz fungando, lá estava eu falando com a televisão sobre esse absurdo que são os filmes de Carmen Miranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero minha ingenuidade cinematográfica de volta, é pedir demais?!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-6138801622740641659?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/6138801622740641659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/07/e-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6138801622740641659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6138801622740641659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/07/e-se.html' title='E se...'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0DiIQWv5A8I/ThEqzsLVSWI/AAAAAAAAAZg/ovXNUEt6ItM/s72-c/bette-davis-serving-troops.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1738700857181891014</id><published>2011-06-19T12:20:00.001-07:00</published><updated>2011-06-19T12:55:42.616-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Rêvant mélancolique à notre pauvre amour</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: right; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ce visage plus dur et plus léger qu’un masque,&lt;br /&gt;Et plus lourd à ma main qu’aux doigts du receleur&lt;br /&gt;Le joyau qu’il convoite ; il est noyé de pleurs.&lt;br /&gt;Il est sombre et féroce, un bouquet vert le casque.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right; color: rgb(0, 0, 0); font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ton visage est sévère : il est d’un pâtre grec.&lt;br /&gt;Il reste frémissant aux creux de mes mains closes.&lt;br /&gt;Ta bouche est d’une morte et tes yeux sont des roses,&lt;br /&gt;Et ton nez d’un archange est peut-être le bec.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Jean Genet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;Syl,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não encontrei outros meios de te homenagear a não ser escrever aqui. Te contar novamente as coisas que tu já sabes, das minhas conversas imaginárias contigo, seja nos momentos de socorro ou quando a descarga do meu banheiro não funciona. Lembro de que você disse que não sabia francês. C'est dommage, hoje, poderia te ensinar milhões de palavras novas, outras maneiras de dizer que te amo e como esse vazio que tua partida deixou continua aqui dentro, não há nada que preencha. Eu te amo e continuarei a fazê-lo até que chegue o dia de te reencontrar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1738700857181891014?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1738700857181891014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/06/revant-melancolique-notre-pauvre-amour.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1738700857181891014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1738700857181891014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/06/revant-melancolique-notre-pauvre-amour.html' title='Rêvant mélancolique à notre pauvre amour'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3423087234713897896</id><published>2011-06-14T06:14:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T06:53:49.716-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Les amants: Jeanne Moreau e a reinvenção de Mme. Bovary</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-MKPoEZghg-k/Tfdn3btPC2I/AAAAAAAAAZY/TEuaxeCmfAo/s1600/amants-1958-03-g.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 224px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-MKPoEZghg-k/Tfdn3btPC2I/AAAAAAAAAZY/TEuaxeCmfAo/s320/amants-1958-03-g.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618073262195936098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leonardo, um amigo muito próximo que ainda lê esses rabiscos de "escritora" fajuta, comentou uma vez aqui no blog que gostava muito dos posts porque começavam com um parágrafo amando e terminavam odiando essa mesma coisa. Transfiro isso para minha relação com atrizes, no fato de sempre estar atropelando minhas promessas de, por exemplo, falar sobre Bette Davis e acabar falando da Deneuve. Juro, eu QUERIA falar sobre a Bette e todos os outros filmes que tenho visto, no entanto, alguns se fazem mais urgentes que outros. Assim aconteceu com Jeanne Moreau e todo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tourbillon&lt;/span&gt; de sensações que ela me proporcionou em quase três semanas de um louco caso de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como começar essa história de amor com um pouco de desinteresse da minha parte por ela. Na verdade, tratava-se de uma implicância, suscitada pela velha comparação com Catherine Deneuve, que nesta mente doentia, é a melhor atriz do mundo. Venho por meio desta comunicar o meu engano. Catherine é sensacional, não tenho dúvidas disso. No entanto, após conhecer melhor Jeanne Moreau, talvez um pouco daquele meu fascínio por La Deneuve tenha se perdido no meio do caminho. Não sei, não vejo Deneuve envolvida até a raiz dos cabelos em seus filmes. Parece que sempre existe uma barreira entre ela, o filme e os espectadores. Surpresa não foi ao constatar que minha identificação quase imediata com Jeanne Moreau se deu por esse envolvimento que percebo entre ela, a platéia e o filme. Dá para gente acreditar que o filme pode acontecer na vida real. Cinema, para mim, é uma reunião de todas as possibilidades de fatos transcenderem à tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Moreau através de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jules et Jim&lt;/span&gt;, primeiramente. Talvez pelo número de vezes que Le tourbillon ficou repetindo na minha cabeça, eu não tenha prestado muita atenção nela e muito menos no filme. Contudo, o verdadeiro encontro aconteceu em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ascensor para o cadafalso&lt;/span&gt;. Baixei o filme sem maiores expectativas, nem mesmo Maurice Ronet estava me motivando muito. O filme começa apresentando um close espetacular dos olhos de Jeanne enquanto sua voz sussurrante murmura mil &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu te amos&lt;/span&gt; e isso foi o suficiente para eu me render. Além disso, somavam-se as ótimas atuações dos personagens secundários e a direção de Louis Malle. Eu adorei, é claro. Em seguida, assisti &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A noiva estava de preto&lt;/span&gt;, de Truffaut. Não é dos melhores, mas dá para extrair coisas interessantes como Jeanne Moreau de peruca preta, Jeanne Moreau posando como Diana, a caçadora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último da safra foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Amants&lt;/span&gt;, de Louis Malle. Depois de dois dias em que o Torrent parecia uma carroça, consegui baixar. Ainda bem que não assisti no dia dos namorados, se não a minha vibe mulher balzequeana teria ficado multiplicada por mil. Ainda não sei o que foi o melhor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Amants&lt;/span&gt;. Arriscaria dizer que se trata de não ter esperado nada além de adultério e sexo e, de repente, o filme se mostrar bem mais complexo e transcendente disso. Trata-se de Madame Bovary revistado, ainda com o tédio, mas ele não chega a sair da tela com tanta força como no livro. Como podem imaginar, Jeanne Moreau faz o papel da adúltera. No entanto, o tédio não me parece o único motivo que faz Jeanne(o nome da personagem de Jeanne Moreau por coincidência) trair o marido. Ela parece estar em busca de uma felicidade, que toda vez que tem a sensação de agarrar com as mãos, se volatiliza. Esta busca faz com que primeiramente a personagem busque em Raoul esta solução para seus problemas existenciais. Contudo, Jeanne encanta-se pelo homem que lhe deu carona quando esta estava com seu carro enguiçado na estrada e consuma com adultério com ele. Antes do sexo, existe todo um adeus ao puritanismo e a vinda do erotismo, simbolizado com o passeio de barco e pelo campo que ambos fazem antes de irem para o quarto. Quanto a cena da entrega completa de Jeanne, arriscaria dizer que é uma das coisas mais bonitas que vi em matéria de cinema. O adultério é tratado como naturalidade por Louis Malle, quase como um estágio onde se passa dessa vida terrena para uma outra, gloriosa, cheia de possibilidades novas. Jeanne joga-se nesse esboço de felicidade, iludindo-se ao dizer que ama o tal do desconhecido da carona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último diálogo, em que os dois estão no carro depois de terem fugido e deixado tudo para trás, sintetiza o filme. Jeanne diz que está em busca da felicidade da primeira noite...ou seja, é muito provável que o cara da carona não seja o que ela realmente busca, pois isso não existe. Jeanne quer atingir um estado de espírito inexistente. Se o marido não conseguir, o cara da carona também não, ela não hesitará em trair de novo e de novo... até se sentir preenchida por um sentimento de elevação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3423087234713897896?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3423087234713897896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/06/les-amants-jeanne-moreau-e-reinvencao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3423087234713897896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3423087234713897896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/06/les-amants-jeanne-moreau-e-reinvencao.html' title='Les amants: Jeanne Moreau e a reinvenção de Mme. Bovary'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MKPoEZghg-k/Tfdn3btPC2I/AAAAAAAAAZY/TEuaxeCmfAo/s72-c/amants-1958-03-g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5026389099926757696</id><published>2011-06-10T07:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-10T08:37:50.994-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Deneuve no Brasil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para começar, vou justificar minha ausência &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comme d'habitude&lt;/span&gt;. A faculdade me engoliu por completo. Quando não estou com meu amante Berber Sardinha (o mestre em Linguística de Corpus do Brasil), tenho que desempenhar minhas atividades conjugais com meu marido, um homem chamado Maurice Grevisse, que escreveu uma tal de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Précis de Grammaire Française&lt;/span&gt;, a salvação para os francófonos desesperados. Voltei para uma leva de posts, prometendo ser fiel aos assuntos que me propus. Começo com o assunto que é IMPOSSÍVEL deixar de comentar, considerando que passei meses falando aqui no blog sobre ele: a chegada de Catherine Deneuve ao Brasil varonil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que ingressei nessa vida sofrida de fã, tenho sido crítica ao extremo com meus idolos. Ainda não achei um motivo&lt;span style="font-style: italic;"&gt; raisonable&lt;/span&gt;, mas arriscaria dizer que é por causa de uma cobrança que me persegue em todos os setores da vida. Meus idolos são uma parcela do que eu gostaria de ser e por isso, destruo com a desafinação da Mireille, a barriga gigante do Depardieu e afins. Não consigo admitir esse tipo de falta, embora eu saiba que seja deveras egoísta pensar desta forma. Até que melhorei nesse aspecto de uns tempos para cá. O que vem acontecendo de uns tempos para cá é o meu descontentamento pelo desprezo alheio de coisas que considero primordiais em se falando nesses idolos. É o que aconteceu com Mme. Deneuve e sua vinda ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falarei do desejo que ela viesse para Porto Alegre e que a organização do festival Varilux fazer questão de esconde-la de seus fãs brasileiros. O que me incomodou muito foi a coletiva de imprensa de Mamãe Deneuve (voltando aos apelidos antigos). Uma alma muito caridosa resolveu postar 10 minutos de bastidores do negócio e lá me fui eu toda feliz ver, afinal não é sempre que o referencial do cinema francês para ti está no teu país. Começa a coletiva e eu vou só ouvindo, ouvindo. Na metade, tenho vontade de jogar eu e minha cadeira pela janela. No final, esbravejo e aquele dia que já parecia um azar por si só, piora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não era a Deneuve, pelo contrário, ela parecia simpática e disposta a responder as perguntas com seu bom humor (como a vez que elogiou o cabelo de uma jornalista e a autora desse post só faltou ter uma sincope) de sempre. Os jornalistas eram o problema. Talvez não, não sei. Para não ficar tão radical, digamos que o problema eram as perguntas dirigidas à Mme. Deneuve. Elas careciam de conteúdo, de informação e criatividade. Isso soma-se com as inúmeras vezes que o título do filme, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt;, foi pronunciado de maneira errado. Aquele CH me tirou do sério, baixou um Evanildo Bechara em mim! Voltando ao ponto central, a coletiva ficou centrada em Depardieu, Ozon, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;femme fatale&lt;/span&gt; e Chiara Mastroianni. Tudo bem, é o que está acontecendo agora (Chiara está atuando com ela num filme recentemente exibido em Cannes), só que o modo como foram elaboradas as perguntas parece tão batido. Mme Deneuve, como é voltar atuar com Depardieu? Como é estar fazendo comédia? BLÁ BLÁ WHISKAS SACHET. Ninguém lembrou que Huit Femmes foi baseado numa peça de teatro também, era todo cantado e aquela coisa toda. Ninguém nem falou de André Techiné e outros diretores com os quais ela trabalhou. E muito menos nesse apoio que ela parece dar a essa nova geração do cinema francês. O ápice acontece quando a jornalista da revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem acontece&lt;/span&gt; se levanta e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- VOCÊ PARECE IRMÃ DA SUA FILHA CHIARA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS EU NÃO VOU COMPORTAR UMA TRASHICE DESSAS, SENHOR! Não, ela NÃO parece irmã da Chiara. Se essa senhora soubesse do que fala, ela veria que, na verdade, Chiara é a cara do papis, Marcello Mastroianni. No entanto, irmã da Deneuve, isso não cola mais. Dá para ser mais simples e sincero? Catherine está muito bonita para seus 67 anos, mas jamais irá parecer irmã de alguém que tem 30 anos a menos que ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Não poderia deixar de comentar o triste fato do cigarro da diva na coletiva. Deneuve fumou num recinto fechado, o que levantou a ira de não sei quem e saiu em tudo que é lugar. Como ela mesmo disso, se soubesse que não se fuma em recinto fechado aqui (na França pode), jamais teria feito isso. Além disso, poxa vida, a Deneuve vem pro Brasil promover cultura e só prestam atenção na porcaria do cigarro dela?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega né. Minha paciência não comporta mais. Amanhã, ela vai embora e vai saber se volta...pelo menos provou churrasco, HAHAHAHAHAHA. (Lendo essa frase, percebo como sou o tipo de fã retardada)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5026389099926757696?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5026389099926757696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/06/deneuve-no-brasil.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5026389099926757696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5026389099926757696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/06/deneuve-no-brasil.html' title='Deneuve no Brasil'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-6746672602122282452</id><published>2011-05-30T14:10:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T14:11:18.946-07:00</updated><title type='text'>PÁRA TU-DO</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/YG0OURxoNn8?fs=1" allowfullscreen="" frameborder="0" height="295" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Eu já disse que deveriam lançar um disco com a Deneuve, não disse? Minhas evidências só se completam mais e mais!&lt;br /&gt;2. Chiara Mastroianni e sua vida ruim: Casou com Benjamin Biolay, sua mãe é Catherine Deneuve e seu papis é Marcello Mastroianni. Posso ir ali me atirar no RIACHO IPIRANGA?&lt;br /&gt;3. Honoré é sinônimo de coisa boa. Estou DOIDA pra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;torrentear&lt;/span&gt; esse filme, ai, meu pai.&lt;br /&gt;4. Se o Brasil continuar nessa velocidade, este filme e os outros dois que Mama Deneuve fez após Potiche (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;L'homme qui voulait sa vie&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les yeux de sa mère&lt;/span&gt;), vai ser difícil assistir a diva em tela grande, com as pipocas e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;TÔ SURTANDO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-6746672602122282452?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/6746672602122282452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/para-tu-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6746672602122282452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6746672602122282452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/para-tu-do.html' title='PÁRA TU-DO'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/YG0OURxoNn8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7946723372781746507</id><published>2011-05-26T16:13:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T16:59:05.746-07:00</updated><title type='text'>A mulher que tem nome de música do Chico Buarque</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mulher que tem nome de música do Chico Buarque sai correndo da sala, vai para o banheiro e vomita sangue. Tanto sangue que se forma uma poça ao redor de seus pés. Ela segura o ventre enquanto delira com seu mundo perfeito, esse mundo que foi destruído agora. Mas meu Deus, eu PRECISO parar de me sensibilizar demais. Esse era o problema. A mulher que tem nome de música do Chico Buarque é uma manteiga derretida, que vomita sangue quando se emociona demais. Ela procura seus óculos na bolsa e não acha. Puta que o pariu. Puta que o pariu, o gato pôs um ovo... Não, não posso pensar nisso. Onde estão meus óculos? Ela usa dois óculos, um deles desfoca a realidade. O outro faz com que mergulhe nesse seu infinito particular. Agora, ela PRECISAVA daqueles óculos, pois sem eles, o mundo voltava a ser esse lugar sujo. O marido voltava a ser maridinho, no diminitivo para desqualificar ainda mais. As pessoas, bom, as pessoas lhe olhavam com repulsa. Não podia imaginar o motivo. Teoria da conspiração, eu sofro disso - ela pensou enquanto abaixou sua cabeça e novamente sentiu o gosto amargo do próprio sangue nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para casa. Sem os óculos e dignidade. Como ter dignidade com aqueles lábios rubros... de sangue. Ficou dias gorfando no silêncio do seu banheiro. A mulher que tem nome de música do Chico Buarque só voltou ao normal quando na escuridão do quarto, o maridinho disse que ela estava muito melhor sem aquelas lentes fundo de garrafa. Beije-me, querido... agora... sim... O que ela precisava era de uma injeção de ilusões e se o óculos não podia proporcionar isso, o maridinho cumpria um papel que outrora fora deles: o de mentir. Ela sentiu seu coração bombar o sangue, soltou um suspiro e dormiu. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7946723372781746507?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7946723372781746507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/mulher-que-tem-nome-de-musica-do-chico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7946723372781746507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7946723372781746507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/mulher-que-tem-nome-de-musica-do-chico.html' title='A mulher que tem nome de música do Chico Buarque'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-8505254204483037328</id><published>2011-05-25T15:09:00.001-07:00</published><updated>2011-05-25T15:11:36.861-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>A França está contra mim?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-8rvP9wvA5kE/Td1-UX5yFMI/AAAAAAAAAZM/4oB2pjlSAY4/s1600/fanny.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 241px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-8rvP9wvA5kE/Td1-UX5yFMI/AAAAAAAAAZM/4oB2pjlSAY4/s320/fanny.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610779599252362434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era a Maria e eu fazendo poses de Fanny Ardant na viagem, não adianta a  Deneuve e a Ardant continuam sendo as melhores do filme, vamos morrer,  vomitar o 8 femmes pelas nossas orelhas e começar a rir sem parar com a  Danielle Darrieux. Mas ontem senti-me profundamente sozinha, eu e a  Mireille Mathieu, eu pedi pra pularem a música dela, eu morro de  vergonha que fiquem avaliando o que eu gosto. Ou medo de alguém dizer  aquelas frases infelizes. Ninguém falou, era um silêncio no carro e JE  SUIS UNE FEMME AMOUREUSE pra cá e pra lá, o carro freava e sacudia, o cd  não pulava, a voz dela continuava a mesma.&lt;br /&gt;Minha mãe pulou a faixa do Gotan Project e eu quis pular em cima dela.&lt;br /&gt;Pulou da Isabelle Huppert e o cd acabou.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França está contra mim?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-8505254204483037328?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/8505254204483037328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/franca-esta-contra-mim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8505254204483037328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8505254204483037328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/franca-esta-contra-mim.html' title='A França está contra mim?'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8rvP9wvA5kE/Td1-UX5yFMI/AAAAAAAAAZM/4oB2pjlSAY4/s72-c/fanny.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-81847561761744193</id><published>2011-05-21T11:18:00.000-07:00</published><updated>2011-05-21T11:46:46.416-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Cajuzinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mensagem do meu MSN, em francês, diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Partagez votre vie&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Partagez, partagez&lt;/span&gt;. Essa repetição é um efeito de texto, eu desafio o leitor a dar alguma coerência nesse tal partagez. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Partagez votre vie&lt;/span&gt; avec moi. Por favor, sim? Quando estou quase chegando perto desse partagez, você desaparece, esvaindo-se como pó. Como água no ralo. No entanto, é só fechar os olhos durante a sessão de acupuntura e lá está você com aquela pashmira azul céu, com o rosto inchado, do tamanho de uma batata gigante, sorrindo para mim. Nós te demos o apelido de cajuzinho. Cajuzinho, eu não sei porque... se não é doce, pelo contrário, é amargo, tão amargo que chega a causar uma sensação de desconforto. De vez em quando, deixa um sabor de derrota nos nossos lábios. Principalmente, quando dá a mão que acaricia, para no momento seguinte nos ferir. A mão que dá carinho é a mesma mão que fere. Eu pergunto: onde está você? Certamente, não nessa dimensão, digo, na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nossa dimensão&lt;/span&gt;. Pertence a um planeta diferente, parece que vejo nesses olhos de lince, o desejo de voltar para lá, para tua Pasárgada. Eu tenho vontade de chorar quando nossos olhares se encontram, pois vejo por trás dos teus óculos, minha impotência. Impotência porque não sou essa Pasárgada, essa redenção que você precisa. Nem eu e nem ninguém o é. Nada te satisfaz. Por isso, está de pé as quatro da manhã, andando pela casa, sem rumo. Não consegue mais dormir porque se deparou com a vida adulta, que significa fazer as mesmas coisas pelo mesmo preço. Foi esse o preço que pagaste por renegar sua mãe, Cajuzinho. Você não sabe, mas eu também já passei por isso. Pago o preço de todos os dias por ter deixado coisas para trás. Elas voltarão com juros. As tuas, voltam nos sonhos. Eu e essa minha maldita mania de querer ajudar a todo mundo. De ter pena de todo mundo. Queria te salvar, mas lembro que antes, preciso salvar a mim. Ambos sem salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, você me disse que eu parecia muito mais feliz que no ano passado. Tendo vista isso, agora sou eu que te convido para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;partagez ma vie&lt;/span&gt;. Você nem precisa partagez nada, tem uma visão bem além dos fatos... sabe que nada é o que parece ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-81847561761744193?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/81847561761744193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/cajuzinho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/81847561761744193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/81847561761744193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/cajuzinho.html' title='Cajuzinho'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-4093927733734867076</id><published>2011-05-21T10:18:00.000-07:00</published><updated>2011-05-21T11:17:10.609-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>A guerra linguística</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho milhões de assuntos para compartilhar com vocês dos quais figuram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;A quantidade absurda de filmes de Bette Davis que ando assistindo, um vicío dos grandes!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Meus pensamentos desconexos de tipos platônicos e decepcionantes&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O maldito termo "casadoura inveterada" usado para descrever Liz Taylor que tem me causado grandes dores de cabeças de ordem idolística&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, estes tópicos tiveram de ser atropelados pela tal guerra linguística que se instaurou na imprensa nos últimos dias. De um lado, os puristas que insistem em igualar língua escrita e língua falada. De outro, aqueles que defendem a riqueza da língua portuguesa. No meio de tudo isso, uma disciplina chamada linguística, que ninguém sabe do que se trata, para o que serve e onde vai dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa quando uma reportagem noticia que o MEC adotou um livro didático na rede pública que teoricamente ensina o aluno a falar&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; errado&lt;/span&gt;. Ele diria que formas como "os pé" estariam certas porque o plural está marcado no artigo definido. Foi o suficiente para que se instaurasse um festival de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;disse-não-me-disse&lt;/span&gt; e comentários de que era o apocalipse da língua portuguesa. Para começar, houve um ERRO de interpretação. O livro do MEC não ensina o aluno a falar errado, ele apenas mostra uma outra variedade linguística, diferente da que coloca todos os termos frasais no plural. Neste semestre, estou estudando os mecanismo de funcionamento do texto numa cadeira chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Teoria do Texto&lt;/span&gt;. Agora que conheço um pouco sobre o assunto, posso dizer com todas as letras que os leitores da reportagem do IG tiveram a coerência jogada no seu colo com a ajuda da falta de parcialidade do repórter que escreveu a matéria. O que isso quer dizer? Quer dizer que o leitor interpretou a matéria como bem quis, sem analisar os fatos verdadeiros, confiou cegamente naquilo que o jornalista afirmava. Ou seja, interpretou o livro do MEC como uma crise política, culpa daquele presidente analfabeto e dessa, dessa ex guerrilheira que governa o País. Imagina, se o presidente já falava errado e agora com essa ex guerrilheira no poder, imagina a crise, meu Deus! O comentário da autora do livro foi completamente ignorado. Pronto, começou a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento, não tinha me manifestado. Comentei algo esparso com meus colegas que achavam absurdo esta deturpação do que a autora do livro disse e do conteúdo do mesmo. Eis que depois de um dia cheio, eu abro meus emails e deparo com uma mensagem enviada por um colega. Tratava-se de uma matéria de um jornalista gaúcho chamado David Coimbra. Comecei a ler. Eu nunca havia tido reação parecida ao ler um texto, nem mesmo Vargas Llosa que me levava as lágrimas: eu espumava de raiva. Uma raiva que começou como um tumor e de repente, já era um câncer, contaminando meu ser. O jornalista conseguiu fazer uma matéria mais suja do que o IG. Ela falava sobre o comentário da doutora em linguística, Ana Maria Zilles acerca do livro do MEC. Zilles que dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O livro “faz a distinção entre a variedade popular e a variedade culta, e  mostra que elas têm sistemas de concordância diferentes. Eles dizem que  na variedade popular basta que o primeiro termo esteja no plural para  indicar mais de um referente. Quando os autores explicam que é possível  falar ‘os peixe’, não estão querendo dizer que esse é o certo, nem vão  ensinar as pessoas a escrever errado. Isso é como as pessoas já falam. A  escola tem que ensinar a norma culta e o livro faz isso. O objetivo do  capítulo é apenas deixar claro que uma coisa é falar e outra  é  escrever”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha surpresa e de muitos que leram a matéria, David Coimbra ao invés de usar argumentos sólidos para defesa de seu pensamento, ofende uma pessoa que estudou e sabe do que está falando. O uso exagerado do italico na palavra &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;doutora&lt;/span&gt; demonstra a mais profunda falta de respeito com Ana Maria Zilles. Como o próprio David diz: "Não duvido que essa&lt;strong&gt; doutora&lt;/strong&gt; seja uma pessoa inteligente e decerto que é culta, mas ela está muitíssimo equivocada." AI MEU DEUS. AI MEU DEUS. MEU DEUS, MEU DEUS. Essa matéria mexeu tanto comigo que até para escrever minha opinião aqui, eu fico nervosa. Na realidade, a culpa não é do David Coimbra e nem daqueles que escreveram o que bem entenderam sobre o livro. O problema está que esta discussão se restringe apenas aos muros acadêmicos. Quando ela tenta sair, acontece o que está acontecendo agora: nego vem com quatro pedras na mão, munido de um preconceito e uma idéia arcaica de que falar e escrever são a mesma coisa. Pois não, não é, senhor David Coimbra e seus seguidores. Se fosse assim, aqui no Sul, por exemplo, conjugariámos o verbo na segunda pessoa no singular (tu) de forma correta. É o que acontece? É claro que não podemos generalizar, existem pessoas que fazem a concordância considerada correta pela gramática normativa. No entanto, estamos falando de uma maioria que não faz a concordância por questões econômicas. Existe uma mania de achar que a escola deve ensinar tudo ao aluno, inclusive a falar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;certo&lt;/span&gt;. Na verdade, ele já vai para a escola com seu léxico formado (o que acontece até os cinco anos, mais ou menos), oriundo de sua origem. Ou seja, ele sabe falar SIM. A escola irá ensiná-lo uma variedade linguística mais formal, que será usada em determinadas situações. Ninguém falou em abolir a norma culta ou a gramática normativa. Particularmente, acho o ensino da norma culta muito importante, ainda mais se o aluno quiser criticar sua língua. Ele deve faze-lo com o máximo de conhecimento possível. O livro do MEC está apenas mostrando a riqueza da língua portuguesa onde existe inúmeros tipos de expressão, inclusive a que diz 'os pé'.  A gramática normativa existe para um acordo entre falantes, para que não exista um samba do criolo doido, onde tudo é permitido na escrita. Agora, na fala, pelo amor de Deus... muito antes de escrevermos, já falamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, toda essa polêmica me chateia mais por ver o trabalho desses linguistas reduzidos ao pó. O que me lembra como o curso de Letras sofre de muitos estigmas, dentre eles de que não serve para nada. Aos desinformados, a linguística que foi tão deturpada por vocês é uma das sub-áreas do curso. Foi incrível descobrir as milhões de portas ao ingressar na Letras. A porta linguística é sem dúvida uma das mais fascinantes, pois ela estuda o alicerce de todo o mundo: a linguagem. Infelizmente, ela possui um grau de complexidade que afasta seus alunos e lhes faz odiar a disciplina. Eu não era uma das maiores entusiastas da linguística até descobrir como essa ferramenta nos ajuda a entender como o "mundo" funciona. Após esse bafafá, vejo como meu curso possui uma utilidade concreta. É preciso retirar esse preconceito da cabeça das pessoas! A linguística serve para o ensino de línguas, para a tradução... difícil enumerar tantas funções. Contudo, acima de tudo, sua função é atentar para a riqueza das línguas, seja na forma culta ou popular.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-4093927733734867076?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/4093927733734867076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/guerra-lingu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4093927733734867076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4093927733734867076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/guerra-lingu.html' title='A guerra linguística'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3782328759407452762</id><published>2011-05-08T11:51:00.000-07:00</published><updated>2011-05-08T12:34:15.911-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Candle in the wind</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A prova dos nove, enfim, chegou. Eu te vi na rua esses dias. Estavámos em calçadas diferentes, eu caminhava com a cabeça nas nuvens e tu correndo, com a pasta embaixo do braço, como se o mundo girasse rápido demais para tuas pernas gordinhas. Digo prova dos nove pois passei aquele ano ímpar maldito (lembra que eu sempre dizia que os anos ímpares davam azar?) tentando evitar tua presença, o que foi fracassado, visto que nos meus sonhos, tu chegava sem pedir licença. Pensei em atravessar a rua e te dar "oi", bancar a educadinha, mas pra que, se tu me conhece a ponto de saber que eu detesto convenções educadas?Resignei-me a te observar para encontrar algum vestígio de felicidade, se era verdade todos os boatos, de que tu estava mais feliz do que nunca, com uma outra pessoa, provavelmente bem mais alta que eu. Bobagem. A felicidade que meus amigos fizeram questão de ressaltar morreu no mesmo instante que te vi, quase dois anos depois. Dois anos é um tempão, uma vida. Eu quis atravessar aquela rua pra te dizer que meus escritos vão de mal a pior, que desisti de ser escritora famosa e que quase morri numa manhã de temporal em Porto Alegre. As boas novas são que estudo francês, mas continuo não sabendo nada de inglês, apesar das viagens para o exterior já feitas. No entanto, o teu olhar impediu que eu fizesse qualquer movimento. Os mesmos olhos, que não veem nada além do horizonte. Movimentos calculados, um boneco que a gente aperta no botão para ir pra frente e não sei bem ao certo porque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, agora dei para chorar. Choro enquanto vejo tua imagem desaparecer atravessando a rua. Tua presença não pode me emocionar desse jeito, não mais. Infelizmente, eu não sei qual é o problema comigo, se é esse maldito signo ou sei lá o que, mas continuo chorando e agora suficientemente alto para que todos virem suas cabeças para ver o que acontece. Não seja tão egocêntrico, eu não te amo mais. Quem tem o poder de guardar o passado numa gavetinha, meus parabéns. No meu caso, as minhas estão sempre em desordem, misturando-se as do presente. Meu passado e meu futuro, tudo vira bosta. Um desespero toma conta de mim, constato o que éramos e o que somos. Nada será como antes. Sem espaços para "E se?", embora morra de curiosidade para saber como seria a viagem para Paris que estávamos planejando. Sobre a França ainda, estou lendo um livro chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vipère au poing&lt;/span&gt;. Ah, não, Meu Deus. Lá vou eu novamente, agora tendo que sentar no banco de uma praça para me acalmar e colocar as tristezas em ordem. Dia das mães no próximo domingo lembra o dia mais infeliz da tua vida, o enterro de tua mãe. Eu não estava lá e isso me culpa até hoje. Deveria ter parado meu mundo por ti naquela ocasião. Me desculpa? Esse livro é sobre uma família em que a mãe maltrata seus três filhos. Existem cenas fortíssimas como a que ela espeta um garfo na mão do filho mais novo. Tristeza, quase chorei. Não sei qual o problema com essa emoção exagerada que sinto, deve ser o signo, só pode. Pensei que ao contrário do narrador que odeia essa mãe, tu adoraria ser o filho de Folcoche, mesmo que ela te maltrasse. Pois não há ninguém que saiba como dói a ausência de uma mãe como tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse choro todo é por saber que nos tornamos coisas bem diferentes do que sonhávamos na tua cama de casal, naquelas madrugadas sem fim. Não tinhámos do que reclamar, apesar das brigas. Agora, eu passo os dias a dançar essa melodia engraçada que a vida me reservou, sem mais perguntar o que teria acontecido se tu fosse meu parceiro de dança. Já que piso nos pés alheios, é melhor que eu siga nesse baile dançando sozinha alguma música do Elton John.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3782328759407452762?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3782328759407452762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/candle-in-wind.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3782328759407452762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3782328759407452762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/candle-in-wind.html' title='Candle in the wind'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1282250329202971627</id><published>2011-05-06T10:38:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T11:31:22.963-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Adeus às ilusões</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-LvV4ydaYYTw/TcQ-cJ7yA9I/AAAAAAAAAZE/n9EqTOkjzDk/s1600/sandpiper.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 285px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-LvV4ydaYYTw/TcQ-cJ7yA9I/AAAAAAAAAZE/n9EqTOkjzDk/s320/sandpiper.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603672489779659730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrei numa vibe muito&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Alguém tem que ceder&lt;/span&gt;, ao ponto de não me reconhecer mais. Quando digo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguém tem que ceder&lt;/span&gt;, quero dizer que ultimamente filmes com histórias de amor tem me emocionado mais que o comum. Não as com aguinha com açúcar, desses passo longe. As histórias como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguém tem que ceder&lt;/span&gt;, com alguma possibilidade de acontecer na vida real, essas sim, dilaceram meu coração de manteiga. O último que vi dessa safra chama-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Sandpiper&lt;/span&gt;, rebatizado por aqui como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adeus às ilusões&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaixonei pelo filme antes de vê-lo. O trailer de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; The Sandpiper&lt;/span&gt; é algo extraordinariamente lindo e parece nos deixar angustiados antes de mesmo de assisti-lo. Nele, vemos uma Elizabeth Taylor mais madura e como pode, mais bonita do que antes! E o que dizer sobre Richard Burton então? Deixarei a babação de ovo para os parágrafos seguintes. O que me chamou a atenção é o fato do trailer ser narrado pela própria Liz, quer dizer, ele é uma junção de frases ditas pela mesma durante o filme. "Nós sabiámos que era errado e mesmo assim nos envolvemos". Chama no site download que eu vou baixar isso A-G-O-R-A! Afinal, de histórias de amor que são "erradas" de alguma forma, todos temos uma. Naquele domingo, estava com vontade de sofrer uma catarse gigantesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Sandpiper&lt;/span&gt; se intitula como uma história de amor madura. Nada mais certeiro, já que Richard Burton e Liz Taylor já não são os mesmo casal de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cleopátra&lt;/span&gt; e muito menos seu público. Parece-me que os atores crescem junto com seus filmes. No caso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sandpiper&lt;/span&gt;, este crescimento é notável, ainda que se use o elemento explosivo do casal, numa medida muito menos explorada. Contudo, não se vê mais uma petulância que Liz tinha nos anos 50 que pode ser lida como uma forma de afirmação. Pelo contrário, Liz está muito segura de si e consegue ser magnífica no papel de Laura por isso mesmo. Tenho a sensação de que o papel fora escrito para ela, de que Liz não precisou esforçar-se para interpretar a personagem. Parece ter uma desenvoltura para conseguir ser sexy sem ultrapassar as barreiras da vulgaridade mesmo quando aparece semi-nua, posando de modelo para uma escultura. Quanto a Richard... eu achei que nessa vida ninguém superaria Mastroianni em termos de charme e não estava errada quanto a isso. Todavia, Richard está num nível muito próximo aos efeitos que Mamá (apelido para as íntimas de Mastroianni) me causa. Sobre sua atuação, é uma pena que ele fique na sombra de Liz, de uma certa forma, já que é um ator de uma qualidade muito boa. O problema é que ele escolheu esse caminho, indiretamente ou não, ao escolher Liz para desposar. Quando presenteou-a com um anel de diamantes Cartier, aí sim... todas as mulheres gostariam de ter um marido como o da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;casadoura inveterada&lt;/span&gt; (termo usado pejorativamente num texto sobre Liz que tive de ler para a faculdade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao enredo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Sandpiper&lt;/span&gt; é uma espécie de prelúdio do que seria a série oitentista, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pássaros Feridos&lt;/span&gt;. A diferença é que Richard  é um reverendo e Liz, uma mulher muito mais moderna que a protagonista de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pássaros&lt;/span&gt;. A história é a seguinte: Dr.Hewitt, um reverendo apaixona-se por Laura, uma pintora que mora numa casa de praia. Eles se conhecem através do filho da mesma que é mandado para a escola de Hewitt para "aprender a viver em sociedade". Tudo seria muito lindo SE Dr.Hewitt não fosse casado com uma loirinha aguada, que só serve para estragar a história. Mais ou menos nestes termos que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Sandpiper&lt;/span&gt; se desenvolve. Creio que a estratégia da MGM foi feliz deveras ao juntar esse enredo com Liz &amp;amp; Richard, numa época em que o mundo estava apaixonado por eles. O que me chamou muito a atenção foi o fato de retratarem uma mãe solteira como a heróina da história. Claro que o preço que se paga por isso é o de reservar um final moralizante para o filme, embora ele tenha sido feito numa época de contestação de valores morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é catártico. Se você não lembrar daquele amor que não deu certo por razões exteriores (um era comprometido ou sei lá o que), vai pensar em alguém, não importa quem, mas vai pensar. Repito o que disse em alguns posts, é difícil avaliar um filme pondo de lado nossas experiências pessoais. A verdade é que todo o drama posto em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Sandpiper&lt;/span&gt; nos emociona por ser algo tangível, que pode ou já nos aconteceu. Todos queremos viver o amor, custe o que custar ou mesmo que digam que é uma invenção social que justifica o sexo. Quando Laura e Dr. Hewitt começam seu caso, eles sabem que não irá durar muito tempo. Entretanto, se propõem a aproveitar o máximo daquele sentimento. Volto a questão catártico, vivemos fazendo isso, até mesmo nas pequenas coisas. Hoje, não irei ler o texto pois vou dormir e que venham as consequências, por exemplo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Sandpiper&lt;/span&gt; nos coloca diante daquilo que toda criança se frustra ao chegar na idade adulta: a multiplicidade de caminhos a seguir e suas consequências. Quem dera se a vida fosse um caminho seguro, em que tudo estaria premeditado. Contudo, temos nosso destino nas mãos e embora o caminho esteja traçado, existem milhões de bifurcações de que uma forma ou de outra nos farão chegar no lugar delimitado pela rota inicial. Laura e Hewitt decidem meter-se numa dessas brechas e bom... seja o que o roteirista quiser. Nós queremos que eles terminem juntos, que a esposa do reverendo morra. Já que não podemos controlar os acontecimentos da vida, quem sabe os do filme sejam possíveis. Ah! Mas se tudo fosse como a gente queria... eu ou você estariámos com aquela pessoa catártica que nos lembramos durante o filme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1282250329202971627?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1282250329202971627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/adeus-as-ilusoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1282250329202971627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1282250329202971627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/adeus-as-ilusoes.html' title='Adeus às ilusões'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LvV4ydaYYTw/TcQ-cJ7yA9I/AAAAAAAAAZE/n9EqTOkjzDk/s72-c/sandpiper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5107989362810391910</id><published>2011-05-01T13:14:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T13:54:11.815-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O inferno: o tapa de luva na Nouvelle Vague</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-G_MESs_axaU/Tb3IZgiYbNI/AAAAAAAAAY8/RNnBj-AMvjo/s1600/lenferclouzot.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-G_MESs_axaU/Tb3IZgiYbNI/AAAAAAAAAY8/RNnBj-AMvjo/s320/lenferclouzot.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601853852075191506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, colocando minha conta em risco, venho por meio desta informar que não sou a maior fã da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nouvelle Vague&lt;/span&gt;. Muitos pensam que tal pensamento é inaceitável para quem ama a França, já que o movimento vem associado com a imagem que se projeta da França. Contudo, não sou a maior entusiástica, estaria mentindo para vocês se dissesse que o sou. Claro que isso não significa que eu não goste, pelo contrário, existe coisas sensacionais na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nouvelle Vague &lt;/span&gt;como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem matou Leda?&lt;/span&gt;, de Chabrol. Truffaut também é meu menino dos olhos, apesar de não considerar um diretor da nouvelle, pelo menos, seus filmes não se encaixam no que penso ser característica do movimento. No meio dos jovens diretores, da&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Cahiers du cinéma&lt;/span&gt;, aparece Henri-Georges Clouzot, um diretor não muito conhecido por nós, pelo menos aqui no Brasil carece de divulgação. O seu filme, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Inferno&lt;/span&gt;, faz parecer todos os clássicos de Godart e sua turma meros cordeirinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Inferno&lt;/span&gt; é um tapa de luva na Nouvelle Vague. A palavra de ordem dentro do cinema francês era improvisação, mas Clouzot valeu-se de um longo planejamento e de roteiros extremamente elaborados para a realização de seu filme. Pudera, não poderia ser diferente. Embora criticado pelos colegas (os diretores da Nouvelle Vague), havia uma razão para tudo ser milimetricamente calculado: cada detalhe da história tinha uma relação com o todo, a improvisação estragaria o mesmo. No lugar da improvisação, vieram as cenas planejadas com tanto afinco, que no auge de seu perfeccionismo, Clouzot as repetia quantas vezes achasse necessário. Aqui, podemos ver uma relação onde o criador se mistura com sua criatura. Clouzot adquiriu a obscessão de seu personagem. Chegou a tal ponto de que os produtores e atores não sabiam mais o que estavam fazendo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Inferno&lt;/span&gt; é uma tragédia grega reinventada para os padrões do século XX. Trata-se de um homem obcecado de ciúmes por sua mulher. No entanto, Clouzot reinventa o tema ao inserir elementos irreais dentro da história. Cada vez que o personagem sente ciúmes de sua esposa, a realidade exterior sofre um esfacelamento. Tal esfacelamento é mostrado pelas alucinações que o personagem sofre. Aliás, essas alucinações são o ponto mais forte de todo o filme, creio. Elas são psicodélicas, valem-se de ilusões ópticas e claro, da sensualidade de Romy Schneider, que interpreta a esposa do homem obcecado. Os testes de câmera duraram meses e o mais interessante deles é no que diz respeito a palheta de cores do filme. As alucinações de Serge Reggiani (ator que interpretou o homem obcecado) eram filmadas com uma outra coloração. Para atingir o efeito desejado, os atores eram pintados de roxo para que ao se filmar adquirissem cores normais. A ilusão de óptica também está presente, como um modo de reafirmar a sensualidade latente de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Inferno&lt;/span&gt;. Através de sobreposição de imagens, vemos a língua de Romy mexer-se lascivamente, por exemplo. Clouzot queria provocar o "coito" dentro do filme, insinuando a cada cena a moralidade ou não da mulher de Reggiani. Enquanto Godart estava interessado em filmar sem cortar as cenas, lá estava Clouzot filmando Romy andando de bar, num lago de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso seria o máximo se o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Inferno &lt;/span&gt;fosse um filme. Contudo, não é o é. As filmagens tornaram-se o samba do criolo doido, Serge Reggiani abandonou o set e o filme foi enlatado para ser reaberto em 2009 pelos realizadores do documentário homônimo. É uma pena para o que prometia figurar entre os clássicos do cinema francês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5107989362810391910?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5107989362810391910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/o-inferno-o-tapa-de-luva-na-nouvelle.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5107989362810391910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5107989362810391910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/05/o-inferno-o-tapa-de-luva-na-nouvelle.html' title='O inferno: o tapa de luva na Nouvelle Vague'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-G_MESs_axaU/Tb3IZgiYbNI/AAAAAAAAAY8/RNnBj-AMvjo/s72-c/lenferclouzot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5799465231211791492</id><published>2011-04-30T11:44:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T11:47:18.231-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Frase da semana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-koZM5p-AEks/TbxZDjQnNCI/AAAAAAAAAY0/cJ8vV9YQKdU/s1600/tumblr_lk8e4dYrbD1qgqkw9o1_500.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 130px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-koZM5p-AEks/TbxZDjQnNCI/AAAAAAAAAY0/cJ8vV9YQKdU/s320/tumblr_lk8e4dYrbD1qgqkw9o1_500.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601449954081453090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5799465231211791492?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5799465231211791492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/frase-da-semana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5799465231211791492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5799465231211791492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/frase-da-semana.html' title='Frase da semana'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-koZM5p-AEks/TbxZDjQnNCI/AAAAAAAAAY0/cJ8vV9YQKdU/s72-c/tumblr_lk8e4dYrbD1qgqkw9o1_500.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-8327210396439475229</id><published>2011-04-30T10:26:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T06:57:26.257-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>C'est beau la vie avec Catherine Deneuve</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-vWAfA2quZO8/TbxYMxKeMNI/AAAAAAAAAYs/nDFO3CJm_I4/s1600/mam%25C3%25A1%2Be%2Bdeneuve.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vWAfA2quZO8/TbxYMxKeMNI/AAAAAAAAAYs/nDFO3CJm_I4/s320/mam%25C3%25A1%2Be%2Bdeneuve.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601449012920987858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pena que nenhuma gravadora se mobilizou para gravar um cd com Catherine Deneuve. Venderia como água, tenho certeza. Ela não se cansa de nos surpreender, seja rolando no chão com Fanny Ardant ou comentando sobre o cabelo da jornalista ao invés de responder sua pergunta. Essa é a Deneuve que todos conhecem. Ou não. Catherine Deneuve no meu dicionário é a mulher que toda mulher deveria ser. Quer dizer, quando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paris Match&lt;/span&gt; faz uma pesquisa e constata que segundo os franceses Deneuve é a mulher que deveria ser clonada é porque algo de muito sensacional ela tem. O sensacional de Catherine é essa capacidade de nos fascinar logo no primeiro olhar. No primeiro close que a câmera dá em seus belos olhos, percebe-se que não é qualquer mulher. Infelizmente, vamos ao cinema ver Deneuve esperando que ela seja esse poço de frigidez, essa lenda, esse mito que nos amigos nos contam. Só acredito... VENDO! Foi preciso assistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Huit Femmes&lt;/span&gt; para comprovar como eu estava enganada. Não, senhores, Catherine não é fria coisa nenhuma. É uma mulher com algo de diferente, segundo Dépardieu mais homem do que ele próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse atuar, essa francesa resolve cantar. Ê mulher, brincando com o meu coração. Ela já não precisa pedir permissão para me invadir com esses versos cheios de mensagens sublimares como "je te pardonne et tu le sais". Deneuve é a única que pode falar sobre minha vida em código, ou seja, em versos. Ela sabe que basta que eu a veja cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi Jamais&lt;/span&gt; para sentir um soco no estômago. Mal me recupero e na minha televisão 14 polegadas aparece Fanny Ardant soltando a fumaça pelo nariz e aí sim, o passado já se impregnou por tudo, pelas paredes, pelo travesseiro. Descaradamente, joguei o passado nos pobres ombros da Deneuve, como se ela fosse a única responsável por certas lembranças. No entanto, não há revolta não. Eu amo Catherine Deneuve por me lembrar quem sou, de que não adianta correr, pois além de minhas pernas serem curtas demais, as lembranças andam rentes ao meu lado. Gostaria que ela soubesse que quando canta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;C'est beau la vie&lt;/span&gt;, sinto uma paz no meu coração e que esse sentimento me faz bem. Tudo bem que após três minutos, a dureza do mundo me invade com tudo, mas esse pequeno tempo é precioso. O tempo em que a canção toca e o mundo parece uma flor a desabrochar. Depois, ver seus trailers e ter ataques, sentir o coração saltar pela boca. Sentir a vida pulsando dentro de mim, mesmo que Catherine esteja a um oceano de distância. Ou senti-la pulsar de uma forma geral. Isso que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;C'est beau la vie&lt;/span&gt; e seus filmes me trazem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-8327210396439475229?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/8327210396439475229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/cest-beau-la-vie-avec-catherine-deneuve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8327210396439475229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8327210396439475229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/cest-beau-la-vie-avec-catherine-deneuve.html' title='C&apos;est beau la vie avec Catherine Deneuve'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vWAfA2quZO8/TbxYMxKeMNI/AAAAAAAAAYs/nDFO3CJm_I4/s72-c/mam%25C3%25A1%2Be%2Bdeneuve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-43766980589378662</id><published>2011-04-18T18:08:00.000-07:00</published><updated>2011-05-08T11:09:03.859-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Matei quem estava me matando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Matei quem estava me matando". Uma frase que minha mãe cansou de repetir. Em princípio, ela usava para designar a fome, que ela assassinava em poucos minutos com as mãos, os dedos gordinhos de unhas curtas. Eu tinha nojo disso, muito nojo. Como tudo que minha mãe fazia. Esse asco começou dentro de casa, tão logo foi contaminando as paredes, passando por debaixo das portas, como uma gosma melequenta. De repente, o nojo estava lá fora e a ameaça era maior. Um dia, eu sei, um dia,ela vai me engolir. Eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tinha&lt;/span&gt; de matar quem estava me matando. Uma idéia muito pretenciosa como tudo que eu me propus nessa vida. Minha mãe percebeu o estrago que o mundo, essa selva perigosa, faria a sua filhinha querida e lhe enfiou dentro das paredes mofadas do escritório de um psicológo. Por algum tempo, a inquietação em relação ao nojo, a gosma e a vontade de matar pararam. Sorria com a alma, já que toda vez que mostrava os dentes, sentia as cáries abrindo rombos gigantescos, o nojo sairia, contaminando a todos. Iriam odiar-me. Ódio, uma palavra que jamais suportei. O amor, essa sim era agradável aos ouvidos. Meu Deus, como é bom ser amado por todos. Utopias, utopias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo remédio que perde seu efeito após uso prolongado, a felicidade cessou. O escritório do psicológo voltou a ter as paredes mofadas e o gosto de asco voltou com tudo. Agora, as cáries queriam tomar conta do meu corpo. Por sorte, encontrei um novo tratamento. Era uma tratamento em carne  e osso, com veias e tudo mais. Afundei-me que era para ter certeza de que jamais conseguiria voltar, tão fundo que nem os peixes abissais poderiam alcançar. Mais uma vez, a teoria do remédio deu as caras. A verdade é que esse remédio era tão poderoso que demorou anos para que o efeito terminasse. No entanto, eu me sentia deteriorada a cada dia que passava. Cansada das agulhas, da metafísica de um corpo em cima do meu, decidi matar quem me &lt;span style="font-style: italic;"&gt;matava&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, peguei o revólver do meu avô e me dei um tiro na têmpora direita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-43766980589378662?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/43766980589378662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/matei-quem-estava-me-matando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/43766980589378662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/43766980589378662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/matei-quem-estava-me-matando.html' title='Matei quem estava me matando'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-2983371032157841745</id><published>2011-04-15T22:22:00.000-07:00</published><updated>2011-04-15T23:09:38.091-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>All the singles ladies and Liza Minnelli</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/Dq3s_rTViK0?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, Liza Minnelli irá se apresentar, dessa vez, aos pés de Paris e não poderei ir. Ela estará no Olympia de Bruno Coquatrix enquanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;moi, dans mon coin&lt;/span&gt;, escrevo nesse blog para reclamar mais um pouco da vida. Como se isso fosse possível. O You Tube é um consolo? Quando você vê uma das suas artistas favoritas cantando SINGLE LADIES, é muito difícil pensar nisso. Liza cantando Beyoncé prova que irei morrer e não ver tudo. Não tem nada a ver com a música, pelo contrário, eu até gosto do ritmo, é ótima para dançar. O problema está em Liza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que o crítico da revista Veja diz, é impossível NÃO sentir saudades de Liza Minnelli. Creio que a questão é mais em sentir saudade de artistas do cacife dessa filha de Judy Garland. O que me surpreende em Liza é que sua capacidade de atuação é tão convicente, que ela muito bem poderia fechar a boca e não cantar. No entanto, eu vou me deter aqui na fase em que ela esteve muito próxima a Charles Aznavour, na década de 90. Dessa proximidade, existe o registro de um show dos dois no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Palais des Congr&lt;/span&gt;&lt;em style="font-style: italic;"&gt;è&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;s&lt;/span&gt; (Mireille Mathieu cantou muito neste lugar), em Paris. Fogem-me palavras para descrever, não se sabe o que é melhor: o repertório, a naturalidade dos cantores ou o conjunto de ambos. A dobradinha Aznavour-Minnelli é sensacional, mesmo que Liza derrape muitas vezes no francês e enrole a língua para cantar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Comédiens&lt;/span&gt;. Era uma fusão que jamais imaginei que pudesse dar certo, já que uma americana cantar com um francês sempre acaba em desastre. Lembro de um dueto de Mireille Mathieu com Patrick Duffy (sim, o que atuava em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dallas&lt;/span&gt;!), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Together we're strong&lt;/span&gt;. Os produtores pisaram na bola. Fizeram a coitada subir num banquinho, pois Patrick tinha quase dois metros de altura. Depois, ela canta com AQUELE sotaque francês, que me dói nos ouvidos. Já disse que odeio Mireille falando inglês? Enfim, foi o maior desastre, o Patrick falando francês também não é lá aquelas coisas. Sentiram meu medo desses duetos não? Ainda bem que com Aznavour e Minnelli é bem diferente. Eles usam a diferença para extrair o que existe de melhor em cada um, como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;joie de vivre&lt;/span&gt; americano de Liza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem vocês que depois de ver o vídeo sensacional do Aznavour com Liza, eu me deparo com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Single Ladies&lt;/span&gt;. Primeira reação: vou cortar os pulsos com bolachinha Maria. Segunda reação: É a Liza? Is this REAL life? A terceira e última reação foi refletir, para variar. É engraçado como os artistas são camaleônicos.Isso não deveria ser permitido. Neste quesito, sou muito rígida. Liza é Liza e deveria ficar com a tarja de "cantora talentosa de multíplas facetas" colada na testa para sempre. O mesmo fenômeno acontece com muitos outros, que precisam se adaptar as novas demandas de mercado. Ao cantar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Single Ladies&lt;/span&gt;, ela se moldou a um tipo de imagem que é tão diferente, tão longe do que a verdadeira Liza é, no caso, uma artista completa e de grande cacife. Difícil visualizar essa grande artista num filme tão fútil como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sex and the city&lt;/span&gt;. Ainda mais duro é reconhecer que mesmo que Liza cante ao lado de Charles ou grave com os Pet Shop Boys, a imagem da Sally Boyles é que a permanece. Por isso, colocaram uma roupa que lembrasse a época de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cabaret&lt;/span&gt;. Revolta-me o fato de chamarem estes artistas para fazerem sempre as mesmas coisas, como se não soubessem mais nada além daquele grande papel que os lançou. Revolta-me ainda mais o fato da própria Liza se permitir a isso. Contudo, não é culpa dela. A falta de emprego está aí e se Bette Davis anunciou nos classificados para pedir emprego, Liza também precisa ganhar o seu. Ela ganha o seu sustentando-se no mito de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cabaret&lt;/span&gt;, para a decepção daqueles que sabem que ela vai bem além disso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-2983371032157841745?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/2983371032157841745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/all-singles-ladies-and-liza-minnelli.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2983371032157841745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2983371032157841745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/all-singles-ladies-and-liza-minnelli.html' title='All the singles ladies and Liza Minnelli'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Dq3s_rTViK0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5185462830968222503</id><published>2011-04-11T18:22:00.000-07:00</published><updated>2011-04-11T19:01:06.899-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>O meu novo vício chama-se Hot in Cleveland</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-7OefhyIgl7Q/TaOyVueMojI/AAAAAAAAAYk/gE5f-sM88Mw/s1600/HICS2-Cartaz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 221px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7OefhyIgl7Q/TaOyVueMojI/AAAAAAAAAYk/gE5f-sM88Mw/s320/HICS2-Cartaz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594511248445973042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é difícil para mim gostar de seriados. Sei que serei apedrejada em praça pública, mas não gosto de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Friends&lt;/span&gt;. O pior é que assisti mesmo, na tentativa de fazer uma força para gostar, achar graça nas piadas. Desisti, talvez esse humor não seja para mim. Eis que aparece &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brothers &amp;amp; Sisters&lt;/span&gt;, só que na época, não tinha o canal Universal e muito menos inteligência para baixar os episódios. Agora, o resultado é: estamos na quinta temporada e eu a recém na SEGUNDA, risos. Também tem o fator drama, essa série é tão dramática, que dá vontade de chorar em todos os episódios. Vamos deixar o sofrimento um pouco de lado, já basta minhas amadas cadeiras da Mama UFRGS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hot In Cleveland&lt;/span&gt; foi uma das melhores coisas que trouxe da minha última viagem aos EUA (tirando o box com seis filmes da Bette Davis). Um dia, perambulando pelas ruas de N.Y, vi um cartaz que me chamou muito a atenção. Eram quatro mulheres, todas entrouxadas de roupa, com carões de diva. Até tirei uma foto, como uma turista de praxe, claro. Perguntei para Marta que era isso e ela disse que era um novo sitcom de um canal americano chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tv Land&lt;/span&gt;. A senhorinha de casaco vermelho era nada mais, nada menos que Betty White, sim, aquela mesma do seriado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Golden Girls&lt;/span&gt; (um seriado que ficou mil anos no ar, protagonizado por senhoras de 60 anos e lá vai cacetada)! Depois de muita peregrinação, consegui achar um site de downloads que tivesse o maldito seriado. Eis que na descrição, eu leio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;"Esta é a primeira produção &lt;a href="http://www.baixartv.com/download/hot-in-cleveland/#" style="cursor: hand; color:#FF0000; text-decoration:underline; border-bottom:dotted 1px;"&gt;original&lt;/a&gt;  da TV Land, um canal&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; criado para um público de 25 a 54 anos&lt;/span&gt; e é  conhecido por radiodifusão reprises da série clássica dos canais  generalistas."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ai, meu Deus. Ou seja, é sitcom da geriatria o que me esperava. Não posso ser menos esdrúxula. A prova dos nove era assistir e ver se gostava. Lembro de naquele dia ter baixado um episódio atrás do outro para ver, já que viajaria no dia seguinte umas cinco horas, acho. Lembro de ter me matado de rir dentro do avião enquanto todos me olhavam com caras de "só pode ser turista essa daí". O que quero dizer através disso é que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hot in Cleveland&lt;/span&gt; é maravilhoso. Apesar de ser uma série dedicada ao público feminino, ela difere em alguns aspectos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sex and the city&lt;/span&gt;. Ainda são quatro mulheres, mas ao contrário de Sex, elas me parecem mais naturais. Sem a ostentação dos sapatos de Carrie ou a ninfomania de Samantha. No lugar disso, temos a obsessão de Victoria Chase pelo Emmy e Bette White como a síndica sarcástica que só corta as inquilinas. As piadas deste sitcom são um pouco mais difíceis de entender, já que abordam muito a cultura norte-americana. A grande rival de Victoria é Susan Lucci, que interpreta a si mesma no sitcom. A piada só tem graça quando descobrimos que Lucci é uma das maiores atrizes das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soup&lt;/span&gt; (novelas americanas) e que realmente atua em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;All of my children&lt;/span&gt;, que é rachaçada várias vezes ao longo da temporada. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hot in Cleveland&lt;/span&gt; é quase um consolo as mulheres de meia-idade ("Quarenta é o novo trinta" como disse Joy, uma das personagens), que se deprimiam vendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sex and the City&lt;/span&gt;. Parece estar dentro de uma realidade, ter uma verossimilhança interna. Dentro do mundo de Sex, imagino que nada daquilo possa ser real, muito menos os sapatos de Carrie, jornalistas são tão ricos que podem se dar ao luxo de ter coleções Manolo Não-sei-o-sobrenome-dele? Se for como é aqui no Brasil, imagino que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, particularmente, é uma felicidade estar acompanhando um sitcom quase em tempo real. Assim, não me sinto tão anormal por não ver muita graça em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;House&lt;/span&gt; e seus filhos. Não me matam, é da geriatria que elas gostam! (eu disse isso MESMO?) Sei que não é fácil convencer vocês de que é bom, vide o comentário sobre a propaganda de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hot In Cleveland&lt;/span&gt; feito por uma amiga: que coisa mais... estranha. Imagino que ela queira ter dito pra eu me tratar de um jeito mais educado. A verdade é que a piada pronta não me agrada, muito em parte por eu ter dificuldades em entender de imediato. Preciso refletir e muitas vezes já dei risada horas depois de terem contado, céus. Torço para que não vire o samba do crioulo-doido como em Desperate Housewives, o meu trauma em seriados. Larguei de mão, mas continuo amando a Bree.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Câmbio, desligo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5185462830968222503?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5185462830968222503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/o-meu-novo-vicio-chama-se-hot-in.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5185462830968222503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5185462830968222503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/o-meu-novo-vicio-chama-se-hot-in.html' title='O meu novo vício chama-se Hot in Cleveland'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7OefhyIgl7Q/TaOyVueMojI/AAAAAAAAAYk/gE5f-sM88Mw/s72-c/HICS2-Cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7301542053145426973</id><published>2011-04-10T08:58:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T09:56:48.976-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Mildred Pierce</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-pUE47t8GaPk/TaHhP8sTCMI/AAAAAAAAAYc/E0yFXibcLak/s1600/mildred_pierce2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-pUE47t8GaPk/TaHhP8sTCMI/AAAAAAAAAYc/E0yFXibcLak/s320/mildred_pierce2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593999876277078210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não vi a série homônima e tenho medo de vê-la. Não consigo confiar em remakes, mesmo que sejam da BBC e contenham Kate Winslet. Outro motivo que me faz desconfiar permanentemente da qualidade é o enaltecimento da revista&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Veja&lt;/span&gt;. Depois daquela reportagem onde se destruiu com a reputação de Liza Minnelli e Barbra Streisand, passei a ter uma desconfiança tripla do que eles colocam como cinco estrelas. Não se preocupem, já achei o seriado para baixar, logo darei minha opinião mais concreta. Neste post, deterei-me no filme mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a revista, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mildred Pierce&lt;/span&gt; é um dramalhão sem fim. Não consigo concordar muito, pois o viés com que analiso o filme não é pelo nível de choro que possa nos causar. Claro que existem exageros, como Joan Crawford chorar e não borrar a maquiagem, por exemplo. Contudo, o ponto de ánalise é seu significado a partir da óptica do pós-guerra e pelas inovações que traz. Creio que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mildred Pierce&lt;/span&gt; começou uma safra de filmes que retratavam o surgimento de uma nova imagem de mulheres. No filme, Mildred (Joan Crawford) é uma mulher que precisa trabalhar muito para sustentar suas duas filhas, principalmente os caprichos da mais velha, Veda. Para os padrões atuais, talvez seja muito sutil a forma como a mulher é posta no filme, no entanto, já que se fala tanto em direitos iguais e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;des choses comme ça&lt;/span&gt;. Todavia, para o mundo que saía de uma guerra, uma protagonista desquitada era demais. E quando ela começa a trabalhar e ser dona do negócio, nego se levanta e sai do cinema até. Joan Crawford consegue encarnar essa mulher muito bem, muito se deve ao fato de ela própria viver uma vida parecida com a de Mildred, mãe de cinco crianças adotivas e solteira (quer dizer, passando o rodo geral na Hollywood).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do meu amor incondicional por Bette Davis, tenho de concordar que Joan mereceu o Oscar por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mildred Pierce&lt;/span&gt;. As cenas com Veda são ótimas, imagino que lhe tenham ajudado a merecer a estatueta. Na verdade, minha tese é que os atores sempre se saem melhor naqueles papéis em que existe alguma relação com a realidade. Assim acontece com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mildred Pierce&lt;/span&gt;. Joan era a mulher independente e pagou caro por isso. Pagou com a ingratidão de Christina, que escreveu um livro difamando a própria mãe &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mamãezinha Querida&lt;/span&gt;. Por mais que fosse verdade, eu me pergunto, e o respeito? Vamos fazer o obséquio de respeitar a memória de sua mãe morta, né. No entanto, isso são outros 500, assunto para outro post. Engraçado, como o filme antecipa o que aconteceria nos anos seguintes com o livro. Apesar do choro com maquiagem, Joan consegue nos dar boas surpresas. Vê-la de roupa de praia também é um deleite aos olhos, prontofalei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Veja&lt;/span&gt; ignora completamente este clássico do cinema noir. Poderiam ter abordado mais as semelhanças com o original, ao invés de focar no drama. Eu é que não deveria ter esperanças nessa revista idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7301542053145426973?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7301542053145426973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/mildred-pierce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7301542053145426973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7301542053145426973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/mildred-pierce.html' title='Mildred Pierce'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-pUE47t8GaPk/TaHhP8sTCMI/AAAAAAAAAYc/E0yFXibcLak/s72-c/mildred_pierce2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1204691221206173317</id><published>2011-04-08T08:36:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T08:38:57.668-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Quando uma imagem vale mais que mil palavras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-2ct6g29jGbA/TZ8r1YyoD8I/AAAAAAAAAYU/8sQkQrRivnI/s1600/faye-dunaway-cannes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 235px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2ct6g29jGbA/TZ8r1YyoD8I/AAAAAAAAAYU/8sQkQrRivnI/s320/faye-dunaway-cannes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593237458405298114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;YEYEYE, sem Faye não viverei! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1204691221206173317?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1204691221206173317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/quando-uma-imagem-vale-mais-que-mil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1204691221206173317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1204691221206173317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/quando-uma-imagem-vale-mais-que-mil.html' title='Quando uma imagem vale mais que mil palavras'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2ct6g29jGbA/TZ8r1YyoD8I/AAAAAAAAAYU/8sQkQrRivnI/s72-c/faye-dunaway-cannes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1516210458234574650</id><published>2011-04-02T10:38:00.001-07:00</published><updated>2011-04-02T12:00:26.881-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Pitoche, ops, Potiche</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-KQJbAaxYl4E/TZdyOTsXVpI/AAAAAAAAAYM/8aWdRuYV0ik/s1600/depardieeeu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-KQJbAaxYl4E/TZdyOTsXVpI/AAAAAAAAAYM/8aWdRuYV0ik/s320/depardieeeu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591063052533847698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma grande catarse.Se houvesse uma frase que pudesse resumir os efeitos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt; sobre mim seria essa. Meus amigos já estavam cansados de me ouvir reclamar sobre a maldita estréia, mas Meu Deus, quando esse filme vai vir&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;? O mundo vai terminar em 2012 e eu não verei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt;!Uma delas, caridosamente, baixou o filme do santo Torrent e trouxe para que eu visse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Lembro de ter passado o dia inteiro em pandarecos, com uma ansiedade engraçada, por saber que o filme estava dentro do pen-drive, na minha bolsa, e que em poucas horas, eu iria assisti-lo. Consegui me dividir em duas para terminar as tarefas do dia e quando chegou a noite, entrei no quarto da minha tia (onde costumo estudar etc) para assistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt;. Quando o filme terminou, simplesmente não sabia o que dizer. As pessoas me perguntaram o que achei no dia seguinte e nenhuma resposta se esboçava em minha mente. Estava morrendo de medo de dizer que não era essa maravilha toda. Por isso, esperei até hoje para vir aqui escrever um pouco de minhas impressões sobre Ozon, Deneuve e Dépardieu. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Refletindo a semana inteira, cheguei a uma conclusão: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt; é maravilhoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt; O problema de ver filmes e avalia-los depois é o fato de não conseguirmos separar nossas experiências da nossa avaliação sobre o mesmo. Primeiramente, julguei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt; através da interminável espera, que desde de outubro do ano passado atormenta-me. Logo, era uma porcaria, a começar pelo final. O fato é que percebemos que não, os filmes não seguem nossa lógica, assim como a vida. Queria muito que Suzanne terminasse com Maurice, afinal era o MÍNIMO que eu merecia depois de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Dernier Métro&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les temps qui changent. &lt;/span&gt;Os filmes são reproduções abstratas de certas verdades do mundo, como o amor que dura muitos e muitos anos. Portanto, aquele final ridículo deixou meu mundo real abalado, se nem no filme eles podem terminar bem, Meu Deus, o que sobra para vida real&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;? O bom da vida é poder se reinventar. Ufa, podemos mudar de opinião. Aqui estou eu para dizer pra vocês que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt; é lindo, de que os filmes do Ozon tornam a existência menos pesada e Deneuve &amp;amp; Dépardieu... bom... isso são outros 500.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt; é uma peça de teatro com o nome homônimo, estrelada pela atriz Jacqueline. Graças ao santo Dailymotion consegui achar a peça inteira para assistir. Isso torna nosso nível de avaliação do filme muito maior, já que se pode ter uma idéia de como é o original. Sob o prisma da fidelidade, nota dez. Ozon consegue até reproduzir o jeito como Suzanne, a protagonista, se vestia. O texto, permeado de ironias, também está tão original, que senti um certo desconforto. Existem frases exatamente iguais, o que muda, é claro, é a atuação das atrizes. A história da peça é a seguinte: Suzanne é a potiche (adjetivo francês usado para as mulheres que não fazem nada além de cuidar da casa e dos filhos, sendo assim bibelôs, prontos para a exibição), esposa de Robert, dono de uma fábrica de guarda-chuvas, a Pujol-Michonneau. Quando ele sofre um ataque do coração, a esposa assume seu posto na fábrica, com as desconfianças de que por ser mulher, arruinará o negócio. O humor francês é mais sutil, por isso, não espere se matar de rir com as piadas, pois não existem muitas, pelo menos diretas.  O que me deixou fascinadíssima foi o fato do trailer ter me enganado direitinho. Pegadinha do Malandro, ié ié ié! O resumo acima é apenas uma colher do que realmente acontece em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt;. A junção das cenas no trailer nos dá impressões totalmente diferentes, algo que Ozon experimentou em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Huit Femmes&lt;/span&gt; também.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Desde que Ozon dirigiu Catherine Deneuve em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Huit Femmes&lt;/span&gt;, soube que haveria um outro filme seu que ela atuaria. A maneira atenciosa como ele dirige suas atrizes, o enfoque que dá nas mesmas é algo que não passa despercebido em nenhum de seus filmes. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Swimming Pool&lt;/span&gt;, lá está Ludivine Sagnier, que nem parece a mesma filha de Gaby em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Huit Femmes&lt;/span&gt;. É claro que sua transformação não está somente na direção de Ozon, mas também em sua atuação. O que quero dizer é que esse homem tem um olhar todo especial para as mulheres. E uma queda especial por teatro, já que assim como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Huit Femmes&lt;/span&gt; também é inspirado numa peça de teatro (meu sonho é achá-la num sebo de Paris para vender). Comédia é um gênero arriscado, ainda mais para os franceses, que são famosos pelos filmes dramáticos e non-sense. Vi alguns americanos descendo a lenha em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt;, creio que esperavam piadas prontas, fáceis de dar risada. No entanto, mal sabem que o humor de Ozon está mais para negro e indireto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Se para os ingleses a rainha é Elizabeth, para mim ela se chama Catherine Deneuve. God save Catherine Deneuve, o melhor presente que a França poderia ter recebido após Mireille Mathieu, é claro. Grande parte do processo catártico que sofri durante o filme deve-se a ela. Vê-la na tela é como reencontrar um velho amigo, desses que nos sentamos para contar as novidades e a conversa parece nunca terminar. Como acontece ao rever velhos amigos, sentimos o peso da idade sobre eles e nós. Assim como Catherine, eu também envelheci. Talvez este fato tenha sido o mais perturbador ao assistir ao filme. Percebi que minhas impressões em relação a ela são totalmente diferentes daquelas de quando tinha 16 anos e tinha um fake da rainha no orkut (momento tenso deste post). Hoje, os surtos são um pouco mais brandos, já que descobri Fanny Ardant, dividindo meu amor pelas duas. E quando Gérard Dépardieu resolve nos pregar uma peça e aparecer no filme também&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;? Nos atiramos pela janela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;? Provavelmente sim. Deneuve &amp;amp; Dépardieu, duas lendas do cinema francês, juntos após &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les temps qui changent&lt;/span&gt;, filme traumático, uma péssima lembrança em nossa mente. Penso na minha ênfase da faculdade e concluo que essa dupla foi um dos fatores pelos quais, eu escolhi a língua francesa para trabalhar o resto da minha existência. A cena mais emocionante de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt; é quando Suzanne (Deneuve) reencontra Maurice (Dépardieu) e os dois vão dançar numa boate. Os maldosos dirão que esse casal de velhos dançando é ridículo, que esse cinema francês é uma inutilidade mesmo. Contudo, eu, Jessica, chorei. É, amigos, percebemos que a idade chega quando se chora nos filmes, deixando a catarse contagiar as paredes, o travesseiro e os lençóis. Eles dançam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;joue contre joue, &lt;/span&gt;enquanto uma música romântica toca na jukebox. Não eram apenas Suzanne e Babin que dançavam, eram a própria Deneuve e o Dépardieu. Relembravam os bons tempos de juventude, de Français Truffaut e que certamente despertam muitas saudades. Imagino como deva ser para eles se olharem hoje em dia, depois de tantos anos, verem as rugas no rosto e se dar conta de que passaram-se tantos anos, varridos por uma vassoura invisível chamada tempo. Da tela do meu computador, lembro de que esses dois acompanham-me desde meus 15 ou 16 anos. Bons tempos aqueles, quantas saudades.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;PS: Existe uma música na trilha sonora de Michele Torr, que estou bem viciadinha. Lembrei escrevendo o post de que essa cantora foi uma super rival da Mireille, Johnny Stark até chegou a empresaria-la. Trair o movimento, a gente se vê por aqui.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1516210458234574650?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1516210458234574650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/pitoche-ops-potiche.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1516210458234574650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1516210458234574650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/04/pitoche-ops-potiche.html' title='Pitoche, ops, Potiche'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-KQJbAaxYl4E/TZdyOTsXVpI/AAAAAAAAAYM/8aWdRuYV0ik/s72-c/depardieeeu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-4138475082879208860</id><published>2011-03-30T19:35:00.001-07:00</published><updated>2011-03-30T20:05:26.995-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Só dá Bette Davis por aqui</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="390" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/B11aPeavo9s?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/B11aPeavo9s?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="390" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anoto na minha agenda de bichinhos (agora, substituída por uma do Rio, presente de uma amiga muito querida), idéias para posts e me dou conta de que nunca consigo escrever sobre aquilo que me propus. Minha habilidade para passar de um assunto para o outro, como um cometa, é inacreditável. Assim, como as teorias linguísticas, o meu limite de mudança de assunto é tão sutil, que facilmente é ultrapassado. Enquanto espero o download de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Almas em Suplício&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mildred Pierce&lt;/span&gt;), falarei sobre Bette Davis, já que estou, em tese, traindo o movimento ao baixar um filme de sua grande rival, Joan Crawford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias, dei para reassistir algumas cenas dos filmes de Bette, que de alguma maneira, deixaram alguma marca em minha pessoa. Depois de rever os chutes na cabeça de Joan, a assassina sangue frio em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Letter&lt;/span&gt;, parei em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jezebel&lt;/span&gt;, um dos melhores dirigidos por Wyler, quer dizer, só perde para&lt;span style="font-style: italic;"&gt; The Letter&lt;/span&gt;, pois Bette, maldade e cinismo são pleonasmos e a alegria dos fãs. A história é muito similar a de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o vento levou&lt;/span&gt;, afinal o filme tinha o intuito de atrair as platéias que lotaram os cinemas para ver o mesmo. Também existe Bette, que encarna Julie, uma espécie de Scarlett O'Hara sem a voz irritante e os ataques de amor por Ashley. Os ataques agora são por Henry Fonda. Ai, meu Deus. Até hoje, após ler o livro de Roger Vadim (Bardot, Deneuve e Fonda), fico pensando como este homem poderia ser um garanhão, com mil casamentos e tudo mais. Na minha mente, Henry Fonda é tão atraente quanto um tronco de um carvalho. No entanto, parece que sou a única a compartilhar dessa opinião, pois Henry teve um rápido romance com Bette e mesmo depois de mais velho, continuou colecionando esposas. Logo, devido a este pensamento, não consigo aceitar muito bem a idéia de que ele seja par romântico de Bette em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jezebel&lt;/span&gt;. Contudo, em um momento, a falta de salinidade de Henry Fonda é bem vinda: a famosa cena do vestido vermelho. Julie, como Scarlett O'Hara, é uma transgressora, por isso, para o baile, ela resolve ir de vermelho em vez de branco, o que seria adequado para sua classe social e idade. Quando Bette chega na sala, com aquele vestido lindo (que não era vermelho, minha decepção eterna), tomara-que-caia, exalando juventude e frescor, vemos a cara de Henry Fonda. Acho que naquele momento, nos damos conta que Bette é Bette e ninguém pode ofuscar sua presença, poucos atores conseguem ter a mesma presença numa cena, trabalhar tão bem a expressão facial como ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000012/"&gt;Julie Marsden &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: Well, shall we go, Pres?  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000020/"&gt;Preston Dillard&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: Not 'til you're properly dressed.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000012/"&gt;Julie Marsden&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: You're sure it's the dress? It couldn't be that you're afraid, afraid  somebody'd insult me and you'd find it necessary to defend me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, mais uma vez, Preston e Henry Fonda, se dão conta: Bette e Julie nunca poderão ser subjugadas pelos homens. Ele a leva para o baile, com a maior expressão de vergonha possível. Pensava eu na primeira vez que assisti: PALERMA! Entretanto, o erro nem é dele e sim de Julie, que ao chegar ao baile, se arrepende da ousadia e se agarra ao braço de Pres, como um animal acuado. Pres, que agora mostra que não é idiota, dança com a moça enquanto ela implora para ir embora. Nunca vou esquecer dos olhos misericordiosos de Bette, coisa rara em seus filmes. Os olhos de Bette e o silêncio dos convidados. Ser um vulcão benevolente não é fácil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-4138475082879208860?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/4138475082879208860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/so-da-bette-davis-por-aqui.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4138475082879208860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4138475082879208860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/so-da-bette-davis-por-aqui.html' title='Só dá Bette Davis por aqui'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7057743314826230505</id><published>2011-03-26T11:47:00.001-07:00</published><updated>2011-03-26T12:25:33.324-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Salada de frutas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a vida, pessoal?Estava conversando com uma amiga minha, também fã de cinema antigo, e refletíamos sobre a morte de Liz Taylor e o impacto que a mesma nos causou. Não sei vocês, mas ainda não absorvi o fato direito. Se antes, já pensava demais na morte, agora qualquer banalidade (isso não inclui a morte de Liz, claro) faz com que eu reflita sobre o tema. Quando eu era criança e ainda dormia com Mamãe, lembro de conversar sobre meu medo de crescer, de algum dia ter que trabalhar e talvez também criar um filho. Hoje, alguns séculos depois, esse temor foi transferido pelo medo da morte, que me invade nos momentos mais esdrúxulos impossíveis. Assim como Ronnie Von, eu também tenho medo de morrer dormindo. Muitas vezes, já tentei acordar e não consegui, como se o corpo não respondesse. Dizem que o corpo físico fica e a alma vai viajar, algo do tipo. Dormir também é uma forma de desperdiçar a vida. Voltando a Liz Taylor, ninguém deu muita bola pra sua morte ou foi impressão minha? Ou então só lembraram por causa da relação de Liz com Michael Jackson. Não que isso não seja relevante, mas Richard Burton,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Cléopatra&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim Caminha a Humanidade&lt;/span&gt; são palavras (ou signo para os letristas que estão lendo essa bobagem) que nos relacionam com muito mais clareza o significado da palavra Elizabeth Taylor. Já que eu não tenho o TCM, estou na procura incessante pelos filmes da dama dos olhos de violeta para rever. Já achei vários e estou me fazendo de louca, ignorando os quase dez filmes que tenho na frente, para baixar os de Liz. Em breve, posts sobre os mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto as leituras, comecei a ler Isabel Allende e não consegui mais largar. O livro chama-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A casa dos espíritos&lt;/span&gt;, até existe o filme homônimo com Meryl Streep, Glenn Close e Jeremy Irons. Ainda bem que lembro muito pouco do filme, assim não estraga a graça do final. Pergunto-me o que faço na literarura francesa se a hispano-americana me cativa muito mais e se meus autores favoritos são dessa safra também. Em breve, um post, quem sabe. Antes, li Simone De Beauvoir, em francês, para não perder o costume de me reapaixonar por ela. Não sei se foi publicado no Brasil, imagino que não. Ele conta a história da doença da mãe de Beauvoir e do que isso acarretou na vida de ambas. Muito triste, contudo bom. Lá vou eu pensar de novo na maldita morte, que parece cantar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se te pego não te largo&lt;/span&gt;... Agora, deixa eu discorrer um pouco da minha revolta. Em uma das minhas cinco cadeiras amadas, terei de ler CARPINEJAR, para discussão sobre gêneros literários. Carpinejar, para mim, é a versão de calças (ou saias número dois, o que dá no mesmo) de Martha Medeiros. Não consigo levar a sério alguém que publica um livro com seus tweets, não dá, gente, sério. Enquanto isso, na sala de justiça, nego que tem talento pena para tentar publicar seu livro e fazer frente a este tipo de literatura. Até Charles Kiefer, que eu também não gosto, foi mais aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe disse-me que já estão anunciando o filme do Gainsbourg na televisão. Pô, Brasil, depois de DOIS ANOS, vocês resolvem estrea-lo? Graças a Internet, já vi, revi, furei o cd, até decorei as falas. Estava perdendo as esperanças até. Talvez façam uma mega publicidade dele por causa do aniversário de 20 anos da morte do Serge e ele se torne tão popular como Piaf (torcendo loucamente para que NÃO, RISOS). O mesmo acontece com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt;. Lançado em novembro na França, o filme parece estar atravessando o oceano de numa caravela. Vai chegar aqui quando o frenesi tiver passado, com uma tradução S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L, se julgarmos pela que Portugal adotou:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Potiche: MINHA RICA MULHERZINHA&lt;/span&gt;. Fui ali me atirar no Guaíba e já venho. Deneuve já fez outros dois filmes e minha única pergunta é: Quando virá pra cá, oh Deus?! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les yeux de sa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;" id="search"&gt;&lt;em&gt;mère&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; parece muito bom, não sei como eles conseguem esconder as rugas de Catherine com tanta perfeição, prontofalei. Sou fã, mas não vou fingir que a idade não chegou. Não tem importância, assim como Fanny Ardant, Deneuve é como aqueles vinhos safra 1500 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, preciso voltar aos problemas teóricos a tradução, que não me abandonam jamais. Daqui a uma hora, segundo previsões, estarei revendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem tem medo de Virgínia Woolf?&lt;/span&gt;, maravilhas da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7057743314826230505?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7057743314826230505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/salada-de-frutas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7057743314826230505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7057743314826230505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/salada-de-frutas.html' title='Salada de frutas'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-2851026937226499488</id><published>2011-03-23T14:41:00.001-07:00</published><updated>2011-03-23T14:58:04.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A mediocriodade vai, os mitos permanecem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-a6F0st5h_nM/TYpssgbsshI/AAAAAAAAAYE/7tuR5TiK2lY/s1600/Elizabeth_Taylor_i___90864o.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-a6F0st5h_nM/TYpssgbsshI/AAAAAAAAAYE/7tuR5TiK2lY/s320/Elizabeth_Taylor_i___90864o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587397799582675474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha relação com Liz Taylor já data alguns anos. Não sei direito como começou, mas creio que deve ter sido como a maioria das pessoas, que não precisaram de muito para se apaixonarem por seus olhos coloridos. Uma de suas maiores qualidades era essa capacidade de nos cativar, independente do papel que estivesse representando. Atrizes deste cacife são poucas. No meu rol, Liz está em grau de igualdade com Bette Davis neste aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando soube que Elizabeth Taylor havia morrido, meu coração parou. Em uma das minhas últimas viagens, enquanto esperava a Marta pagar as compras no caixa, peguei uma revista de fofocas em que ela estava na capa. Naquele momento, lembro de ter olhado longamente para sua foto, sua expressão cansada e pensado que o tempo, essa variável desconhecida, também prestava suas contas a pessoas como Liz, que saem de uma vida normal para se tornarem mitos. Na reportagem, dizia que ela não teria nem seis meses de vida (li em fevereiro, só para constar). Fiquei chateada, talvez um pouco revoltada por não deixarem-na envelhecer em paz, nem na velhice, Meu Deus. Agora, isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom de ser ator/atriz é que a morte é algo extremamente físico. A morte de Liz nos dói, não é todos os dias que se fazem mais damas como a mesma. No entanto, os filmes estão aí, pelas locadoras e pelos blogs, para enaltecerem, para que jamais nos esqueçamos de a mediocridade vai e os mitos permanecem. Liz Taylor permanecerá para sempre nos nossos corações. Descanse em paz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-2851026937226499488?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/2851026937226499488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/medicriodade-vai-os-mitos-permanecem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2851026937226499488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2851026937226499488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/medicriodade-vai-os-mitos-permanecem.html' title='A mediocriodade vai, os mitos permanecem'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-a6F0st5h_nM/TYpssgbsshI/AAAAAAAAAYE/7tuR5TiK2lY/s72-c/Elizabeth_Taylor_i___90864o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-8926051203622639391</id><published>2011-03-19T09:38:00.001-07:00</published><updated>2011-03-19T10:35:17.880-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O último suspiro dos que amam os bons musicais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-d41LhMs2Cao/TYTnzYYX_gI/AAAAAAAAAX8/Ljka1ykj_D0/s1600/Liza_Cabaret.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 255px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-d41LhMs2Cao/TYTnzYYX_gI/AAAAAAAAAX8/Ljka1ykj_D0/s320/Liza_Cabaret.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585844307750288898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;"Chega a dar saudade de Barbra Streisand e Liza Minnelli. E olhe que isso não é&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; fácil &lt;/span&gt;[grifo meu]"&lt;br /&gt;Revista Veja de 16 de fevereiro de 2011&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se até então eu não pensava em fazer fogueira com essa revista, a vontade nasceu neste momento. A reportagem de onde tirei o trecho falava sobre o filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Burlesque&lt;/span&gt;, recentemente em cartaz nos cinemas brasileiros, com Cher e Christina Aguilera nos papéis principais. Mario Mendes, o autor da matéria, foi tão infeliz ao terminar a crítica com este comentário, que tentarei rebater a partir dos pontos de vista de quem ADORA Liza Minnelli, Barbra e todas as atrizes que um dia honraram o que se pode chamar de "musicais americanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor Mendes, primeiramente, está querendo comparar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Burlesque&lt;/span&gt; com os musicais do século passado, ou seja, tenta misturar água e vinho. Confesso que ainda não vi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Burlesque, &lt;/span&gt;mas tenho certeza que ele não se parece nada com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cabaret&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Funny Girl,&lt;/span&gt; por exemplo. Quer dizer, a fórmula é a mesma que foi usada em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;My Fair Lady&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Sound of Music&lt;/span&gt;, entre outros. No entanto, ao invés de parecer algo novo mesmo sendo tão aplicado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Burlesque&lt;/span&gt; consegue tornar tudo isso muito tedioso. Sim, também pensei tal fato ser impossível, já que tinha a Cher no elenco. Penso em Julie Andrews e sua chatice. Apesar daquele sorriso irritante, isso não faz seus musicais ruins, pelo contrário. Sou apaixonada por&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Mary Poppins&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Victor ou Victoria&lt;/span&gt;, mas neste último, não existe sorriso irritante, Julie já havia virado uma mulher muito diferente de Maria ou Mary.  O mesmo acontece com Barbra. Poxa, tenho dois cd's e um dvd desta senhora e continuo achando o máximo dos máximos quando ela canta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;People&lt;/span&gt; (A versão da Mireille Mathieu é sensacional também). São mulheres que apesar da cara de pastel, fizeram dos musicais o que eles são hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que Mario ofende todos os musicais ao dizer que é difícil de sentir de Liza ou Barbra. Como NÃO sentir saudades de Liza Minnelli? Pelo menos, ela possuía muito mais presença de palco e carisma que Aguilera. E claro, uma beleza indiscutivelmente mais chamativa que Christina, no meu gosto nada esdrúxulo. Cabaret é um dos melhores musicais e não estamos aqui falando apenas de Liza, pois os genes de Judy Garland explicam seu talento. Os coadjuvantes de Cabaret como Joel Grey trazem ao filme outro significado, não é a toa que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Money, Money&lt;/span&gt; foi tema de uma propaganda de uma empresa automobilística famosa. Eu sinto muita saudade de Liza, Barbra, Audrey Hepburn, Julie Andrews por uma única razão: elas pareciam e ainda parecem reais nos seus musicais, coisa que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nine&lt;/span&gt; e seus filhos não tem conseguido fazer com suas atrizes. Todas parecem de plástico, numa tentativa de resgatar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;it&lt;/span&gt; de uma Barbra Streisand.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-8926051203622639391?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/8926051203622639391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/o-ultimo-suspiro-dos-que-amam-os-bons.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8926051203622639391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8926051203622639391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/o-ultimo-suspiro-dos-que-amam-os-bons.html' title='O último suspiro dos que amam os bons musicais'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-d41LhMs2Cao/TYTnzYYX_gI/AAAAAAAAAX8/Ljka1ykj_D0/s72-c/Liza_Cabaret.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-794374689340797226</id><published>2011-03-18T19:48:00.000-07:00</published><updated>2011-03-18T20:46:13.302-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Novas entradas no dicionário por R. Cooper</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pimponinha(o),&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;sf.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1.&lt;/span&gt; Pessoa que está de mau humor e transfere estes sentimentos para seus semelhantes, ela torna-se, então, pimpona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2&lt;/span&gt;. (por extensão) Mau-educada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O dicionário dos apelidos que os filhos odeiam&lt;/span&gt;, Editora Savanagem, 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-794374689340797226?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/794374689340797226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/novas-entradas-no-dicionario-por-r.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/794374689340797226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/794374689340797226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/novas-entradas-no-dicionario-por-r.html' title='Novas entradas no dicionário por R. Cooper'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7826373715567079574</id><published>2011-03-17T17:34:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T18:38:30.459-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Margo Channing &amp; Bill para sempre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="349" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hgQDxYwrY6I?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hgQDxYwrY6I?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="349" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe tem um relógio tão barulhento que é necessário colocá-lo dentro da gaveta para não ouvir o barulho dos ponteiros. No entanto, mais antigo que este costume, só o de colocar um filme antes de dormir. Os fins deste ato são desconhecidos pela autora, ela só sabe que o hábito remonta muito antes do que se pode imaginar. Tenho alguns elegidos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crepúsculo dos Deuses&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Carta&lt;/span&gt;, mas irei falar sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Malvada&lt;/span&gt;, o rei das minhas madrugadas e o filme dos momentos mais importantes da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada do dia em que divulgariam o listão, não consegui dormir. Lembro de ter virado em todas as posições até chegar a trocar o lado da cama e não adiantar. Tenho uma teoria maluca sobre virar a noite acordada, que pode ser resumida na seguinte frase: horror ao amanhecer. Os pássaros começam a cantar ao passo que a angústia já me consome, um medo de nunca mais conseguir dormir. Imagine neste dia em que eu deveria ter uma boa noite de sono, seja para comemorar ou chorar as pitangas assistindo filmes de Diane Keaton. Em minha modesta videoteca, procurei algo que pudesse me acalmar. Ali estava o dvd de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Malvada&lt;/span&gt;, presenteado pelo meu professor de geografia do segundo ano. Passei as duas horas mais estranhas e saudosas daqueles últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer o que é melhor neste filme. Teríamos mil respostas como a direção do mestre Mankiewicz, a atuação dos coadjuvantes, a participação de Marilyn Monroe... Para mim,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A Malvada&lt;/span&gt; resume-se em Margo Channing &amp;amp; Bill. Na época em que o filme foi rodado, Bette Davis (Margo) e Gary Merrill(Bill) estavam começando um romance, que resultou em casamento e adoção alguns meses depois. É claro que o affair contribuiu para a veracidade daquela história de amor em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Malvada&lt;/span&gt;. Contudo, indo além, os personagens Margo &amp;amp; Bill são tão fascinantes, que é impossível não querer contagiar-se, possuir um pouco deles dentro de nós. Segundo a própria Bette Davis, tal fato ocorreu durante seu casamento com Gary. A grande sacada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Malvada&lt;/span&gt; é colocar um conflito cercado por personagens extremamente reais. Existe o teatro onde o filme se passa e o&lt;span style="font-style: italic;"&gt; teatro&lt;/span&gt; interno de cada um. Margo finge que é forte, Karen talvez a dona de casa feliz e Eve, vocês sabem, ela é arrivista. No caso de Margo &amp;amp; Bill, eles são quase como Sandy &amp;amp; Jr: uma pessoa só, impossível de segmentar, dividir. O fenômeno se deve ao fato de que ambos se completam, se Margo é deveras aborrecida, lá está o Bill para acalmá-la, por exemplo. O saudosismo começou ao me dar conta que Margo Channing ainda é uma parte de mim, de uma fase muito bonita que vivi. Eu chamaria de o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tempo da inocência&lt;/span&gt;, em que o mundo parece desabrochar lentamente como uma flor. Tardiamente, percebi que parar de assistir ao filme não faria com que essa época desaparecesse. Ela sempre estaria impregnada nas falas de Bette Davis (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Max, you slypuss&lt;/span&gt;) ou no humor caústico de Addison DeWitt. Naquela madrugada, exorcizei o último dos demônios que me perseguia. No outro dia, passei no vestibular e uma outra fase, totalmente diferente da anterior, começou. Contudo, não deixo de assistir ao filme com a sensação saudosa de que apesar de tudo... foi bom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7826373715567079574?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7826373715567079574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/margo-channing-bill-para-sempre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7826373715567079574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7826373715567079574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/margo-channing-bill-para-sempre.html' title='Margo Channing &amp; Bill para sempre'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-8363010044173438146</id><published>2011-03-08T09:43:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T10:30:09.934-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>La véritable Mireille Mathieu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-hDy3XgOCqe4/TXZ1pgoWbnI/AAAAAAAAAX0/vD8tjHkBnIg/s1600/2983035489_1_3_xcH2Gcni.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-hDy3XgOCqe4/TXZ1pgoWbnI/AAAAAAAAAX0/vD8tjHkBnIg/s320/2983035489_1_3_xcH2Gcni.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581778144166571634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos idos anos de 2005, lembro que meu gênero favorito de livro eram as biografias. Tenho uma pequena coleção delas, para todos os gostos: Carmen Miranda, Maysa, Roberto Carlos, Marilyn Monroe, Bette Davis, Greta Garbo, Joan Crawford e por aí vai. Hoje, consigo ver com mais clareza porque gostava tanto desse tipo de livro, que é execrado na Letras e considerado leitura pobre. Ler biografias é viver pela vida alheia. Lembro de quando li o livro da Carmen Miranda como fiquei fascinada pelo Rio de Janeiro e anos depois ao visitar a cidade, ela parecia ter um significado diferente para mim pelo fato daqueles lugares terem marcado a vida de uma pessoa que fez parte da minha adolescência como a Carmen. Senti a mesma vibe ao devorar a biografia de Vargas Llosa, as impressões estão naquele post apaixonado "Peixe na água- Mario Vargas Llosa". O mínimo que esperava era ter a mesma sensação ou mais forte com a biografia de Mireille Mathieu escrita por Emmanuel Bonini. Não só NÃO tive como sai do livro furiosa, putinha da cara, eu diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha história com Mireille Mathieu começa no final de 2007, quando o santo You Tube me apresentou uma mulher de cabelo playmobil cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Marseillaise&lt;/span&gt; no Jardim de Inverno, situado na frente da torre Eiffel. Dali em diante, foi ladeira abaixo. Não demorou muito para que M.M ocupasse um lugar que se equivalia ao que Silvinha possuía na época. Quando decidi que seria tradutora, em grande parte era para aprender francês e entender o que essa mulher dizia, como ela não se cuspia quando fazia aquele R glotal, que a professora Elisa jamais conseguiu demonstrar em suas aulas. Em 2008, conheci uma amiga que era tão enlouquecida por M.M quanto eu. Pronto, alguém finalmente entendeu o efeito daquele cabelo balançando enquanto cantava. Nesta onda de "eu preciso saber tudo sobre Mireille Mathieu", ela me mandou a biografia autorizada da cantora, em FRANCÊS. Na época, não consegui ler, pois além de achar que o dicionário Larousse era a solução para meus problemas (e não era, não comprem essa porcaria), eu estudava ardorosamente para o vestibular. Por isso, fui abrir o livro quase um ano depois, com a mente mais aberta e um conhecimento melhor de francês. Isso não impediu que eu apanhasse do livro, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;La véritable Mireille Mathieu&lt;/span&gt; é um livro tão correto que ofende o gênero das biografias. Geralmente, sempre existe uma polêmica, que obriga a retirar o livro de circulação como foi o caso da biografia não autorizada de Roberto Carlos. Ou eles podem ser uma versão alternativa de Mamãezinha Querida, onde o biografado não tem condições de se defender. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Véritable&lt;/span&gt; o que eu vi foi o mesmo retrato que a mídia e o senhor Johnny Stark (seu empresário) difundem há 40 anos: moça pobre do interior que encontra um mentor que a leva a Paris e faz com que sua carreira deslanche. Não existe nenhuma mentira, sim, Mireille é a Cinderela francesa, mas isso TODO MUNDO JÁ SABE PÔ! (SURTOS) Eu realmente acreditei que Emmanuel Bonini mostraria a Mireille que nem eu, nem você e nem sua família saiba que exista. Parece que o autor está a todo momento engrandecendo a imagem de "moça pura e virginal" de Mireille e por isso mesmo, os detalhes cabulosos de sua vida como a tentativa de suicídio e os boatos sobre sua sexualidade não ocupam mais que uma página no livro!! Se é pra escrever uma biografia de verdade, vamos fazer o favor de incluir todos os detalhes. De que adianta um capítulo intitulado "Cherchez l'homme" se no momento de falar deles, o autor só se ocupa de dizer que "é, pois é, todos achavam que Mireille tinha um caso com seu empresário, mas é uma mentirinha deslavada"? Não é, quer dizer, não para mim que acho que presto alguma atenção na maneira e nas palavras que M.M usa ao referir-se a ele. De qualquer forma, é louvável o número de informações preciosas sobre o funcionamento da máquina da canção francesa dos anos 60. As declarações de amigos da cantora tornam as passagens mais verossímeis. Porém, faltava a pitada de polêmica. Ninguém pode ter uma vida 100% ações corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só queria comprovar se a Mireille que retratam é aquela que tenho na minha mente. Talvez no dia que eu estiver frente a frente com a francesa, isso seja possível. Por enquanto, continua sendo a cinderela de Avignon. Se a biografia fosse mais polêmica, mais aprofundada seria uma chance de Mireille renascer das cinzas, da imagem que se perdera após a morte de seu empresário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-8363010044173438146?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/8363010044173438146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/la-veritable-mireille-mathieu.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8363010044173438146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8363010044173438146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/la-veritable-mireille-mathieu.html' title='La véritable Mireille Mathieu'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hDy3XgOCqe4/TXZ1pgoWbnI/AAAAAAAAAX0/vD8tjHkBnIg/s72-c/2983035489_1_3_xcH2Gcni.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3951013357531042483</id><published>2011-03-03T17:51:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T18:25:47.217-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>O desafio Mireille Mathieu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha prometido para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;moi-même&lt;/span&gt; que iria ler a biografia de Mireille Mathieu, em francês, depois que passasse no vestibular. Vocês acham que deu tempo? Claro que não. É difícil conciliar leituras pessoais com as da faculdade, se li um livro que queria de verdade foi muito. No entanto, as férias chegaram e o desejo de descobrir fatos além do que a Wikipedia e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yahoo! Questions&lt;/span&gt; poderiam fornecer, fui me aventurar no maravilhoso mundo de Cinderela da Mathieu. É engraçado como um livro tão banal pode nos levar a mil reflexões diferentes, no meu caso, todas sobre questões relacionadas a tradução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nunca contei que faço Letras, mas é o Bacharelado, que prioriza na tradução e versão. Na hora da matrícula, escolhemos uma língua estrangeira como ênfase e vocês podem imaginar a minha. Não que nunca haja a possibilidade de dar aula, ultimamente, tenho considerado a hipótese com bastante carinho. Contudo, se tivesse a chance de escolher uma única coisa para fazer durante o resto da minha breve existência seria traduzir. Geralmente, quando conto isso, as pessoas olham-me com uma expressão, a mesma que fariam se estivessem olhando pro Charles Manson. Infelizmente, a maioria delas crê na eficiência do Google Tradutor, por isso, os tradutores seriam inúteis para a sociedade. Perdi as esperanças nos tradutores on-line antes mesmo de entrar na faculdade. A crença na equivalência, na teoria de 1 para 1 (como maison=casa e vice-versa) faz com que o tradutor on-line dê uma única definição, ignorando qualquer possibilidade do significado não se encaixar ali. Aí que começa o trabalho enfadonho, surtante e deprimente do tradutor. Paulo Rónai, o fundador da ABRATES (Associação Brasileira de Tradutores) foi muito feliz quando disse que nenhuma outra profissão precisa reunir tantas qualidades como a de tradutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As poucas (mas fascinantes) experiências que tive com tradução foram engraçadas e deprimentes ao mesmo tempo. É como se tivéssemos uma espécie de poder na mãos, um super herói que trabalha com a bunda sentada na sua cadeira giratória. Se eu quisesse que a palavra "pelle" fosse pá num contexto onde não é, poderia fazer isso, afinal, o tradutor nunca erra. Pura mentira. Nunca vou me esquecer do dia que uma tradução minha foi chamada de "capenga". Aquilo marcou-me muito. Primeiramente, fiquei decepcionada, a tradução capenga tinha levado um dia inteiro para estar pronta. Depois, percebi que a pessoa criticou estava certa e queria que eu abrisse o olho, pois o que sempre deve estar com o tradutor é a desconfiança. Nunca, nunca crer na teoria de um para um. São coisas que as teorias sobre tradução ensinam (li um livro sensacional sobre o assunto nas férias) e às vezes, difíceis de cumprir. Agora,você me pergunta o que a provinciana Mireille Mathieu tem a ver com isso? Tudo, oras. Ler um livro em língua estrangeira é um desafio, ainda mais quando você não se sente segura para ler algo que não seja &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paris Match&lt;/span&gt; ou Camus. Decidi aceitar o desafio por dois motivos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O amor incondicional por M.M. Um dia, nos meus sonhos doidos, ainda vou agradecer por ela ter aparecido na minha vida e ter me feito amar francês, França, Paris, antepatia dos franceses etc. Palavras de Miterrand: Mireille, vous êtes le patrimonie de la France. Tá, chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Esse livro não foi traduzido para o português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao motivo dois, é muito óbvio a razão: Mireille não é um negócio lucrativo para o Brasil. Mal é conhecida no Brasil, o editor que resolver publicar a biografia, vai falir, com certeza. Todavia, ainda existem os fãs ardorosos que tem idéias de girico na mente. Alors, eu me propus ao desafio de traduzir a bagaça de 300 páginas depois que ler. Será um Deus nos acuda. Ou melhor, um Rónai nos acuda. A única coisa que é reconfortante é que uma alma abençoada traduziu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oui, je crois&lt;/span&gt; (autobiografia de Mathieu) para o inglês e até que não foi TÃO sofrido assim. Vou ir relatando o que vai se passar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte pra moi então.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3951013357531042483?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3951013357531042483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/o-desafio-mireille-mathieu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3951013357531042483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3951013357531042483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/03/o-desafio-mireille-mathieu.html' title='O desafio Mireille Mathieu'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1002284494487465808</id><published>2011-02-28T14:31:00.000-08:00</published><updated>2011-02-28T14:35:03.543-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>SHIT, SHIT, SHIT!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-TN2u5E-ktDk/TWwivS6D8pI/AAAAAAAAAXs/y6hfQWfKHE4/s1600/719558575_71d374fdbc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-TN2u5E-ktDk/TWwivS6D8pI/AAAAAAAAAXs/y6hfQWfKHE4/s320/719558575_71d374fdbc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578872234329764498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Colin Firth, Oscar 2011 de melhor ator por "O discurso do rei". MERECIDO, HEIN.&lt;br /&gt;PARA PARA PARABÉÉÉÉNS!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1002284494487465808?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1002284494487465808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/shit-shit-shit.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1002284494487465808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1002284494487465808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/shit-shit-shit.html' title='SHIT, SHIT, SHIT!'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TN2u5E-ktDk/TWwivS6D8pI/AAAAAAAAAXs/y6hfQWfKHE4/s72-c/719558575_71d374fdbc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3033940051119311571</id><published>2011-02-28T14:10:00.000-08:00</published><updated>2011-02-28T14:31:43.318-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Julie &amp; Julia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico eu pensando o que a Marta tinha na cabeça para dizer que não gostou da "sua" atuação (ela lembra a Meryl Streep fisicamente, principalmente pelo nariz) em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Julie &amp;amp; Julia&lt;/span&gt;. É claro que não se compara com&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Dúvida&lt;/span&gt;, por exemplo. No entanto, como eu já tinha dito antes (não sei se foi aqui ou não), ela merecia o Oscar só por estar com aquele cabelo TENEBROSO no filme. Alors, dessa vez eu não puxarei o saco da Meryl, afinal é difícil que ela participe de porcarias e todos sabem como eu a acho sensacional, ótima e uma das melhores atrizes dos nossos tempos. Bette Davis tinha razão quando dizia que somente Meryl estaria a altura para interpretar seus papéis. O que irei falar é os sentimentos que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Julie &amp;amp; Julia&lt;/span&gt; despertaram em mim, os que querem crítica que procurem o blog do Rubens Ewald Filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro que Julie &amp;amp; Julia renovou meus sonhos de aprender a cozinhar de verdade. Por enquanto, ainda estou no estágio de colocar alumínio no microondas, mas acho possível algum dia eu aprender a fazer pratos práticos e fáceis. Nas férias de inverno do ano passado, tentei fazer uma PIZZA caseira usando o fermento errado, diga-se de passagem. Foi uma lambança, mas até que senti orgulho de quando a massa ficou pronta. Hoje, eu me arrependo bastante de ter ido para a França e ter passado oito dias a base de bife e batata frita. Quer dizer, a parte de ter visto japoneses comendo ostras num restaurante, eu dispenso dos arrependimentos. A verdade é que a arte culinária é tão fascinante como qualquer outra, ainda mais quando se trata da Meryl Streep (é, eu estou negando tudo que disse no primeiro parágrafo) ensinando você a cozinhar. Nesta última viagem, nós aventuramos em lojas de artigos para cozinha chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sur la table&lt;/span&gt;. É uma rede muito famosa nos EUA, muito em parte por vender o que há de mais prático, fino e elegante na cozinha. Produtos importados da França, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo motivo foi em relação a blogs e afins. Não tenho o talento de Julia Child ou Julie Powell, mas quem sabe não é? Para cozinha posso não prestar e pro cinema muito menos, no entanto, o blog me faz feliz. Hoje, eu sei que não fico divagando sozinha e isso me deixa muito feliz (Poliana Feelings). Obrigada fulaninho de tal, que em 2006 largou-me, fazendo com que eu criasse o blog para fins de distração. Depois de mil endereços, acho que sosseguei nesse. Muita preguiça de mudar, vai que alguém esteja acostumado com o nome não é? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Julie &amp;amp; Julia&lt;/span&gt; é um filme aparentemente leve, a única coisa que nos causa turbulência é aquele sotaque insuportável da Meryl. Meryl, eu te amo, mas esse francês tá capenga!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3033940051119311571?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3033940051119311571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/julie-julia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3033940051119311571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3033940051119311571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/julie-julia.html' title='Julie &amp; Julia'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7524328280820321601</id><published>2011-02-24T17:42:00.000-08:00</published><updated>2011-02-24T18:18:07.050-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Ser brasileiro é andar no fio da navalha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava fazendo turismo com minha mãe no Pier de San Francisco, quando ao entrarmos numa loja de souvenirs para comprar um moletom para minha tia. Tudo muito tranquilo até a Marta nos alertar que o caixa falava português. Olha só, que legal. - eu pensei. Ele, o caixa, não parecia muito feliz com o fato de ser brasileiro, no entanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Infelizmente, eu não tenho orgulho de ser brasileiro.&lt;br /&gt;- Por que ?- minha mãe perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falou tantas bobagens num espaço tão curto de tempo, que sinceramente, sublimei da mente. Esse episódio me fez refletir sobre mil coisas, entre elas, como é difícil nos auto afirmarmos brasileiros num País estrangeiro, onde parece que tudo conspira contra esse favor. Depois desse episódio, eu não sei se ria ou batia minha cabeça na parede quando perguntavam se no Brasil se falava ESPANHOL. Ou se o Pelé era o TÉCNICO da seleção brasileira, se ele tinha se aposentado?!!!!! Ser brasileiro é andar no fio da navalha, pois além de sermos olhados com surpresa quando dizemos que não moramos no Rio, tem os portugueses no meio dessa parada. Tive que engolir um sapo tamanho família quando ouvi do marido de uma amiga da minha mãe que a funcionária portuguesa dele dizia que os brasileiros não falavam português direito. Ah, meu Deus. A faculdade da Letras passa quatro anos tentando desfazer a cacaca que é achar que devemos falar como Portugal, para uma mulher vir e terminar com a teoria em instantes. Como diria uma amiga: eu não sou obrigada, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre patriotismo no Brasil é uma piada. Quando existem livros como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O triste fim de Policarpo Quaresma&lt;/span&gt; é muito difícil colocar o assunto em prática. A culpa não é do Lima Barreto, nem de ninguém. Na realidade, fomos criados a mercê de outros países, esses sim, são o máximo. Nós cuspimos na própria terra que pisamos, imitando o gesto de Carlota Joaquina. Nosso cinema é uma porcaria, comparado com o europeu. O que mais chega perto de Catherine Deneuve é... Suzaninha Vieira? Esse calor infernal, queremos o inverno das florestas européias. E a música então... nada além de Chico Buarque é porcaria. Assim, a corrente foi sendo solidificada e se desfazer desse pensamento é quase impossível. Se você não achar que tudo, tudo, tudo menos o Brasil é melhor... Meu amigo, você está perdido. Não creio na idéia de um patriotismo exacerbado, que encubra os erros ou crie uma nova versão da verdade. Contudo, não acho digno que se cuspa na terra que nasceu, é tão fácil fazer isso. É mais fácil ainda ir embora do país como o caixa da loja fez.Brasil: ame-o ou deixe-o. Não ame demais, não odeie de menos. Ainda que tenhamos todos os problemas de um país de terceiro mundo, não consigo fugir da sensação de ao chegar no aeroporto da minha cidade com a sensação de pertencer a um lugar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7524328280820321601?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7524328280820321601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/ser-brasileiro-e-andar-no-fio-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7524328280820321601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7524328280820321601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/ser-brasileiro-e-andar-no-fio-da.html' title='Ser brasileiro é andar no fio da navalha'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-427089292616448309</id><published>2011-02-23T14:03:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T14:14:03.996-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Supercalifragilisticexpialidocious!</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/qkHV6THFoDs?rel=0" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu bem que queria ter visto, mas minha mãe e Marta votaram em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Cage Aux Folles&lt;/span&gt;, alors.. deixa de ser criança, Jessica, teu momento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mary Poppins&lt;/span&gt; já passou (ERRR NÃO).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-427089292616448309?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/427089292616448309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/supercalifragilisticexpialidocious.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/427089292616448309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/427089292616448309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/supercalifragilisticexpialidocious.html' title='Supercalifragilisticexpialidocious!'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/qkHV6THFoDs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7317774800193551717</id><published>2011-02-21T12:01:00.001-08:00</published><updated>2011-02-21T12:05:26.223-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Vamô, vamô, Deneuve!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-lHhZYQy_VbQ/TWLFeCu3OYI/AAAAAAAAAXk/Q3lCnvIa2U0/s1600/michel-comte-women-catherine-deneuve.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lHhZYQy_VbQ/TWLFeCu3OYI/AAAAAAAAAXk/Q3lCnvIa2U0/s320/michel-comte-women-catherine-deneuve.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576236408558270850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se não tem Meryl Streep indicada ao Oscar, o jeito é torcer para Catherine Deneuve vencer o Cesar de melhor atriz por "Potiche".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7317774800193551717?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7317774800193551717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/vamo-vamo-deneuve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7317774800193551717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7317774800193551717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/vamo-vamo-deneuve.html' title='Vamô, vamô, Deneuve!'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lHhZYQy_VbQ/TWLFeCu3OYI/AAAAAAAAAXk/Q3lCnvIa2U0/s72-c/michel-comte-women-catherine-deneuve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3197798728012715450</id><published>2011-02-20T23:19:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T23:51:29.363-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Para a mulher das sardas no rosto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chovia muito em San Francisco. Já estava encharcada e vestia uma capa amarela cor-de-quindim que havia comprado para mim numa lojinha de souvenirs. O vidro do carro já ficava abafado, de vez em quando era preciso limpá-lo e foi assim que estraguei as luvas miseráveis de cinco dólares que comprei em NY. Meu ódio beirava a linha da sanidade e eu rezava para aquele momento passar, o sentimento simplesmente jorrar de dentro de mim como a chuva que molhou meus pés. Logo eu, eu que tivera tanta certeza do que gostava ou não, agora questionava meus sentimentos sobre aquela senhora sentada no banco da frente. Primeiro, a alegria me invadiu. Tinhamos tantas coisas em comum. Comecei até a acreditar naqueles horóscopos idiotas, em sabás e tudo que pudesse explicar as coincidências de personalidade. Até a chegada do cara perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara perfeito, o nome já diz boa parte do que não sou. Preciso da incerteza pra seguir em frente, atirar-se do abismo nunca foi minha praia. O cara perfeito estava sentado do lado dela, da mulher loira de sardas no rosto. Com o cara perfeito por perto, eu me sentia mais idiota do que antes. Por isso, apertava minhas mãos, para manter um controle a muito perdido, como se isso fosse remediar a situação absurda que se apresentava aos meus olhos. O carro descia as ruas em forma de lombada de San Francisco. O coração saía do lugar e voltava, de vez em quando, batendo mais forte, quando ela olhava para trás e perguntar se estava tudo bem. De repente, o choque. O som da chuva cessou e uma melodia, que se misturou ao som do ar-condicionado, entrou nos meus ouvidos, atravessando o tímpano numa velocidade absurda. Era o Elton John que cantava, caceta. Caramba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o suficiente pra que meu coração, agora sim, fizesse um tour por todo meu corpo. Virei o rosto para a janela rapidamente para disfarçar o suor que se anunciava em minha testa. O carro parou e o cara perfeito saiu. Ficamos só eu e a mulher das sardas ali dentro. Continuei olhando para fora, o medo de ser descoberto dominando-me aos poucos. Não, eu não olharia, não iria colocar as mãos para o alto e me entregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De que tipo de música você gosta? - ela, educamente, perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que porcaria. Mulher, não posso me aproximar de você, é difícil entender?Toda vez que chego o suficiente perto, sinto que minhas mãos perdem o controle e querem desesperadamente agarrar tua cintura. Mulher das sardas, pare de ser educada, por favor. Ah, mas ela não é adorável? Tentando puxar assunto com um cara sem assunto como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, de tudo um pouco. Costumo dizer que é música antiga, porque inclui todos os artistas que gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deu uma resposta e sorriu. Deus, faça-a parar de sorrir. Quando a mulher das sardas sorri, quero morrer. Vontades ambíguas passam pela minha cabeça como levá-la a um dentista para consertar os dentes ou dizer o quanto eles são charmosos. Ela aumentou o volume e pude ouvir a voz do Elton ecoar pelas paredes. Eis então que o cara perfeito volta, engata a marcha e segue a viagem. Viro o rosto para o vidro e choro feito um bebê. A mulher das sardas olha para trás e fica me observando, percebo bem. Ela vê que choro e não diz nada. Deixemos que o Elton explique melhor. Tenho 53 anos e vivo por esses momentos de redenção com a mulher ruiva, que acontecem, geralmente, uma vez por ano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3197798728012715450?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3197798728012715450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/para-mulher-das-sardas-no-rosto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3197798728012715450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3197798728012715450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/para-mulher-das-sardas-no-rosto.html' title='Para a mulher das sardas no rosto'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-9160037345636909692</id><published>2011-02-13T00:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T00:12:31.986-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Your song</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Urbn8B_9HcA/TVeRiDBWJwI/AAAAAAAAAXc/xD5FD-bXHLs/s1600/Realtvfilms-OskarEustisTheaterOfWarMovieMerylStreepKevinKline823.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Urbn8B_9HcA/TVeRiDBWJwI/AAAAAAAAAXc/xD5FD-bXHLs/s320/Realtvfilms-OskarEustisTheaterOfWarMovieMerylStreepKevinKline823.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573083078006810370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;                                                               I hope you don't mind&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;                                           I hope you don't mind that I put down in words&lt;/div&gt;&lt;div style="height: 32px; text-align: center;"&gt;How wonderful life is while you're in the world&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-9160037345636909692?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/9160037345636909692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/your-song.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/9160037345636909692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/9160037345636909692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/your-song.html' title='Your song'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Urbn8B_9HcA/TVeRiDBWJwI/AAAAAAAAAXc/xD5FD-bXHLs/s72-c/Realtvfilms-OskarEustisTheaterOfWarMovieMerylStreepKevinKline823.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1590281681116775170</id><published>2011-02-11T18:45:00.000-08:00</published><updated>2011-02-11T18:53:03.967-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>The Old Maid</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-tvWZdqluO78/TVX199xfhEI/AAAAAAAAAXU/PGzCQFl_PE0/s1600/10724573_gal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 305px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-tvWZdqluO78/TVX199xfhEI/AAAAAAAAAXU/PGzCQFl_PE0/s320/10724573_gal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572630558843831362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser fã é uma profissão muito da ingrata. Ainda mais quando seu ídolo já morreu e você nem ao menos pode dizer: nossa, seus filmes mudaram minha vida. No caso de Bette Davis, mesmo se ela estivesse viva, seria impossível dizer isso sem que a madame do cinema revirasse o rosto e dissesse: oh, crap.Que mamãe Deneuve não fique magoada com este post, pois ela continua sendo a minha dama francesa do cinema. No entanto, Bette possui o título acima, pois quando Mamãe Deneuve apareceu, Bette já tinha mil oscars, mil brigas com a Warner e mil amores. No verão passado, entrei numa livraria e achei a biografia de Bette, escrita por Charlotte Chandler, a venda. Ao lado dela, estava a de Joan Crawford. Na época, lembro de ter sido um dilema escolher uma delas. Hoje, eu escolheria a Bette sem pestanejar. Quando comprei o primeiro box, eu não fazia idéia da atriz sensacional que Miss Davis era. É diferente ver Bette como Margo e outros papéis. Parece que o talento de Bette gira entre Baby Jane e Margo Channing e isso me aborrece um pouco. Não é culpa de ninguém, pois a Warner não comercializa os filmes do começo de carreira de Bette. Os sites de download, mesmo os melhores, nem sempre dão conta desse garimpamento. Ou seja, nego que fã de cinema antigo SOFRE. E COMO.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao adquirir o segundo box dessa atriz sensacional, eu tive que praticamente, mudar meu fuso horário e atravessar o Brasil. Valeu a pena ê ê (Pescador de Ilusões feelings). Primeiro, porque não é sempre que a gente pode sentir o que leu nos livros. Antes de Joan Crawford, havia uma outra mulher, a rival, a real bitch: Miriam Hopkins. Bette sempre dissera que esta moça tentava roubar os closes para si, atrapalhando a atriz com quem contracenava para consegui-lo. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Old Maid&lt;/span&gt;, isso fica mais perceptível que Jezebel, pois Hopkins aqui é a coadjuvante de Bette.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Old Maid&lt;/span&gt; recria um pouco do clima de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o vento levou&lt;/span&gt;, talvez até com um enfoque similiar, o de mostrar o poder da classe social nos EUA sulista e nortista dos anos 1800 e lá vai cacetada. Na primeira cena, temos Delia (Hopkins) arrumando-se para seu casamento. A tradição manda a noiva usar algo novo e velho, para dar sorte. Tudo parece correr as mil maravilhas até a chegada de uma carta para Delia: seu antigo amor, Clem Spender (George Brent) está na cidade e quer falar com a mesma. George Brent foi o par de muitos filmes célebres de Bette como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dark Victory&lt;/span&gt;, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz. Fora dos holofotes, os dois tiveram um tórrido romance, que é descrito por Charlotte Chandler no livro "Bette Davis: a personal biography". Infelizmente, aqui eles não fazem par romântico, mas Charlotte (Davis) fica apaixonado pelo ex pretendente de Delia. Mas não se engane, pois &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Old Maid&lt;/span&gt; vai muito além da rusga de estar apaixonada pelo mesmo homem. A dupla Míriam-Bette consegue transpassar tanto ódio e ressentimento que é difícil sair do filme sem odiar uma e amar a outra. No entanto, a atuação de Miss Davis está impecável como sempre, principalmente na terceira parte do filme, o que seria o final da vida de Charlotte. Prefiro não contar muito mais sobre o filme, eu deixo na mão dos poucos que leem esse blog darem a nota. Eu só vou criticar uma coisa: o título brazuca que deram, "Eu soube te amar". Como assim&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Old Maid&lt;/span&gt; NÃO deveria ser trocado, pois depois que a gente vê o filme, entende a escolha... fora que a palavra old maid sai da boca dos personagens a cada cinco minutos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim como Olívia de Havilland, eu entro no coro: Bette Davis era um vulcão benevolente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1590281681116775170?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1590281681116775170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/old-maid.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1590281681116775170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1590281681116775170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/old-maid.html' title='The Old Maid'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tvWZdqluO78/TVX199xfhEI/AAAAAAAAAXU/PGzCQFl_PE0/s72-c/10724573_gal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-2400223144468081494</id><published>2011-02-10T09:38:00.000-08:00</published><updated>2011-02-10T09:42:42.076-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Good girl. Bad girl. Great actress.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VRqK80Ge1w0/TVQiwnxFt7I/AAAAAAAAAXM/_x6TNUX7cXs/s1600/P2020143.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572116857668089778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-VRqK80Ge1w0/TVQiwnxFt7I/AAAAAAAAAXM/_x6TNUX7cXs/s320/P2020143.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; Decretada a falência de Jessica Bandeira após a mesma adquirir o box de Bette Davis. AI, MEU JESUS CRISTINHO. Ela já assistiu &lt;em&gt;The Old Maid&lt;/em&gt; e por enquanto o único comentário é: Míriam Hopkins, she's a real, real bitch.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-2400223144468081494?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/2400223144468081494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/good-girl-bad-girl-great-actress.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2400223144468081494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2400223144468081494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/good-girl-bad-girl-great-actress.html' title='Good girl. Bad girl. Great actress.'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VRqK80Ge1w0/TVQiwnxFt7I/AAAAAAAAAXM/_x6TNUX7cXs/s72-c/P2020143.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-4962837148273678937</id><published>2011-02-08T09:42:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T09:43:58.981-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Oui, svp</title><content type='html'>Jessica está experimentando uma calça numa loja americana, quando a funcionária pergunta se ela quer outro tamanho. Jessica diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OUI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa confusão de idiomas vai me deixar doida, certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NY's stories.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-4962837148273678937?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/4962837148273678937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/oui-svp.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4962837148273678937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4962837148273678937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/oui-svp.html' title='Oui, svp'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3086724178175039178</id><published>2011-02-08T09:32:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T09:44:27.591-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Para os amantes do ABBA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TVGAMfplrOI/AAAAAAAAAXE/lCEXD_OfdlY/s1600/mamma%2Bmia%2521.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571375166176734434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TVGAMfplrOI/AAAAAAAAAXE/lCEXD_OfdlY/s320/mamma%2Bmia%2521.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Tanya versão espetáculo da Broadway. HMMM N&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3086724178175039178?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3086724178175039178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/para-os-amantes-do-abba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3086724178175039178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3086724178175039178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/para-os-amantes-do-abba.html' title='Para os amantes do ABBA'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TVGAMfplrOI/AAAAAAAAAXE/lCEXD_OfdlY/s72-c/mamma%2Bmia%2521.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1109905390330681153</id><published>2011-02-07T15:25:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T15:33:00.947-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Little Elmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na entrada do teatro onde a peça &lt;em&gt;La cage aux folles&lt;/em&gt; está sendo exibida, havia um travesti de dois metros de altura para mais. Pedimos para tirar foto com ele, eis que ele me chama de:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;LITTLE ELMO.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por causa da minha touca vermelha de pelúcia. Marcelo, perdeu o posto. Eu perdi a dignidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa é uma das mini histórias de N.Y.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1109905390330681153?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1109905390330681153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/little-elmo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1109905390330681153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1109905390330681153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/little-elmo.html' title='Little Elmo'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-2557877227229296448</id><published>2011-02-01T13:26:00.000-08:00</published><updated>2011-02-01T13:38:17.778-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>O légion d'honneur de Mireille Mathieu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TUh9QGlO6MI/AAAAAAAAAWw/AGbYt8nW6cY/s1600/2972239135_1_5_tiGJDEBY.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 313px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TUh9QGlO6MI/AAAAAAAAAWw/AGbYt8nW6cY/s320/2972239135_1_5_tiGJDEBY.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568838654841776322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de alguns dias sem postar, volto para escrever em poucas linhas a  minha revolta em relação a Mireille Mathieu. É um desafio escrever com  as unhas cheias de esmalte Panvel, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;on y va&lt;/span&gt;. No dia 26 de janeiro  deste ano, a Mademoiselle d'Avignon recebeu o&lt;span style="font-style: italic;"&gt; légion d'honneur&lt;/span&gt;, uma das maiores honrarias francesas, também já recebido por Isabelle Adjani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me motivou a escrever um post sobre o assunto foi a opinião radical de que Mireille não deveria ter recebido o prêmio. Um dos piores defeitos dos fãs de Mireille (existe muita influ}encia da própria neste caso) é achar que com seus 60 e lá vai cassetada, a cinderela de Avignon ainda é o que foi há 30 anos atrás. O légion, antes de ser um agradecimento do povo francês, é um prêmio de consolo, o troféu abacaxi europeu. Não podemos nos esquecer que fora muito fácil cuspir em Mireille, fazer camisetas ofensivas que diziam "French, do it better" com sua foto e mandá-la quase de malas e cuia para países como Alemanha e Rússia que estendem o tapete vermelho por onde ela passa. Além de ser um prêmio de consolação, a "honra" fora entregue pelas mãos de Sarkozy. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=C0_SLbzbNE0&amp;amp;feature=related"&gt;Será que Mireille esqueceu de sua falta de respeito cabal quando cantou a marselhesa e este rira de sua desafinação? &lt;/a&gt;Até o Mitterand tinha mais respeito, ora bolas! Infelizmente, isso nem é culpa da coitada da Mireille. Ela nem deve ter visto Sarkozy rir quando cantava o hino. No entanto, eu vi. E é por essas e outras que eu repudio esse prêmio vindo das mãos sujas desse mal-educado e xenófobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinado: Fã revoltadinha de Mireille Mathieu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:16px;"&gt;&lt;span style="color: rgb(8, 9, 14);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-2557877227229296448?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/2557877227229296448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/o-legion-dhonneur-de-mireille-mathieu.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2557877227229296448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2557877227229296448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/02/o-legion-dhonneur-de-mireille-mathieu.html' title='O légion d&apos;honneur de Mireille Mathieu'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TUh9QGlO6MI/AAAAAAAAAWw/AGbYt8nW6cY/s72-c/2972239135_1_5_tiGJDEBY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5967344114166735671</id><published>2011-01-24T17:05:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T17:52:00.998-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Meia noite e um e seus velhos rancores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tocou aquela velha música do Ennio Morricone no ano novo. Brenda estava com a taça de champanhe nas mãos e olhava para o relógio. Os velhos rancores voltariam quando os ponteiros marcassem 00:01. A dor de cabeça vai me matar. - pensou. beça e as feridas de casca escura seriam seu declínio. No outro lado da sala, Tia Violeta tricotava de cabeça baixa. Foram-se os tempos que essa senhora se pendurava na sacada e gritava em cinco idiomas, quase sempre bêbeda, um FELIZ ANO NOVO a plenos pulmões. Ela nunca se casou, mas ajudou a disseminar o ódio pelo único homem da casa, o "falecido"Félix. Diz-se falecido pois foi como se estivesse morto. A mais de 20 anos, ninguém sabia do Félix, aquele homem de maus hábitos, que andava com camisas xadrez e pagava pipocas para a filha no parque da cidade. O falecido era o pai de Brenda. Amapola, a irmã de Tia Violeta, estava lá fora no momento que os relógios se preparavam para marcar 00:01. Os olhos já estavam cheios d'água antes da meia-noite. Esta era a ex-esposa do falecido, a mártir, a pobre Amapola, com os olhos indo tão cansados de chamar a atenção de Brenda. Polinha, como era chamada na família, tinha a fama de turrona. Todos sabiam que ela ajudara na deformação do falecido, mentindo loucamente para o juiz para convencê-lo de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquele&lt;/span&gt; homem era um degenerado, incapaz de criar uma garota. No entanto, Amapola não conseguia convencer a si mesma. Era verdade, ainda amava o Félix. Ele não acreditava no Holocausto, em Jesus e nos judeus. Acreditava no seu pai, um cabra metido a macho que escravizou sua mãe, outra coitada que nem deve ter seu nome mencionado. A última pessoa na casa era a matriarca Maria Fernanda. Lavava a louça, com a calma de quem viu no modo de esfregar os pratos uma forma da vida passar mais devagar. Para ela, a virada de ano era mais uma constatação de que era impossível parar o tempo, como se ele estivesse correndo cada vez mais rápido. Ela já não acompanhava mais esse ritmo, não mais. Queria mandar a vida dar um basta bem bonito e congelar Tia Violeta, Brenda e Amapola. Que elas ficassem da mesma maneira de antes, submissas, com medo de Maria Fernanda. Contudo, essas perigosas decidiram desafiá-la. De repente, Maria Fernanda vê que sua família se deteriora como as de suas amigas. Ela tem que deter isso. Não sabe como. Os ponteiros do relógio marcam 00:01 e tocou aquela velha música do Ennio Morricone na cabeça de Brenda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5967344114166735671?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5967344114166735671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/meia-noite-e-um-e-seus-velhos-rancores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5967344114166735671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5967344114166735671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/meia-noite-e-um-e-seus-velhos-rancores.html' title='Meia noite e um e seus velhos rancores'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5054432834823264041</id><published>2011-01-19T19:27:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T19:50:15.217-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Um beijo, sua grande idiota</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entraram no jogo munida de sabres, facas, tudo que pudesse ser usado como armas. Ela se sentou no café, acendeu um cigarro e fez de conta que tragava. Na verdade, apenas colocava a fumaça para fora, imitando suas amadas Bette Davis, Joan Crawford. Pelo menos nisso. No resto, ela destoava dessas chaminés andantes, era fraca e sentia que a voz sumiria, agora, de uma vez por todas. Quero um café. - disse. O café veio, esfriou na xícara, mas mesmo assim quando ela sorveu o primeiro gole, sentiu o quente descer pela garganta. Conhecia bem aquela sensação, essa engraçada mulher que já não era mais uma garota e nem uma senhora. Estava no limiar da sua vida, sentindo os pés não suportarem mais o peso do corpo na corda bamba chamada existência. O nome dela era Sílvia e agora olha incessantemente para a esquina da rua. Espera alguém, com certeza. Ele coloca os pés na rua. Ela o reconhece. Era ele, como não reconhecer. O rosto de um fracassado, a gente nunca esquece. Veio caminhando a passos lentos, era engraçado, pois sendo mais novo que ela, a tendência era andar mais rápido. Sentou-se na mesa, numa cadeira em frente a de Sílvia. Não tinha coragem de sentar ao lado dela. Disse oi tudo bem, como vai você etc e tal. Ela engoliu a saliva com dificuldade e conseguiu murmurar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem. E contigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ela fazia ao lado daquele fracassado depois de tantos anos? A verdade era que o fracassado lhe rodeava as lembranças, entrava dentro de sua mente sem pedir licença. Ali ficava. Ali ficou durante os dois primeiros anos. Depois, saiu pela porta dos fundos para habitar o lugar das memórias que não podem ser tocadas. Ela sabia que ele continuaria com o desejo de ser um fracassado, que conheceria mulheres do mesmo gênero... Ele provocava uma sensação de fracasso nela, como se ela fosse mais um fato na coleção de derrotas. Começaram a conversar. Os sabres rolavam pela mesa, mas nunca acertando o alvo. Acertavam nos lugares errôneos. Sílvia sentia que levara um soco no estômago ao vê-lo novamente. Porcaria, ele havia tocado no seu ponto sensível: o coração. A mulher que não era menina e nem senhora sentiu que haviam lhe rasgado as memórias, transformando-as em lixo tóxico. Acabou-se tudo. Sobraram os rancores, que escondidos entre os cafés pediam licença para se multiplicar no sangue. Ele saiu vitorioso, com o vento brincando com seus cabelos. Adeus, idiota. Um beijo, sua grande idiota. Até que um carro monstruoso lhe atropelou em plena avenida. Ás 18 horas em ponto, ela morria de morte matada e ele de morte morrida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5054432834823264041?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5054432834823264041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/um-beijo-sua-grande-idiota.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5054432834823264041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5054432834823264041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/um-beijo-sua-grande-idiota.html' title='Um beijo, sua grande idiota'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-4606345454386102825</id><published>2011-01-18T18:04:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T18:13:03.348-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Heresia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTZISVvmVWI/AAAAAAAAAWo/PQZE0e2-Z08/s1600/bette_davis_intro.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 260px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTZISVvmVWI/AAAAAAAAAWo/PQZE0e2-Z08/s320/bette_davis_intro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563713869574460770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"I'd have given anything to look like Katie Hepburn. Oh, I adore her face! It's &lt;span style="font-style: italic;"&gt;so&lt;/span&gt; interesting! Mine is just kind of round. I always &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hated&lt;/span&gt; my face"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;From&lt;span style="font-style: italic;"&gt; The girl who walked home alone, Bette Davis: a personal biography&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-4606345454386102825?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/4606345454386102825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/heresia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4606345454386102825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4606345454386102825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/heresia.html' title='Heresia'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTZISVvmVWI/AAAAAAAAAWo/PQZE0e2-Z08/s72-c/bette_davis_intro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-6600475437563483658</id><published>2011-01-16T18:20:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T20:05:58.653-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O diamante cor-de-rosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTO_lnk2AaI/AAAAAAAAAWg/20alpWLfNjY/s1600/46803-rockbrasil-3-original.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTO_lnk2AaI/AAAAAAAAAWg/20alpWLfNjY/s320/46803-rockbrasil-3-original.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563000617732276642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Difícil falar de Jovem Guarda sem rememorar o ano de 2005 e os meus 13 anos. Temos o costume de achar que antigamente éramos mais felizes, quando na realidade, as lembranças que ficam em nossa mente são aquelas que convém. Por exemplo, lembro muito pouco da minha revolta pré adolescente. Ela só vem a tona quando releio meus cadernos umas histórias sobre suicídio recheadas de trechos de Chico Buarque, outras sobre as aventuras de Marino &amp;amp; Marcos, os detetives americanos que tinham uma novela radiofônica feita por mim (tenho as fitas até hoje). O que sempre povoa minha mente é aquela alucinação pela Jovem Guarda, as risadas dos meus colegas, que incrédulos achavam impossível aquele gosto musical numa época em que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rouge&lt;/span&gt; era o supra-sumo do pop brasileiro. Eu era REALMENTE muito feliz nesse aspecto. Até hoje, não posso deixar de me emocionar ao falar disso, pois foi com a Jovem Guarda que partilhei meus sonhos, meus amores e suas desilusões. Lembro de me trancar no banheiro, o único lugar da casa onde eu podia dançar sem ser vista, para ouvir aquelas músicas, cantá-las até minha avó mandar baixar o som. Este parágrafo altamente pessoal e saudoso serve para introduzir minha pseudo-crítica sobre um dos filmes do Rei Roberto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O diamante cor-de-rosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais teria descoberto a Jovem Guarda a fundo se não fosse a ajuda da minha avó. No dia que ganhei minha primeira revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Intervalo&lt;/span&gt;, que fora dela, eu pirei. Uma ansiedade dominava-me, não sabia se teria uma reportagem sobre a Sylvinha (nessa época com I) ou o Eduardo, que eu adorava dizer que odiava por implicância. Infelizmente, não achei nada desse tipo. O que encontrei foi uma reportagem sobre a Martinha (que levou um fim que nem eu mesma sei, que ódio!) e outra sobre o novo filme do Trio Ternura, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O diamante cor-de-rosa&lt;/span&gt;. Li e não fez muito sentido na época, embora tenha ficado com muita vontade de ver. Cinco anos mais tarde, percebo que se tivesse visto o filme com 13 ou 19 anos, a euforia seria a mesma. Estamos falando de uma super produção para os idos anos de 1968, época que o recurso de sumir da tela era usado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jeannie é um gênio&lt;/span&gt; e olhe lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O diamante cor-de-rosa&lt;/span&gt; não é um filme inteligente no que diz respeito ao enredo. Nesse quesito, ele é fácil, segue a linha dos filmes dos Beatles. No entanto, a jogada de colocar Erasmo Carlos, Wanderléa e Roberto juntos na tela, valendo-se do apelo comercial que os mesmos possuíam, isso sim foi inteligente. Os filmes anteriores de Roberto parecem-me melhores, em especial, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roberto Carlos em ritmo de aventura&lt;/span&gt;, que possui um tom de filme francês, seja porque é um filme dentro de um filme ou o diálogo dos personagens com a câmera. Contudo, O diamante cor-de-rosa possui seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os créditos iniciais ao som de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As curvas da estrada de Santos &lt;/span&gt;foram uma escolha muito acertada. Esta canção inaugura a fase mais "pesada" do Rei além de ter toda uma metáfora por trás dela, como se ela quisesse mostrar que o Roberto desse filme era muito diferente, muito mais maduro que os de seus dois filmes anteriores. O enredo, como já tinha dito, é bem simples: o trio se mete em muitas confusões após Wanderléa comprar uma estatueta antiga. É claro que o vilão da história seria José Lewgoy, presença confirmada desde Roberto Carlos em ritmo de aventura. Até o nome do personagem é o mesmo do filme anterior de Roberto: Pierre. A direção ficou a cargo, novamente, do tio do ator Reginaldo Farias (que participa do ritmo de aventura) : Roberto Farias. Lewgoy era pau para toda obra MESMO, pois este senhor aparece vestido de samurai em um momento do filme e após uma luta com o gênio (mais para Mestre Fumanchu), ressuscita! O retrato da dupla Erasmo-Roberto também se baseou no apelo publicitário que a imagem de ambos possuía na época. Enquanto o primeiro é retratado como boêmio (vide a cena que ele está lendo uma playboy na banheira), o segundo é o bom moço, inteligente e com as idéias mais sensatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas são um espetáculo a parte. Destaco a cena linda que é Wanderléa em Israel cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você vai ser meu escândalo&lt;/span&gt;, música composta por Roberto sobre seu relacionamento secreto com Nice. Outra que gostei muito foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou ficar nu pra chamar sua atenção&lt;/span&gt;, de Erasmo Carlos. Apesar de ter um apelo um pouco sexual, pois o homem vai se despindo ao longo do clipe, existe uma mulher muito bonita e a paisagem de Israel para nos consolar. E claro, a letra que é maravilhosa também. Das canções do Roberto, não poderiamos deixar de citar Não vou ficar. Difícil não pirar nessa canção se você conhece a carreira do Roberto desde o começo turbulento com a bossa nova. Não vou ficar possui uma levada funk e um solo de baixo SENSACIONAL. Além disso, é uma das canções que inaugura a fase mais cult do cantor, o último adeus a época inocente da Jovem Guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O diamante cor-de-rosa&lt;/span&gt; de maneira alguma pode ser considerado um filme bom. Atualmente, ele jamais poderia ser bom: os efeitos especiais deixam a desejar, os diálogos são trash's, entre outros. No entanto, julgando o filme sob o panorama histórico de 1968, sim, O diamante cor-de-rosa é maravilhoso! Trata-se do último adeus a Jovem Guarda além de dar uma clara noção das causas do legado de Roberto persistir até hoje. Quem foi rei uma vez, jamais perde a majestade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-6600475437563483658?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/6600475437563483658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/o-diamante-cor-de-rosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6600475437563483658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6600475437563483658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/o-diamante-cor-de-rosa.html' title='O diamante cor-de-rosa'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTO_lnk2AaI/AAAAAAAAAWg/20alpWLfNjY/s72-c/46803-rockbrasil-3-original.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3865671572402575218</id><published>2011-01-14T17:55:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T18:23:10.371-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A dama das camélias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTEE79uScxI/AAAAAAAAAWY/K1JLrBjTI6I/s1600/tumblr_lde23dkUZQ1qclbsvo1_500.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTEE79uScxI/AAAAAAAAAWY/K1JLrBjTI6I/s320/tumblr_lde23dkUZQ1qclbsvo1_500.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562232443006776082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois daquele post mal escrito sobre o box da Greta, achei que assistir o resto de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A dama das camélias&lt;/span&gt; seria bom para que eu dar um parecer mais bem construído sobre o box, a escolha dos filmes e afins. Péssima idéia. Ultimamente, qualquer história de amor bem contada tem me emocionado. Não cheguei a escrever sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;José &amp;amp; Pilar&lt;/span&gt; aqui pois quis guardar todos meus sentimentos para mim. Quase que isso acontece com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Dama das Camélias&lt;/span&gt; também. Contudo, foi uma surpresa maravilhosa assistir a este filme da Greta de 1936.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, não costumo gostar das adaptações americanas de romances estrangeiros, para mim, parece mal retratado e de mau gosto. Trata-se de um trauma que me acompanha desde os filmes de Carmen Miranda, aquela imagem péssima (será verdadeira?) do Brasil. Contudo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Dama das Camélias&lt;/span&gt; surpreendeu-me pelo retrato fiel da sociedade parisiense do mal do século. Apesar de não deixar explícito, existe uma cena que retrata bem as famosas festas de Paris, sempre acompanhadas de orgias. Aliás, o filme não deixa claro que Marguerite (Greta) é/fora uma prostituta. Ela apenas comenta sobre a vida que levava, de muita boêmias e homens também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Greta Garbo, bom, ela é uma faísca, isso todos sabem. Ou queima sozinha ou em companhia. Neste caso, ela explode ao lado de Robert Taylor, seu par romântico, o "pobretão" Armand Duval. O problema dos pares românticos de Greta parece ser que nenhum homem consegue ficar a altura desta mulher. Robert Taylor parece ser o par ideal dessa senhora. A química entre eles ultrapassa a tela. Isso se deve muito pelo fato de Greta estar tão convincente como Marguerite, tão poderosa, que Robert Taylor precisa lutar para ficar a sua altura. Ele consegue, no entanto, no momento, ela o subjuga. O primeiro encontro deles poderia ser resumido num trecho de Chico Buarque: e&lt;span style="font-style: italic;"&gt;u não sei se agora ela está fora de si com seu estilo de uma grande dama. &lt;/span&gt;Realmente, Greta É Marguerite Gautier. O filme inteiro temos a mesma impressão de Armand: não conhecer Marguerite, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e quando ela jura, Meu Deus, ela jura que tem coração... &lt;/span&gt;ninguém o sabe se ela tem mesmo. Acho que Armand Duval deve ter se perguntado se não era um personagem êfemero da sua trama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cena que me chamou muito a atenção foi o rompimento entre os dois, o choque de realidade. Algo bem José de Alencar em Lucíola, num tom mil vezes mais dramático. Mas sem cair na pieguice, no nhé nhé nhé. O triunfo do filme é não cair naquele melodrama. Temos um drama fino, é como ouvir Piaf e tomar champanhe numa cobertura ao invés de Chitãozinho &amp;amp; Xororó com cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Greta Garbo e sua Marguerite Gautier: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu não sei se ela sabe o que fez quando fez o meu peito cantar outra vez...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3865671572402575218?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3865671572402575218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/dama-das-camelias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3865671572402575218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3865671572402575218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/dama-das-camelias.html' title='A dama das camélias'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTEE79uScxI/AAAAAAAAAWY/K1JLrBjTI6I/s72-c/tumblr_lde23dkUZQ1qclbsvo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1920952365126895053</id><published>2011-01-14T13:09:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T13:10:04.255-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Pensamento do dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTC7o9UlBAI/AAAAAAAAAWQ/iW21hBKzzdo/s1600/Catherine_Studio138_Oct1998_22.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 247px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTC7o9UlBAI/AAAAAAAAAWQ/iW21hBKzzdo/s320/Catherine_Studio138_Oct1998_22.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562151852132598786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1920952365126895053?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1920952365126895053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/pensamento-do-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1920952365126895053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1920952365126895053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/pensamento-do-dia.html' title='Pensamento do dia'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTC7o9UlBAI/AAAAAAAAAWQ/iW21hBKzzdo/s72-c/Catherine_Studio138_Oct1998_22.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5467799237598788183</id><published>2011-01-14T12:22:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T13:08:12.096-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>I want to be alone: sobre o box de Greta Garbo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTC6mZELREI/AAAAAAAAAWI/0S2kktGOepo/s1600/greta_garbo_face_and_hands.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 259px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTC6mZELREI/AAAAAAAAAWI/0S2kktGOepo/s320/greta_garbo_face_and_hands.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562150708528759874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou confessar que ando com muita preguiça de postar aqui. Tenho mil coisas a fazer e parece que elas não terminam nunca. Esse calor maroto deixa-me lerda e não é a toa que no dia seguinte, já não lembro o que li anteriormente. Apesar de ser estar muito caduca, sobrou-me um pouco de disposição para vir aqui falar sobre a realização de um sonho de consumo de mais de três anos: o box da diva do carão Greta Garbo. Desde que eu descobri o cinema clássico através de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crepúsculo dos Deuses&lt;/span&gt;, sofro da piração de entrar nas livrarias e chorar na parte dos filmes clássicos, seja pelo preço ou emoção. O box da Greta não sofria com a inflação, continuava o mesmo preço... eu que não me dignava a comprar. Eis que no natal do ano passado, decido: vou comprar, mereço esse presente depois de oito cadeiras na Mãe UFRGS. É claro que escolhi a semana do natal, para enlouquecer muito, irritar-me bastante, como se isso já não acontecesse fora do ar condicionado da Livraria Saraiva. Chego lá com minha dinda e saio correndo atrás do bendito box. No caminho, cruzo com minhas próximas (daqui a 10 anos) aquisições: a filmografia completa de Hitchcock e Woody Allen. O box foi parar numa prateleira que eu não conseguia alcançar, custava muito ter ficado no lugar de outrora mesmo. Peguei aquela preciosidade nas mãos e aí sim, respirei aliviada. Fomos para a fila pagar. Atrás de nós, uma família estilo Família Trapo. A filha com o livro da série &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melancia-não-sei-o-que na mão&lt;/span&gt;. Lembro de ter feito uma crítica em alto e bom som sobre essa série e seu papaizinho lhe defendeu dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo menos, ela gosta de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí? Vá ler &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Marie Claire&lt;/span&gt; que dá no mesmo. Enfim, vamos ao que interessa, as impressões sobre o box. Sinceramente? Achei que fosse gostar mais. Talvez o problema seja comigo que não suporte filmes baseados em livros canônicos. Ou a seleção feita pela Warner era ruim mesmo (no caso do meu box da Bette Davis tem um filme TENEBROSO da mesma com Natalie Wood). Eis os três filmes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninotchka&lt;/span&gt;: Garbo na comédia é algo que me surpreende muito. O melhor de todos, sem dúvidas. Greta parece mais a vontade consigo mesma, sem as amarras daqueles papéis ultra dramáticos que eram característica de seus filmes. Creio que os russos odiaram essa produção, ela me lembra um pouco dos filmes da Carmen Miranda no quesito "visão americana sobre outro país". A Rússia de Stalin foi posta no chinelo e o socialismo ridicularizado através dos camaradas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninotchka&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anna Karenina&lt;/span&gt;: Esperei por um filme de três horas, no mínimo. Eis que todo aquele livro grosso do Tólstoi se resume em uma hora e meia, como assim, Brasil?! Parece que toda aquela trama complicada sofreu um decalque, como se mastigassem até que o livro se transformasse em migalhas, que são recebidas pelo público. Estou no limiar entre a certeza se fiquei emocionada com Greta ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Dama das Camélias&lt;/span&gt;: ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ter assistido ao último filme do box, creio que não mudará meu veredicto sobre o mesmo: Warner, vá escolher os filmes direito. Não brinquem com o coração dos fãs. Não comprei o primeiro volume, pois já tinha um dos filmes de Garbo que tenho aqui em casa: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grande Hotel&lt;/span&gt;. No entanto, imagino que seja maravilhoso, contém &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mata Hari &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rainha Cristina&lt;/span&gt;, que para mim são os melhores filmes que já vi da atriz. Agora, esse volume dois é pra matar nego de desgosto meio a meio, pois &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninotchka&lt;/span&gt; salva e quem sabe &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dama das Camélias &lt;/span&gt;também.Veremos.Eu continuo querendo e muito o box da Joan Crawford nas suaves parcelinhas de 50 e tantos reais, somando 300 mangos ao todo. Ai, meu bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5467799237598788183?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5467799237598788183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/i-want-to-be-alone-sobre-o-box-de-greta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5467799237598788183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5467799237598788183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/i-want-to-be-alone-sobre-o-box-de-greta.html' title='I want to be alone: sobre o box de Greta Garbo'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TTC6mZELREI/AAAAAAAAAWI/0S2kktGOepo/s72-c/greta_garbo_face_and_hands.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-4486320066301225398</id><published>2011-01-10T16:12:00.000-08:00</published><updated>2011-01-10T16:41:15.700-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>As intermitências da morte - José Saramago</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;"Um dia virão a saber o que é a Morte com letra grande, nesse momento, se ela, improvavelmente, vos desse tempo para isso, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;perceberiéis a diferença real que há entre o relativo e o absoluto, entre o cheio e o vazio, entre o estar e já não estar mais."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="status-body"&gt;Um dia, eu teria que ler Saramago. Antes, estava prevista a lista de livros que o Harold Bloom considera como clássicos, no entanto, acidentes de percurso sempre acontecem. Aliás, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cânone Ocidental&lt;/span&gt;, livro mais famoso do autor, é uma chatice sem fim. Numa conversa de bar, Jefferson, Larissa e eu nos perguntamos qual seria a moral &lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;de contar toda a história dos judeus no capítulo dedicado a Kafka. No fim das contas, os livros acabam escolhendo-me e não eu a eles. Por indicação de uma amiga, decidi ir atrás de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Intermitências da Morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post foi pensado para depois que eu visse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Sétimo Selo&lt;/span&gt;, filme que retrata a morte de um jeito parecido ao de Saramago. Contudo, o fim do livro e os fatos que aconteceram nesta semana, fazem com que ele seja adiantado em alguns dias. Como muitos brasileiros, eu era parte do grupo que tinha preconceito contra o autor, aquela implicância de colonizado. O mesmo asco que Vargas Llosa sentia da literatura espanhola, que transformou seu Peru naquela pobreza toda. A contra gosto, esta impressão parecia querer sumir quando assisti &lt;span style="font-style: italic;"&gt;José &amp;amp; Pilar&lt;/span&gt; no cinema. Uma curiosidade tomou conta de mim e sim, estava prestes a sair em busca de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Memorial do Convento&lt;/span&gt;, afinal, eu queria saber como e porque Pilar del Rio apaixonou-se por ele só ao ler este livro. Mas é como eu disse acima: os livros me escolhem e não o contrário. Por isso, além do título despertar minha curiosidade, minha amiga dizia que eu amaria o final. Ela dificilmente erra, logo, dei uma chance ao português pra me encantar. Eis a surpresa: devorei o livro em menos de uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que se entra no curso de Letras, a literatura torna-se algo tão corriqueiro, que até mesmo as melhores obras parecem passar batidas em nossas mãos. Tive boas surpresas com Machado de Assis, algumas decepções com Borges (Vargas Llosa me entenderia) e momentos de não achar nada. Nada que me fizesse vir até aqui fazer um post, afinal, creio que de literatura eu não entendo muito. Saio de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Intermitências da Morte&lt;/span&gt; com a sensação de ter levado um soco no estômago e não ter me recuperado até agora.  Fechei o livro aos berros enquanto minha mãe se preocupava, achando que estava tendo um treco. "EU JÁ SABIAAAAAAA!" - eu disse. A porcaria era essa, sabia o que iria acontecer ao final. Não deixou de ser menos emocionante que isso. Esse livro do Saramago lembrou-me um pouco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Incidente em Antares&lt;/span&gt; do Érico Veríssimo, pelo assunto: a morte. Todavia, a partir desse tema, o português se debruça em uma ánalise sobre como a vida seria sem a morte, na descrença que a Igreja Católica teria se um dia, as pessoas parassem de morrer (é o que acontece no livro, aliás). Quer dizer, até a metade do livro, achei que seria essa a ánalise. Não que não seja, mas é muito além disso. A morte (com M minúsculo pois ela mesma prefere assim) é personificada numa mulher de 36 anos, formosa como nenhuma outra. Meu palpite de leitura diz que é o alter-ego de sua esposa Pilar, quem sabe, talvez. A falta de pontuação, tão famosa em Saramago, não é um problema, é solução! Jessica faz Letras e não critica a pontuação? Querido, a falta de travessão é a coisa mais legal que existe para te obrigar a prestar atenção na leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Saramago quer dizer com esse livro? Eu não sei, mas adoraria que a morte mandasse cartas cor de violeta para os outros. Se a literatura tivesse respostas, os escritores não escreveriam. O que sei é que fecho o livro sentindo-me uma pessoa muito melhor do que quando abri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Agora irei para Gárcia Márquez. Olá, depressão, novamente.&lt;br /&gt;PS II: Tô cheia de livros do Saramago aqui pra ler. Trai o movimento DE NOVO.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-4486320066301225398?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/4486320066301225398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/as-intermitencias-da-morte-jose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4486320066301225398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4486320066301225398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/as-intermitencias-da-morte-jose.html' title='As intermitências da morte - José Saramago'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1281304665929726578</id><published>2011-01-06T16:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T17:20:04.507-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Peixe na Água- Mario Vargas Llosa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TSZqDUrdefI/AAAAAAAAAWA/Ug29LhoE3m0/s1600/Author-Mario-Vargas-Llosa-026.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TSZqDUrdefI/AAAAAAAAAWA/Ug29LhoE3m0/s320/Author-Mario-Vargas-Llosa-026.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559247395358603762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mario Vargas Llosa e sua esposa-prima-irmã, Patrícia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Lembro do dia que levei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Elogio da Madrasta&lt;/span&gt; de Mario Vargas Llosa para a faculdade, pois de lá, eu iria para o evento onde meu escritor favorito estaria e queria que este livro fosse o que ele iria autografar. Para minha surpresa, o Llosa não era muito conhecido na minha roda de amigos. O que todos sabiam é que ele era o novo ganhador do Nobel. Peruano? Casado com a prima-irmã? Ex marido de sua própria tia? Candidato a presidência do Peru em 1990? Não, disso ninguém sabia. O tititi que o livro causou fora inesquecível, todos ficaram chocados com o alto teor "pornográfico" de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Elogio da Madrasta&lt;/span&gt;. Agora, eu dera para ler aquelas barbaridades? Dona Lucrécia beijava as axilas de Don Rigoberto, mas o que é isso? Como eu teria levado esse livro pornográfico para que ele autografasse, eu, com este rosto de 13 anos que Deus me deu? Sim, eu dei, pois o amor por Vargas Llosa faz com que eu pense que ele é o mestre na arte do erotismo assim como seu tato para escrever sobre temas mais sérios. Não é um mero pornográfo como o pessoal de Alberto Fujimori (seu rival nas eleições peruanas de 89) tentou enfiar goela abaixo dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri Llosa, primeiramente, sozinha. Apesar de ser um romance convencional, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Travessuras da Menina Má&lt;/span&gt; mudou minha vida. Meu ensino médio nunca mais fora o mesmo. Naquela época sim, fiquei chocadíssima e ao mesmo tempo em pandarecos com as passagens eróticas do livro. Depois, juntamente com uma amiga, o amor pelo escritor só aumentou. Fui eu que lhe recomendei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tia Júlia e o Escrivinhador&lt;/span&gt; e nós lemos com aquela paixão desenfreada que só os livros bons podem despertar. O vestibular impediu-me de terminar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Cadernos de Don Rigoberto&lt;/span&gt;, está na meta de leitura das minhas férias. Contudo, abriu-se uma pequena brecha e nela enfiei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peixe na Água&lt;/span&gt;, o livro de memórias do dito cujo escritor. O que se pode dizer do seu escritor favorito? Tietar, creio. Vargas Llosa faz com que eu relembre a paixão que tenho pela leitura, coisa que a Letras nos tira um pouco, pois algumas leituras são tão maçantes que nos impedem de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se quem pensa que se trata de uma auto-biografia cheia de boatos, polêmicas. Peixe na água é antes um soco no estômago no que diz respeito ao Peru. Você não sai morto de vontade de conhecer a Lima, a Miraflores e a Arequipa de Llosa. Saímos com a sensação de que o Brasil é uma maravilha perto do atraso e corrupção do Peru. Llosa dividiu o livro em um capítulo sobre política (no caso, o tempo que fora candidato da Frente Democrática em 89) para cada pessoal sobre sua relação conturbada com o pai e afins. A leitura dos capítulos sobre política é pesada porque Mario chega ao extremo de nos relatar até os nomes do ladrões peruanos, que são apelidados de políticos por lá. No entanto, foi o abrir de uma outra realidade para mim. Sempre reclamamos do atraso do Brasil, da corrupção que assola Brasília... No entanto, no Peru, isso se multiplica por mil. Temos a sorte de não existirem (não que eu saiba) organizações terroristas como o "Sendero Luminoso" que querem impedir a livre democracia no país. Quanto aos capítulos pessoais, a imagem de bom de Vargas Llosa nos é confirmada desde sua tenra infância em que seu pai odiava a família Llosa por ter criado o menino Mario como um "maricas". Os capítulos mais significativos, para mim, são os que ele fala de Paris e da paixão por Tia Júlia. Como fofoqueira e fã, precisava saber dos detalhes desse encontro inesperado entre o rapaz de 19 anos (menor de idade no Peru dos anos 50) e Julia, de 32 anos. Apesar de não contar as melhores partes em detalhes (como os ciúmes de Julia), Llosa trata este amor de uma maneira "saudosa", mas consciente de que as coisas mudaram muito depois. Até porque, ele estava casado com Patricia, aquela mesma da briga com Gabriel García Marquez. Quanto a Paris... Ok, começará a parte tiete desse post. Varguitas compartilha do mesmo sentimento maluco pela França que tenho. Ler aquelas linhas foi de uma emoção imensurável, parecia que vivia a experiência de estar em Paris pela segunda vez nas linhas sobre a Champs Elysées. Também porque a autora deste post sonha em morar na cidade-luz, de fazer fama de escritora por lá. Ela também sabe que no Brasil só existe espaço para as Marta Medeiros da vida... Embora não saiba se o que ela escreve é da mesma altura que essa senhora. Não importa. Ao ler &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peixe na Água,&lt;/span&gt; minha admiração sofreu um aumento vertiginoso. Principalmente em relação a Patricia Llosa a quem eu costumava odiar. Esta senhora mereceu meu respeito por todo seu engajamento político e por merecer este homem maravilhoso que é Vargas Llosa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1281304665929726578?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1281304665929726578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/peixe-na-agua-mario-vargas-llosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1281304665929726578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1281304665929726578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/peixe-na-agua-mario-vargas-llosa.html' title='Peixe na Água- Mario Vargas Llosa'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TSZqDUrdefI/AAAAAAAAAWA/Ug29LhoE3m0/s72-c/Author-Mario-Vargas-Llosa-026.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7931106548176434615</id><published>2011-01-02T19:02:00.000-08:00</published><updated>2011-01-02T19:12:39.795-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>What's my line? às avessas</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;What's my line?&lt;/span&gt; é um programa americano que tem o intuito de que um grupo de pessoas adivinhem a personalidade que é o convidado do dia. Como a maioria dos convidados são artistas do cinema clássico, achei que seria interessante colocar alguns dos meus favoritos (egocentrismo pegando nesse 2011):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/9BFAGwGBTr0" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What's my line? &lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Sou uma atriz que batia na filha adotiva. Não gosto de cabides de arame. Sou maníaca por limpeza. Casei quatro vezes. Dei uma cantada na Marilyn Monroe e no Spilberg.&lt;br /&gt;Resposta: Joan Crawford&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/-7mkecz9hEw" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What's my line? Odeio Pepsi, mas odeio ainda mais a Joan Crawford. Casei várias vezes, mas nenhum homem conseguiu me subjugar. O nome de um dos meus maridos era Hal. Já fui Jezebel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta: Bette Davis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para fechar com chave de ouro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ZmH3aQ_CwGc" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÚNICA DICA: Meus seios superam os de Gina Lollobrigida.&lt;br /&gt;Resposta: Sophia Loren&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7931106548176434615?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7931106548176434615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/whats-my-line-as-avessas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7931106548176434615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7931106548176434615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2011/01/whats-my-line-as-avessas.html' title='What&apos;s my line? às avessas'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/9BFAGwGBTr0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3200467111053848306</id><published>2010-12-31T19:25:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T19:29:56.953-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Isso é suuucesso!</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" src="http://www.youtube.com/embed/JbjMskoDzkc" width="425" frameborder="0" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada como fechar o ano com chave de ouro e abri-lo também. Fechei o ano assistindo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bibo Nunes Show &lt;/span&gt;ao lado de minha família. Celebridades do submundo, frutas na mesa, músicas da Alcione. Tudo que uma pessoa trash como eu poderia pedir a Deus. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Show da Virada&lt;/span&gt; foi para o chinelo, alguém duvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que 2011, comece. Depois do rato do Bibo Nunes, que é suceeeesso, nada mais pode surpreender.&lt;br /&gt;Bonne année!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3200467111053848306?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3200467111053848306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/isso-e-suuucesso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3200467111053848306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3200467111053848306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/isso-e-suuucesso.html' title='Isso é suuucesso!'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/JbjMskoDzkc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-8120214916389947950</id><published>2010-12-31T09:11:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T10:35:26.722-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Cabrona, amoureusement votre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TR4gjN1hVLI/AAAAAAAAAV4/cYj3Yq0UAGM/s1600/Pilar%2Bdel%2BR%25C3%25ADo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TR4gjN1hVLI/AAAAAAAAAV4/cYj3Yq0UAGM/s320/Pilar%2Bdel%2BR%25C3%25ADo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556914779603424434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Serei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;amoureusement votre&lt;/span&gt; da minha Cabrona. A Cabrona com o chapéu de abas largas, lendo um livro do Saramago sob o sol escaldante das três da tarde. Apelidei-a assim pois sua expressão de poucos amigos parecia uma ameaça para quem ousasse chegar perto dela. Todos os dias, após voltar do trabalho, eu via a Cabrona, sentada, na mesma posição. Imponente, com as costas eretas para esconder a gordura que só existe em sua cabeça. Eu quase perdia o equilíbrio com as sacolas de supermercado toda a vez que passava pela praça e a via. Os dias passavam e ela continuava naquela praça. Os livros e os chapéus eram as únicas coisas que mudavam porque cabrona continuava a sentar-se na mesma posição, sempre com a perna direita cruzada sob a esquerda. A esta altura do campeonato, já estava obcecado por sua pessoa. Passava cada vez mais devagar em frente a praça para contemplá-la. O rosto dela era uma incognita para mim, jamais tinha visto uma única feição. Isso se deve ao fato de Cabrona estar sempre de cabeça baixa, lendo seu livro e o chapéu que lhe tapava quase todo o rosto. Eu achava que deveria ser o único idiota que ficava hipnotizado com aquela imagem idílica que ficava na praça em frente a minha casa. Na realidade, o jeito misterioso de Cabrona chamou a atenção de uma vizinha minha, a senhora Marcela. Quando chegava em casa com as sacolas de supermercados quase rasgadas (graças a minha falta de manejo, culpa de vocês-sabem-quem), ela veio falar comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nelson, você já reparou como aquela mocinha não sai daquele banco de praça? Sempre lendo, pegando aquele sol no rosto. Que absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela está de chapéu, Dona Marcela. Difícil queimar-se assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mocinha? Quer dizer que minha Cabrona era uma rapariga? Ah não, já cansara de caçar neste terreno nada fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esses dias, eu a vi com um moço conversando. Achei que ela não tivesse amigos e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixei que ela completasse a frase. Entrei imediatamente em minha casa, sem ao menos despedir-me de Dona Marcela. Aquilo deixou-me furioso. Quase enfiei os dedos no liquidificador na hora de fazer o meu gaspacho. A Cabrona tinha amigos, agora? Interpretei aquele gesto como uma afronta, como se ela fizesse cara feia apenas para esse idiota que sou eu. O mundo estava a tramar p'ra mim! Decidi no dia seguinte trocar o supermercado pelo banco de praça. Eu me sentaria com um livro de Saramago ao seu lado, conversariámos muito, ela haveria sempre de querer minhas conversas. É isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, mal consegui trabalhar. Os ponteiros do relógio corriam devagar e aquilo já me punha impaciente. Quando a hora de ir embora finalmente chegou, não sabia por onde começar. Abri minha gaveta e me enchi de perfume. Meus gatos iriam odiar, paciência. Sorri para o espelho, mas sua resposta não foi amigável. O livro do Saramago estava ali do meu lado, bem empoeirado, nunca tinha tocado nele. Nem sabia do que se tratava. Sai do escritório e ao chegar a praça, avistei Cabrona. Ela estava sentada no mesmo banco, com um chapéu de abas largas branco com um lenço amarrado em torno do pescoço. A perninha direita sob a esquerda. Tudo certo como dois e dois são cinco. A única coisa que destoava daquilo era eu, que saía de minha rota habitual, sem sacolas de supermercado, com o livro de Saramago nas mãos. Caminhei em direção a ela, sentando de uma única vez no mesmo banco que ela. Cabrona mal se mexeu. Continuava com as costas eretas como se nada tivesse acontecido. Abri o livro e não consegui concentrar-me em nada. Que vergonha, hein. Parabéns pela sua falta de virilidade. Palmas! Tudo que meu pai ensinara-me sobre machismo e virilidade iam por água abaixo. No entanto, a reviravolta: Cabrona olhou para mim por cima dos óculos e dissera:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse livro é muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia se falava do meu ou do dela. Sei que não tinha nem coragem de olhar para seu rosto, apenas vi de relance seus grandes óculos redondos, de senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O seu livro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memorial do Convento&lt;/span&gt;. É o meu favorito, li muitas vezes. - ela disse, molhando o dedo para virar a página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu nunca li, para falar a verdade. Não consigo passar de uma determinada página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de Cabrona ficaram injetados de sangue. Creio que ela ficou possessa com meu comentário, essa cara de pau típica dos homens. Pressenti um comentário maldoso, se ela fosse Cabrona de verdade, ela diria maldades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma pena. Pelo menos, teríamos um assunto e você não ficaria passando todos os dias com suas sacolas de supermercado a olhar-me e sem coragem para falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era uma verdadeira Cabrona. Grossa, fria e sem nenhum sorriso para me oferecer. Depois daquela represália, tive coragem de lhe fitar, demorando-me nos detalhes. Ela tinha a pele morena, um pouco queimada pelo sol. Por isso, usava chapéu, eu acho. Um de seus olhos era mais aberto que o outro, como se tivesse mais vida que o vizinho. Os cabelos eram negros, caídos pelos ombros. Se eu não estivesse enganado, ela tinha descendência espanhola. O apelido Cabrona lhe caía muito bem se fosse assim. Cabrona é uma gíria espanhola para mulheres que possuem culhões, personalidade forte, digamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando você terminar de ler este livro, venha falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou-se em copas para não me olhar mais na cara até o dia que eu terminasse aquele livro. Voltei para casa, abri o livro e comecei a devorá-lo com uma fome animal. Os dias se passavam, eu continuava passando em frente a praça com as sacolas, ansiando pelo término do meu livro. Enfim, este dia chegou. Sentei-me e desandei a falar sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Memorial do Convento&lt;/span&gt;. Do quanto estes personagens povoaram minha cabeça, como o autor era um gênio. Uma grande perda para literatura, sem dúvida. Cabrona só ouvia. Antes que terminasse, ela entrou no meio do meu monólogo para interagir comigo. Falamos durante horas até que o sol caísse e ela tirasse o chapéu. Finalmente, pude ver seu rosto. Estava envelhecido, as linhas expressão embaixo dos olhos denotavam o esforço de ler sem óculos. Ela pagava o preço agora que tinha de usá-los. Já eu, pagava o preço de estar completamente enfeitiçado por sua pessoa. Ela nem precisava dizer seu nome. Para sempre seria Cabrona...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu me chamo Pilar e você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pilar, que tem idéias para a vida. Pilar, que tardou a chegar. Pilar, Pilar, Pilar... Pilar, a cabrona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nelson. Muito prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ela me deu sua mão... Depois, tirou os chapéus, colocou os casacos de inverno... Trocou a armação dos óculos. Despiu toda sua vida e depositou em minhas mãos. Aquele banco de praça não precisaria ter gravado nossos nomes em canivete, ele seria nosso por toda a eternidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-8120214916389947950?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/8120214916389947950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/cabrona-amoureusement-votre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8120214916389947950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/8120214916389947950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/cabrona-amoureusement-votre.html' title='Cabrona, amoureusement votre'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TR4gjN1hVLI/AAAAAAAAAV4/cYj3Yq0UAGM/s72-c/Pilar%2Bdel%2BR%25C3%25ADo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7242584557256835095</id><published>2010-12-31T08:50:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T09:10:37.779-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Une histoire bizarre</title><content type='html'>"Des années après, relate la chanteuse dans &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oui, je crois&lt;/span&gt;, Christiane étant devenue infirmière à l'hôpital, elle eut à surveiller une grave opérée. Sa malade lui dit brusquement:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vous êtes la soeur de Mireille Mathieu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christiane ne me ressemble pas et, de plus, elle n'aime pas se présenter comme ma soeur. Elle n'en fait jamais état.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Non, dit-elle.&lt;br /&gt;- Mais si. Je le sais et j'avais raison: votre soeur fait le tour du monde et recontre des rois et des reines!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christiane me raconta cette histoire à ne pas croire quand je revins de tournée.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Je voudrais bien revoir cette dame, lui dis-je.&lt;br /&gt;- Tu ne peux pas. Elle est morte dans la nuit qui a suivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Je ne suis jamais allée voir une voyante depuis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;La veritable Mireille Mathieu&lt;/span&gt;, p. 97&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7242584557256835095?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7242584557256835095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/une-histoire-bizarre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7242584557256835095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7242584557256835095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/une-histoire-bizarre.html' title='Une histoire bizarre'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5315186541764458675</id><published>2010-12-29T16:32:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T17:06:38.715-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>La veritable Mireille Mathieu I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TRva-BmbyJI/AAAAAAAAAVw/jMb9V-i71TQ/s1600/beaut%25C3%25A9.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 199px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TRva-BmbyJI/AAAAAAAAAVw/jMb9V-i71TQ/s320/beaut%25C3%25A9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556275324408023186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha retrospectiva de 2010 está concentrada numa única frase, proferida pelo meu professor de francês. Falávamos sobre música e ringard, ou seja, a cafonice, breguice. Bruna e eu chamamos a cantora Sylvie Vartan de ringarde e eis que o professor exclama:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- C'est comme Mireille Mathieu. Elle est très ringarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa dramática. Como uma boa fã, daquelas que estariam com toda a certeza lhe esperando com flores a porta do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;L'Olympia&lt;/span&gt;, grito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O QUE? COMO TU OUSA FALAR ASSIM?! EU AMO ESSA MULHER!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia aguentar a outra professora baixando o som quando Mireille cantava &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Non, Je ne regrette rien &lt;/span&gt;e dizer que a mesma berrava. Agora, chamar de brega... Relembrei as tardes que chorava em frente a televisão assistindo aquela preciosidade que é meu dvd do show de 2005, das 15455 vezes que suas músicas estiveram em nicks de MSN. Como os fãs enlouquecidos, eu também estava disposta a defender minha cantora com unhas e dentes, salvá-la destes mal informados que acessam o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yahoo! Questions&lt;/span&gt; e acham que a Mathieu é digna desta palavra feia. Berrei e comecei a dar um discurso inflamado sobre a desvalorização que ela sofria em seu próprio país pelas mesmas pessoas que pensavam como meu professor. Por isso, Mireille foi para a Rússia, onde lhe beijam os pés e a suportam cantar suas músicas no meio das praças de Moscou. O professor disse que não sabia que ela estava na Rússia naquele momento. É claro que não, bobinho, nem você e nem o resto do mundo. Só os enlouquecidos que entram freneticamente em sites franceses para pesquisar seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, depois fiquei pensando na influência dessa mulher na música francesa. Antes, pedi desculpas ao professor e disse que concordava com ele que Mathieu era brega. Contradição nos parágrafos, agora? Não, sempre soube que Mireille era&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ringarde&lt;/span&gt;, mas continuo na defesa apaixonada, como se tentasse encontrar motivos para desfazer tal afirmação. As respostas vieram no livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La veritable Mireille Mathieu&lt;/span&gt;, depois de me dar conta que não precisava procurar em outros livros franceses o que me prenderia nas férias. Vocês não imaginam como sonhei com o dia que pudesse abri-lo e ler. Ler sem um dicionário ao lado, sem parar a cada 5 minutos e levantar as mãos aos céus, perguntando por que raios escolhi francês. Todavia, eu paro para surtar com cada linha escrita por esse autor, o Emmanuel Bonini. A resposta está ali, um emaranhado de suposições que o autor coloca, algumas já teorizadas por mim anteriormente. Primeiro, trata-se da história de uma cinderella francesa com direito a trabalho quase escravo (nas fábricas de envelopes com sua irmã) e mil e tantos irmãos. Aparece o príncipe encantado travestido de empresário e a tira daquela miséria de Avignon. Tira o sotaque sulista que todos achavam brega. Ensina inglês, cultura geral para ela. Pronto, temos Mireille Mathieu lapidada. Quero a vida dessa mulher, alguém me dê! Ainda não cheguei nas partes tensas, mas o que sinto é meu amor por essa cantora aumentar mais e mais. Mergulhar em sua vida é estar dentro da cultura francesa dos anos 60, cheia dos truquezinhos, das Sylvie Vartans da vida. Esse é um post incompleto, visto que não terminei de ler ainda. No entanto, deixo aqui registrado que Mireille é a MAIOR. E já começa pelo fato de seu empresário não querer que ela cante os iê iê iê do caramba, coisa que toda cantora fazia na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinado por Jessica, a fascinadinha por M.M&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5315186541764458675?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5315186541764458675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/la-veritable-mireille-mathieu-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5315186541764458675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5315186541764458675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/la-veritable-mireille-mathieu-i.html' title='La veritable Mireille Mathieu I'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TRva-BmbyJI/AAAAAAAAAVw/jMb9V-i71TQ/s72-c/beaut%25C3%25A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-6287641371380130651</id><published>2010-12-26T08:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-26T08:26:06.427-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Cartas a Nelson Algren: um amor transatlântico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;Todas as cartas de amor são... ridículas&lt;br /&gt;Não seriam cartas de amor se não fossem... ridículas&lt;br /&gt;Álvaro de Campos&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A biblioteca da mãe da Maria é sensacional. Tudo que imaginamos existe por lá, desde Dante até Harry Potter. Todas as vezes que vou lá, fico horas contemplando aquela maravilha terrestre, sonhando com o dia que terei uma vasta biblioteca assim e tantas leituras na bagagem. Na última vez que visitei Maria e sua mãe, deparei-me com um livro de Simone de Beauvoir brilhando na estante. Tratava-se de "Cartas a Nelson Algren: um amor transatlântico" e é claro que entrei em pandarecos.  Descobrir Beauvoir foi um processo engraçado, facilitado pela mãe da Maria que me emprestou um de seus livros quando eu estava no ensino médio. Foi como se a vida tivesse tomado outro sentido, Simone ensinou-me a ver as coisas de uma forma diferente. É um prazer quase mórbido lê-la e descobrir naqueles trechos pedaços de mim, como se eles estivessem espalhados e eu precisasse juntá-los. É claro que tinha de pedir emprestado as cartas do Algren a mãe da Maria. Ela, como sempre sorridente, deixou. Peguei nessa peça rara somente agora, depois de ter visto todas as notas da UFRGS e respirado, enfim, aliviada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartas a Nelson Algren não é um livro difícil. Antes, um livro de... amor? É, vindo da parte de Beauvoir parece chocante falar em amor. O livro nos mostra a tal da femme amoureuse, que tanto a Mireille Mathieu canta nas suas músicas. É isso, Simone apaixonada. Mais uma vez, é uma porta que nos é aberta, para entrar no mundo de Beauvoir, um mundo do qual, particularmente, eu adoraria fazer parte. Acima de tudo é uma declaração de amor. A mulher existencialista amou esse americano com todas suas forças, até que ele ficasse insatisfeito com sua vida francesa ao lado de Sartre e ficasse descornado, falando mil bobagens sobre a mesma. Acho que esse livro me vem pra mostrar que a Beauvoir, Algren eram pessoas comuns, sujeitas a essas idas e vindas do amor. O livro que não tem nada de ideal pro meu momento, mas... logo a Maria está de volta e eu preciso devolvê-lo a sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa letra em ítalico é péssima. Não consegui me desfazer de maneira alguma, argh!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-6287641371380130651?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/6287641371380130651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/cartas-nelson-algren-um-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6287641371380130651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6287641371380130651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/cartas-nelson-algren-um-amor.html' title='Cartas a Nelson Algren: um amor transatlântico'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-720827477312045095</id><published>2010-12-21T05:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T06:55:53.149-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Pas sur la bouche, sir!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TRC_7i34X1I/AAAAAAAAAVc/YoEqewJPFgE/s1600/3388334508995.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TRC_7i34X1I/AAAAAAAAAVc/YoEqewJPFgE/s320/3388334508995.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553149370242195282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quatro horas de download na velocidade um do créu. Parecia uma conspiração e enfim, as 23:48, acabou-se a espera. A lentidão era tamanha que deu tempo de faxinar meu quarto, ler, tomar banho e ler o resto do teatro de Camus. Deixei para assistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;na madrugada,vitrola rolando&lt;/span&gt; como forma de adiar mais o dia de ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Era Uma Vez na América&lt;/span&gt;. Foram as quatro horas mais bem empregadas desse dezembro abafado. Não sei se fui eu que mudei, mas todos os filmes que ando vendo, estão deixando-me mais extasiada que o comum. Creio que é o clima de férias, quando via filmes durante o correr do semestre, não prestava atenção nas menores sutilezas. Agora, são elas que me atraem e me fazem escrever aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voilà, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pas Sur La Bouche&lt;/span&gt; tem um trailer muito peculiar, que nada tem a ver com o filme, para variar. Parece ser a maldição de Resnais. Neste caso, temos André Doullier (aquele mesmo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ervas Daninhas&lt;/span&gt;) que fala durante um minuto e tantos com remorso por não estar participando do filme. Minha reclamação pessoal é que Sabine Azéma nunca aparece nesses malditos trailers, la pauvre. Ela tem direitos, afinal é a esposa do diretor. Devem achar que deu o golpe como Pilar del Rio em Saramago. Depois, falarei melhor de Sabine. Por enquanto, conformo-me em discorrer meu ódio de filmes com diálogos cantados. É o trauma de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Guarda-Chuvas do Amor&lt;/span&gt;. Eu tenho paixão por Jacques Demy (que dirigiu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Guarda Chuvas&lt;/span&gt;) e Deneuve, mas não deu para aguentar aquele diálogo chato cantado não. Ou seja, ao dar-me conta que Pas sur la bouche seguia quase o mesmo modelo, apavorei-me. Quatro horas de download, se o filme fosse ruim era daqui para o Gangis que me dirigiria. Sua boba, é Alain Resnais. O que isto quer dizer? Que seria muito mais que um filminho-musical-cantado. Seria uma comédia cheia de piadas infames contra americanos e a arte dos anos 20. Dei-me conta disso a tempo e aí sim... apreciei Pas sur la bouche como merecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambientado nos anos 20,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Pas sur la bouche &lt;/span&gt;é uma quase repetição de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;On Connait La Chanson&lt;/span&gt;. A diferença é que os atores dublam sua própria voz ao invés de clássicos da chanson française. Os dialogos são em sua maioria, cantados. Particularmente, achei digno de uma produção americana. Incrível como o idioma se encaixou em cada melodia e nas vozes dos atores. Pensei em falar sobre cada detalhe em um parágrafo, mas é difícil. Elenco, direção, atuação... tudo é unido por um grande nó, difícil de separar. Alain Resnais tem um elenco fixo, que ele usa em seus filmes. Neste, existe a repetição da dobradinha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sabine Azéma- Pierre Arditi&lt;/span&gt;, que já tinham atuado juntos em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;On Connait&lt;/span&gt;. Eles são o casal Valandray, duas pessoas peculiares e talvez por isso, combinem tanto. Até mesmo a chata da Audrey Tatou está numa boa atuação, meu ódio por Amélie Poulain diminuiu um pouco. O elenco que Resnais sempre repete sabe como conduzir seu filme, deixar a marca &lt;span style="font-style: italic;"&gt;resnesiana&lt;/span&gt; ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao enredo, a história é uma comédia de erros. Gilberte (Azéma) é casada com Valandray, mas já tinha se casado antes com um americano, Eric. Valandray possui a seguinte teoria: a mulher jamais trai o homem que a desposou primeiro. Não importam as reviravoltas da vida, ela sempre volta para ele. Por isso, Valandray não sente ciúmes da esposa, até mesmo, diverte-se com seus flertes. A chegada do primeiro marido de Gilberte, que fará negócios com seu segundo, faz com que mil situações bizarras se desenrolem. A fórmula usada por Resnais é antiga, no entanto, o fato de o filme ser uma opereta, muda um pouco as coisas de figura. Parece muito mais divertido aquela confusão toda ao som das músicas cantadas pelos personagens. O clima de descontração é tanto que os atores conversam com a cãmera, como se fossem nossos íntimos. Os personagens, pelo menos a maioria, são retratados de forma caricata. Eric é o saco de pancadas de todos os outros personagens, pois representa a rivalidade eterna entre americanos e franceses. Existe até uma canção no filme em que Pierre Arditi exalta como a torre Eiffel é melhor que os arranha céus americanos. Charley, um candidato ao posto de amante de Gilbert, é a sátira aos movimentos artísticos dos anos 20. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cucuísmo&lt;/span&gt; é uma forma de troça ao cubismo, dadaísmo, coisas que todos apreciavam, mas ninguém sabia definir bem o que era. E claro, a solteirona também está presente na comédia de Resnais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post não seria o mesmo se eu não dedicasse um parágrafo a rasgação de seda para Sabine Azéma. O cinema francês e suas atrizes sempre dão um jeito de me surpreender mais. A paixão por essa mulher voltou quando achei que estava adormecida. Afinal, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pintar ou fazer amor&lt;/span&gt; é um fiasco do começo ao fim e Sabine estava no elenco. Nem ela e muito menos Daniel Auteuil salvaram. Contudo, tudo isso se torna &lt;span style="font-style: italic;"&gt;une grande bêtise&lt;/span&gt; quando Sabine aparece em cena. A camera lhe adora, não há dúvida. Com seus cabelos ruivos, sua voz engraçada e a magreza típica, ela consegue nos cativar, ter vontade de sermos seus amantes também. Apesar de não ter muito espaço no cinema francês, gosto muito dessa atriz. Mais um ponto para Resnais, que possui bom gosto para mulheres assim como para escolher elencos para seus filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pas sur la bouche faz juz aos três Césares que ganhara: um filme leve, divertido e com o toque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;resnesiano&lt;/span&gt; de sempre. Nem tão viajado na maionese como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ervas Daninhas&lt;/span&gt; ou sério como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Medos Privados em Lugares Públicos&lt;/span&gt;. Ainda sim, sensacional. Sinto a provocação francesa, que diz aos americanos: chupem essa manga, também fazemos operetas como vocês!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-720827477312045095?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/720827477312045095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/pas-sur-la-bouche-sir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/720827477312045095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/720827477312045095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/pas-sur-la-bouche-sir.html' title='Pas sur la bouche, sir!'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TRC_7i34X1I/AAAAAAAAAVc/YoEqewJPFgE/s72-c/3388334508995.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-4131986477292365595</id><published>2010-12-20T13:09:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T13:32:29.556-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Tocaram as trombetas do apocalipse: o novo cd de Susana Vieira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ivBNhzRLfGI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ivBNhzRLfGI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal é na sexta feira. Você ainda não sabe o que dar de presente para aquele parente chato, que vem comer na sua casa e depois fala mal do jantar após colocar os pés fora de seu recinto. Ele não merece nada decente, disso sabemos muito bem. Nem um vale presente das finadas lojas Multisom ou Banana Records. Balaio das Lojas Americanas é o que sobrou? Não, não. Este ano, excepcionalmente este ano, você irá até a sessão dos lançamentos e vai comprar a sensação de 2011: o primeiro e quiçá, último cd, de Susaninha Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susana (não sei a grafia correta e pouco me interessa) é uma brasileira e não desiste nunca. Primeiro, tirou o microfone da entrevistadora do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Video Show&lt;/span&gt;. Ah, isso depois de ter sido massacrada por Renata Sorrah em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Senhora do Destino,&lt;/span&gt; que lhe valeu a alcunha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;anta nordestina&lt;/span&gt; que perdura até os dias de hoje. Depois, sua foto de biquíni rolando pela internet e revistas, mostrando o que a revista esconde. Nada contra a terceira idade, que fique bem claro. No entanto, vocês vêem a Deneuve de biquíni pelas praias de Saint-Tropez e atuando mal? Não. Diva com 67 anos! Susana com 64 consegue acumular mais vergonhas que todos os papéis em novelas. A última cartada dessa senhora foi enveredar para o lado de cantora. Socorro, hein. Mentira, socorro não é uma palavra que se expresse algo. O mais correto é reafirmar que 2012, o fim do mundo está próximo. O cd de Susaninha está repleto de assassinatos, que variam de Chico Buarque a Cazuza. Com seu sotaque carioqueisshhhhh, ela consegue transformar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu Preciso Dizer Que Te Amo&lt;/span&gt; em uma balada pop tenebrosa, que nada lembra a atmosfera da música original. A gota d'água foi no domingo passado, no programa do Faustão. Esta senhora conseguiu revelar-se uma falante de pseudo-italiano pior que os personagens da novela Passione. Zizi Possi deve estar querendo enfiar uma colher de pau garganta abaixo e acho que também irei aderir ao movimento como forma de revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que o cd de Susaninha é o melhor presente para o parente que você odeia. No cartão, estará escrito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um presente insuportável para alguém insuportável. Brincadeirinha, viu?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém duvida?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-4131986477292365595?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/4131986477292365595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/tocaram-as-trombetas-do-apocalipse-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4131986477292365595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/4131986477292365595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/tocaram-as-trombetas-do-apocalipse-o.html' title='Tocaram as trombetas do apocalipse: o novo cd de Susana Vieira'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7431367690623348611</id><published>2010-12-19T08:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-19T09:45:57.942-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Um dia muito especial</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQ5EzJBiqwI/AAAAAAAAAVU/MEH5wa9d-BM/s1600/UM%2BDIA%2BMUITO%2BESPECIAL%2B-%2BUNA%2BGIORNATA%2BPARTICOLARE%2B-%2B1977%2B-%2BDIRE%25C3%2587%25C3%2583O%2BETTORE%2BSCOLA%2B-%2BMARCELLO%2BMASTROIANNI%252C%2BSOPHIA%2BLOREN%252C%2BJOHN%2BVERNO.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 228px; height: 239px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQ5EzJBiqwI/AAAAAAAAAVU/MEH5wa9d-BM/s320/UM%2BDIA%2BMUITO%2BESPECIAL%2B-%2BUNA%2BGIORNATA%2BPARTICOLARE%2B-%2B1977%2B-%2BDIRE%25C3%2587%25C3%2583O%2BETTORE%2BSCOLA%2B-%2BMARCELLO%2BMASTROIANNI%252C%2BSOPHIA%2BLOREN%252C%2BJOHN%2BVERNO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552451035980802818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não fosse francês, seria italiano. Acontece que houve um acidente de percurso e a França aflorou com mais força a paixão por um idioma estrangeiro. Contudo, continuo querendo aprender italiano, apesar daquela professora da UFRGS que me aterrorizou na palestra que fui assistir. Depois que você descobre Marcello Mastroianni é difícil não ter vontade de aprender italiano. Quando Sophia Loren vem de brinde no pacote, aí sim, temos certeza que você vai tentar encaixar uma cadeira de língua italiano no meio dos horários esdrúxulos da faculdade. Se não fosse francês, minha ênfase seria italiano. Graças aos bons filmes italianos, especialmente os da dupla Sophia-Marcello. Eu realmente achei que jamais tinha visto um filme tão triste como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Girassóis da Rússia&lt;/span&gt;, aquela trilha sonora &lt;span style="font-style: italic;"&gt;corta os pulsos com bolachinha Maria &lt;/span&gt;assinada por Henry Mancini e a tristeza saindo da tela e contagiando todo o ser. Não é novidade eu me enganar, acho que sempre comento isto por aqui. Pois bem, dessa vez o engano foi gigante e com boas consequências. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dia muito especial &lt;/span&gt;é o melhor filme de Sophia Loren e Marcello Mastroianni. Não tem discussão quanto a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos com o sentimento altamente nostálgico que toma conta daqueles que como eu, assistiram a todos os filmes da dupla. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dia muito especial&lt;/span&gt; é o último filmes deles juntos, depois disso, só em&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Prêt-à- porter&lt;/span&gt;, uma sessão louca de saudade e repetições de cenas famosas protagonizadas pelos dois em outros filmes. A sensação que tive era de estar envelhecendo junto com eles. É, pode-se dizer que existe um pouco de verdade nisso, se formos considerar há quanto tempo assisti pela primeira vez &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matrimônio à italiana&lt;/span&gt;. Por isso, quando Sophia apareceu sem maquiagem, com roupas largas, tão diferente das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Filumenas prostitutas&lt;/span&gt; dos outros filmes, fiquei com o coração na mão. Mastroianni não preciso dizer nada. O homem é lindo, eu e toda a cinecittà casávamos com ele. Infelizmente, a sortuda foi Flora, uma mulher que parece com a Sônia Abrão. Foi sua esposa oficial. As amantes, precisa-se nomear? Sophia Loren (sob as barbas de Carlo Ponti?), Deneuve, Faye Dunaway... Marcello possui o pacote inteiro: bonito e talentoso. O talento e sua versatilidade fazem-no mais que um rosto bonito. Apesar de ter sido eleito o homem mais bonito do mundo nos anos 60, creio que seus papéis fazem com que eu perca mais a cabeça do que sua aparência física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, Fanny Ardant disse que seu diretor favorito era Ettore Scola. Depois que vi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dia muito especial,&lt;/span&gt; entendi a razão desta declaração. O diretor consegue transformar uma história banal em algo singelo, comovente. Pergunto-me se o filme não fosse dirigido por ele e se não houvesse Sophia e Marcello no elenco, se seria a mesma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vibe&lt;/span&gt;. Acho que não. Se não houvesse estes elementos seria mais uma história habitada na Itália fascina pré 2ª guerra mundial.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Um dia muito especial&lt;/span&gt; se passa num intervalo de 24 horas, no dia do desfile fascista que sela a união de Mussolini e o Führer. Antonietta (Loren) é a mãe de seis filhos que se preparam para ir ao evento. Logo, percebemos o quão infeliz a vida de Antonietta é, a amargura é uma marca de seu rosto. Os filhos e o marido saem e ela fica sozinha em casa. A fuga do seu pássaro de estimação mudará todo o rumo desse dia aparentemente normal. Ele vai perto da janela de um vizinho de Antonietta, Gabriele (Mastroianni). Como ele não a ouve, Antonietta resolve bater em sua porta para apanhar o pássaro. Demora muito, mas Mastroianni aparece. É como se a tela se enchesse de um brilho especial, principalmente quando os dois estão juntos. Ao invés do clima de sedução que sempre aflorava quando se encontravam em outros filmes, aqui, temos um sentimento estranho. Como se Antonietta e Gabriele fossem duas pessoas tão opostas que não haveria chance alguma de rolar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;um climinha&lt;/span&gt;. Contudo, no decorrer do filme, descobrimos que são as diferenças que unem Gabriele e Antonietta. Ele, um homossexual numa época em que isto era considerado doença. Ela, uma esposa infeliz, sabendo-se traída pelo marido. Uma cena que me marcou muito é quando Gabriele se confessa homossexual para Antonietta. Putz, ver Mastroianni agarrando-a pelo braço e gritando "Você não acha que todos os homens são iguais? Que um homem não pode simplesmente conversar com uma mulher? Eu sou veado, é assim que eles nos chamam!&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;" foi indescritível. Apesar de ficar em silêncio, os olhos de Sophia parecem faiscar vergonha e o fracasso por ter se encantado com este homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não seja tão inesperado que houvesse uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8CjB9ABqvWA"&gt;cena de amor entre ambos&lt;/a&gt;. Tento buscar palavras para descrever meus sentimentos sobre ela e não consigo. Hipnótica, sensual sem ser vulgar, emocionante. Em quatro minutos, todas essas sensações saem da tela, nos contagiam, batem forte o coração. É esperado também que Sophia se apaixone por ele. Contudo, sem 'eu te amos' frenéticos, gritarias, bateções de pé. Um amor tranquilo, que a maturidade traz. A forma que o sentimento é mostrado no filme traduz bem o final da parceria Loren-Mastroianni. O envelhecimento trouxe a saudades dos bons tempos de Don Dummi e afins. Em 1977, não havia mais espaço para isso. Scola soube explorar a veia dramática dos atores, que já tinham inaugurado sua fase madura com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Girassóis da Rússia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe casal algum no cinema que supere a química desses dois. Viva o drama, o cinema italiano. Tragam a colher de pau pra eu enfiar garganta abaixo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7431367690623348611?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7431367690623348611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/um-dia-muito-especial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7431367690623348611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7431367690623348611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/um-dia-muito-especial.html' title='Um dia muito especial'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQ5EzJBiqwI/AAAAAAAAAVU/MEH5wa9d-BM/s72-c/UM%2BDIA%2BMUITO%2BESPECIAL%2B-%2BUNA%2BGIORNATA%2BPARTICOLARE%2B-%2B1977%2B-%2BDIRE%25C3%2587%25C3%2583O%2BETTORE%2BSCOLA%2B-%2BMARCELLO%2BMASTROIANNI%252C%2BSOPHIA%2BLOREN%252C%2BJOHN%2BVERNO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-2356788885720119326</id><published>2010-12-18T06:14:00.000-08:00</published><updated>2010-12-18T07:02:38.348-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Ervas Daninhas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQzNB46XjZI/AAAAAAAAAVM/23JiLpJhmaA/s1600/H_les_herbes_folles_Collage.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 208px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQzNB46XjZI/AAAAAAAAAVM/23JiLpJhmaA/s320/H_les_herbes_folles_Collage.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552037872981740946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Herbes Folles&lt;/span&gt; (em terras tupiniquins &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ervas Daninhas&lt;/span&gt;) faz parte daquele grupo seleto de filmes que eu estava doida para assistir, porém a faculdade e a internet não deixavam que isso fosse possível. Depois de ter assistido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;On connait la chanson&lt;/span&gt; e ter simplesmente pirado na maionese em Alain Resnais, a ansiedade tomou conta deste coração para ver o novo filme do diretor. Assisti a uma das versões do trailer no Telecine Cult e achei que tivesse pressentido o que veria a seguir. Contudo, tratando-se de Alain Resnais, o esperado nunca é o que acontece. Ou seja, eu esperava que Sabine Azéma (esposa do diretor e protagonista do filme) aparecesse no trailer do Cult. Quedelhe a mulher?! Sabine simplesmente sumiu. Foi no santo you tube que achei as outras versões e então, pude ver uma Sabine Azéma muito diferente de On Connait La Chanson. Confesso que prestei mais atenção na sua &lt;a href="http://www.stickel.com.br/atc/uploads/herbes.jpg"&gt;juba de leão pigmaleão anos 70-ruiva&lt;/a&gt; do que no resto. Decepção, eu a queria com a mesma &lt;a href="http://www.critikat.com/local/cache-vignettes/L539xH313/on_connait_la_chanson_4-6e0fe.jpg"&gt;aparência &lt;/a&gt;de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;On Connait La Chanson&lt;/span&gt;, como se isso fosse possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, eu disse num post que o cinema francês possuía a lenda de ser como um conto de Lygia Fagundes Telles: sem sentido e com um final esdrúxulo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Herbes Folles&lt;/span&gt; é a personificação dessa frase anterior e não é a toa pensar no começo do filme: o que é isso, Meu Deus?! Apesar de considerar que já vi uma boa parte de filmes franceses na vida e saber que geralmente, eles não são assim, Les Herbes Folles plantou esta semente no meu pensamento. Nos primeiros 20 minutos, achei que estivesse diante de um nonsense decepcionante visto a produção cinematográfica de Alain Resnais. Contudo, passada a nuvem negra, pude ver que uma história doce e complexa se traveste de nonsense. Sempre estamos pedindo por racionalidade e lógica na vida. Sempre se recebe em troca o contrário: as situações que se apresentam só mostram que nada faz sentido, não possui o sentido que esperamos que tenha. Seguindo esta linha de raciocínio, é um pecado pedir ao cinema que seja racional e lógico na maioria das vezes. As melhores histórias são as que possuem reviravoltas, fatos estranhos... Algo bem que supera o bordão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;C'est la vie, C'est la France.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Herbes Folles&lt;/span&gt; é um filme em que a lógica não existe. Uma dentista (Sabine) tem a bolsa roubada e seus documentos são achados no chão de uma garagem de shopping por um desconhecido, que fica obcecado por ela e começa a lhe perseguir. A princípio, parece simples. No entanto, a perseguição de Georges Palet parece nos mostrar que está para nascer um sentimento por Marguerite, de quem ele só conhece a voz. Ele reluta em deixar uma carta para ela, depois numa atitude desmesurada fura os pneus de seu carro. Apesar de não haver momentos carinhosos entre Marguerite e Georges, o sentimento dessa paixão inusitada transparece com clareza. A cena que os dois finalmente se conhecem e vão tomar café juntos marcou-me bastante, do modo singelo como foi filmada. Não existem muitos dialogos nessa parte, creio que os olhares dos atores falam mais que o roteiro. Outra cena bastante marcante é a parte do roubo, em que a bolsa amarela de Marguerite é filmada no ar, movimentando-se em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;slow motion&lt;/span&gt;. Resnais se vale dessa técnica para demonstrar o quanto aquela bolsa é o ponto chave do filme, origem de todo o processo que vai se desencadear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos atores, Resnais nunca erra. Ele varia os atores, mas geralmente repete algumas químicas que deram certo. Por exemplo, Andre Dussolier e Sabine Azéma, que estiveram juntos em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;On Connait la Chanson &lt;/span&gt;aparecem novamente aqui. Gosto muito do Dussolier porque seu rosto melancólico atende as exigências dos filmes resnesianos. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;On Connait la chanson&lt;/span&gt;, ele interpretava o cara que se apaixona por Nathalie, uma guia turística (existe uma canção que o ator dubla no filme que fala exatemente sobre isso, de Gilbert Bécaud). O sofrimento dos dois personagens é quase o mesmo. Já Mathieu Amalric, que atuou sensacionalmente ao lado de Mamãe Deneuve em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Un conte de Noël&lt;/span&gt; faz uma pequena pontinha no filme, como o policial que recebe a carteira de Marguerite. Emmanuelle Devos e Anne Consigny, que também atuaram em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Un conte de Nöel&lt;/span&gt; estão lá. Apesar de seus papéis pequenos, elas atuam bem. Dou destaque a Anne pois tive a sensação de um dejà vu temporário entre seu personagem em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Herbes Folles&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Un conte&lt;/span&gt;. Parece uma vocação nata para o drama, para a mulher sofredora e submissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que a lógica se a própria vida não nos oferece isso?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-2356788885720119326?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/2356788885720119326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/ervas-daninhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2356788885720119326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2356788885720119326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/ervas-daninhas.html' title='Ervas Daninhas'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQzNB46XjZI/AAAAAAAAAVM/23JiLpJhmaA/s72-c/H_les_herbes_folles_Collage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-2293958528646765434</id><published>2010-12-17T04:27:00.000-08:00</published><updated>2010-12-17T05:23:57.675-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A condessa descalça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQtkZqay56I/AAAAAAAAAVE/8H4MR3d0onk/s1600/21660574_4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQtkZqay56I/AAAAAAAAAVE/8H4MR3d0onk/s320/21660574_4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551641357710452642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o 100º post do blog "Savanagens e o cinema". Infelizmente, a Ana Carolina que teve a idéia comigo não posta mais aqui, mas sua contribuição foi essencial, como o desenho de Holly Golightly feito por ela. A palavra savanagem deriva de "sacanagem". Nós conversávamos sobre Serge Gainsbourg quando houve essa pequena troca de palavras e pensamos que seria divertido colocá-la como título do blog. A savanagem são os truques que o cinema nos apronta, é sempre uma savana (variação de savanagem) assistir um filme. Você pode ter dor nas costas, dormir... Nunca sair inume. Para coroar essas 10x10 savanagens cinematográfias, trouxe Ava Gardner e Humphey Bogart a festa. Juntos, eles estrelaram &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Condessa Descalça&lt;/span&gt;, um dos clássicos roteirizados pelo mestre Joseph L. Mankiewicz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito difícil falar de um filme que te traz dor nas costas e perturbações após uma hora. Não se trata de um dramalhão mexicano, pelo contrário. A trama é muito bem construída sob os pilares de um certo humor negro inteligente, assim como outro filme sucesso de Joseph, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Malvada&lt;/span&gt;. Impossível não notar semelhanças entre este filme de 1951 (que levou tudo que era Oscar, inclusive os mais importantes) e sua condessa descalça. As mesmas piadas internas estão ali, como o sexto sentido do personagem Harry Dawes. São nos momentos tensos que esta espécie de humor aflora, como para diluir a complexidade das cenas dramáticas. Mais uma vez, Mankiewicz se vale dos bastidores do mundo artístico para contar uma história, que ao contrário da de Margo Channing tem tudo para se assemelhar com a Thalia dos anos 50. No entanto, não existe um Soraya Montenegro para acabar com sua vida e muito menos o dramalhão açucarado. Maria Vargas (Ava Gardner) cai sozinha, perdida na poeira que a protegia, segundo a mesma. A poeira é uma boa metáfora para descrever Maria, já que seus sentimentos/vida está (ão) encobertos por essa grande nuvem pesada, que não consegue nos revelar quem ela realmente é. Como ela mesma diz em certa passagem, não pertence a lugar algum, nem a sua terra natal, a Espanha. A complexidade psicológica de Maria lembra-me muito a de Margo Channing. Trata-se de duas personagens difíceis de compreender e que nos fascinam no primeiro momento que aparecem na tela. Ava, assim como Bette, tem o poder de fazer a câmera se apaixonar por ela, por seus olhos de basilisco, a qualquer momento, pronto para nos transformarem em pedra. Por isso, há todo um suspense quanto a primeira aparição de Maria. A tonalidade da cena que ela está dançando é dada pela filmagem dos rostos que lhe assistem. Através das expressões que variam da admiração a inveja, percebemos que não se trata de uma pessoa qualquer. A presença de Harry Dawes e sua trupe de americanos confirma isto. Vieram de muito longe para buscar aquela que seria a nova estrela do cinema americano. A história de Maria Vargas assemelha-se muito a de Rita Hayworth, que foi descoberta por um milionário também, Howard Hughes. Inclusive, a própria Rita teria sido cogitada para o papel de protagonista. No entanto, ninguém supera Ava Gardner, senhores. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O animal mais belo do mundo&lt;/span&gt;. Antes de falar da estrutura do filme em si, creio que é necessário dedicar algumas linhas ao Bogart. Sensacional a atuação desse homem. Todas as pessoas deveriam ser obrigadas a apreciar Humphey além de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Casablanca&lt;/span&gt;. Este filme é de longe sua melhor atuação. Existe &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma Aventura Na África&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vitória Amarga&lt;/span&gt;... Contudo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Condessa Descalça&lt;/span&gt; é uma revelação para aqueles acostumados com a fama brutal do ator em cena. Como Harry Dawes, Bogart traz seu lado sensível para a tela, basta ver as frases geniais proferidas ao longo do filme. Uma que me marca muito é quando diz que "A vida volta e meia se comporta como se tivesse visto muitos filmes  ruins, em que tudo se ajusta direitinho demais – o começo, o meio, o fim   – do fade-in até o fade-out ". Mais uma vez, Bogart surpreende atuando com uma atriz que não parece ter nada a ver consigo: Ava. Já tinha sido assim com Bette Davis e Kate Hepburn. Contudo, apesar de não formarem um par romântico, Maria e Harry são comoventes como um casal, pois existe tudo que faria deles namorados: apoio, respeito, compreensão. Transferido para o meio da amizade, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao filme em si, uma surpresa. Joseph conta a história de Maria sob três pontos de vista: do de Harry Dawes, o conde Vicenzo e de Oscar Muldoon, o relações públicas-faz-tudo. Esta formula garante que possamos ter as diversas impressões sobre o personagem. Algo muito Lygia Fagundes Telles quando dá voz a outros narradores. Se você não presta atenção no filme, não saberá quem está narrando. O filme se vale dos flashbacks, do momento atual para o passado e vice versa. É uma forma de salientar o expectador de que tudo que está sendo contado contribuiu para o desfecho atual. Existe uma cena que marca pela ousadia: a briga de Maria com o magnata da América do Sul. Primeiramente, a cena é filmada do modo normal, focando o rosto de cada personagem quando este fala. Narrada por Bogart se não me engano. Depois, a cena é filmada novamente com os personagens de costas, através do ponto de vista de Vicenzo, contando como o homem se apaixonou por Maria e tudo que o levou desferir uma bofetada no tal magnata. Um blogueiro foi muito feliz declarando que muito antes de Tarantino, o cinema dos anos 50 já nos dava essas cenas inesperadas. O filme é todo fragmentado, o vai e volta chega a confundir em determinado momento. Não se sabe o que é passado ou futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condessa descalça é um filme a altura do 100º post deste blog. Simplesmente sensacional. Tocante. Um filme denso para quem gosta de uma boa história sem muita frescura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Pretendo postar muito aqui, as férias chegaram, enfim!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-2293958528646765434?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/2293958528646765434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/condessa-descalca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2293958528646765434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2293958528646765434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/condessa-descalca.html' title='A condessa descalça'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQtkZqay56I/AAAAAAAAAVE/8H4MR3d0onk/s72-c/21660574_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-2172825723882022476</id><published>2010-12-16T15:51:00.000-08:00</published><updated>2010-12-16T16:39:39.639-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Liz Taylor, Deneuve e tecnologias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQqxCXFtNPI/AAAAAAAAAU8/_hqem-Q-bqM/s1600/deneuve.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 163px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQqxCXFtNPI/AAAAAAAAAU8/_hqem-Q-bqM/s320/deneuve.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551444144803362034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É a Catherine Deneuve oficial dormindo em Dubai, até amanhã, caras. Boa noite!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante muito tempo, eu fui contra o uso do Twitter. Twitter, mas que isso, gente? Lembro de uma amiga minha que se chama Jessica também, insistir que eu usasse a tal ferramenta. Estavamos no tempo que o twitter era conhecido fora do país e havia poucos usuários brasileiros. Decidi usar aquilo. Um ano depois, o negócio estoura e todos, de repente, usam, falam e pensam na linguagem twittesca. Você sabe o que é uma tag? Dar unfollow? Esses dias, ensinei outra amiga a usar e achei muito engraçado a falta de familiaridade dela com o programa. Afinal, ele está tão alastrado, que esperamos que todos dominem, inclusive sua mãe. Falando em mães, gostaria de saber quando Mamãe irá aderir a moda do Twitter. Orkut e facebook, principalmente facebook, ela domina mais que eu. Engraçado, Mamãe criou um facebook bem antes de eu imaginar o que era. Na realidade, a tecnologia está aí para nos ajudar. Quer dizer, penso nisso quando o microondas não trata de derreter as canecas que coloco ali dentro e nem me tornar uma pessoa preguiçosa que não sabe cozinhar. A tal tecnologia, discutida nas aulas da saudosa Fabizoca no semestre passado (in memoriam para todos os colegas que sobreviveram a essa cadeira &lt;span style="font-style: italic;"&gt;angoisse&lt;/span&gt;) permite que desfrutemos das coisas mais esdrúxulas possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você começa a usar o twitter e descobrir que seus artistas favoritos estão na rede também, claro que postando em iphones e você na sua lata velha de 10 anos de idade. Lembro do dia que descobri o twitter da Liz Taylor. Era época de vestibular, minha língua estrangeira era inglês e até bula de remédio eu lia para não zerar a prova. O twitter da Liz foi muito útil nesse aspecto, uma pena que ela parou de postar. Já a Jane Fonda enchia a minha&lt;span style="font-style: italic;"&gt; timeline&lt;/span&gt; com propagandas, fotos e posts do seu blog. Era irritante, hein. A eterna Chatarella enviava até fotos do seu pé quebrado, do hospital onde estava... De repente, eu me vi uma íntima dessa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;senhora&lt;/span&gt;, sentindo-me no direito até de mandar uma DM (Direct Message) perguntando porque do fim do romance com Roger Vadim. Aí, eu acabei achando um perfil que não era o da Vartan e sim de algum de seus secretários, que postavam loucamente as novidades da loira. Mireille Mathieu tendo twitter é quase uma utopia. Meryl Streep, volta a postar, pô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o facebook/myspace são lugares mais mágicos que twitter. Isso acontece porque nestas ferramentas, a comunicabilidade é maior, bem maior que os míseros 140 caracteres. Quando você preenche o formulário sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;toi-même&lt;/span&gt; e coloca seus gostos, o facebook te mostra páginas destes artistas com a opção de "curtir" ou não. Dessa maneira, fui posta em contato com a página de Mamãe Deneuve. Não imagino a rainha do cinema francês com seu iphone na mão, postando conselhos via web. Tá mais para um secretário lindo-de-morrer que transcreve tudo que ela diz. Realmente, eu quero acreditar que é ela que posta, assim como sua paixão por jardinagem. Afinal, Catherine é minha atriz favorita e ler aquelas citações ótimas alegram meu dia. Esses tempos, ela perguntou quem levariamos pra jantar e que prato escolheriamos. Um fenômeno parecido acontece com uma outra Catherine, também atriz e francesa. Catherine Frot tem um MySpace onde posta seus desenhos e o que lhe der na telha. Mamãe aqui morreu, lógico. Quando entro em crise, pensando em deletar tudo, lembro desses detalhes e penso que não viveria sem poder entrar todo o dia na página de Mamãe Deneuve para ver as fotos do último evento que esteve e afins. Boas coisas que a tecnologia traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, na sala de justiça, Mireille Mathieu com seu site todo em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flash&lt;/span&gt;, achando que está abafando. Céus!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-2172825723882022476?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/2172825723882022476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/liz-taylor-deneuve-e-tecnologias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2172825723882022476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2172825723882022476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/liz-taylor-deneuve-e-tecnologias.html' title='Liz Taylor, Deneuve e tecnologias'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQqxCXFtNPI/AAAAAAAAAU8/_hqem-Q-bqM/s72-c/deneuve.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7187687199354206549</id><published>2010-12-13T18:23:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T18:41:44.252-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Nonsense</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQbZPfCSpTI/AAAAAAAAAU0/KTlJc55U8rs/s1600/18951185_w434_h_q80.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQbZPfCSpTI/AAAAAAAAAU0/KTlJc55U8rs/s320/18951185_w434_h_q80.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550362450833089842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhos meio caídos, um côncavo muito acentuado, parece ter levado um soco. Ela tem uma cara de abobada, uma ruga bem grande no meio da testa. Passou por alguma plástica, essas bochechas são estranhas... gosto mais da falta de bochechas como Ardant. Na realidade, gosto mais do desejo de tentar apagá-la da minha existência e não conseguir de maneira alguma. Ela parece uma atriz francesa chamada Catherine Frot. Quero deixar isso bem gravado para lembrar disso o dia que nos cruzarmos novamente. No momento, um verão cheio de filmes dessa atriz, me espera. Um beijo daquele grande idiota que já escreveu aqui uma vez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7187687199354206549?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7187687199354206549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/nonsense.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7187687199354206549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7187687199354206549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/nonsense.html' title='Nonsense'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TQbZPfCSpTI/AAAAAAAAAU0/KTlJc55U8rs/s72-c/18951185_w434_h_q80.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-2443168227769507129</id><published>2010-12-06T08:51:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T09:26:18.399-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Vocação para peru antes do abate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Les feuilles mortes se ramassent a la pelle&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les souvenirs et les regrets aussi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fluxo de pensamento, então. Vai, palavras despejem-se aqui sem eu me importar ao menos com a disposição e sintaxe de vocês. Até nisso, o mundo vem me atingir, Pai Amado. Até a disposição das palavras no papel me atinge. Esses dias, conversei com Mamãe, uma dessas conversas sérias que mães tem com filhas quando elas beiram os 20 anos. Ouvi que se continuar neste ritmo, terei um enfarto precoce. O mesmo estresse da Dona Rosa, eu herdei. O resto é delegado ao meu pai, os defeitos são dele e nisso não tem discussão. Ou seja, minha ansiedade, o mundo e sua agressão e até mesmo o formato das minhas unhas, devo ao meu pai. Engraçado, pois não o imagino sofrendo com o coração na boca todos os dias. Uma vez, disseram: tenho vocação para peru antes do abate. Esta é uma das frases que poderia chamar de "definições de Jessica Bandeira", ao lado de outras de Lygia Fagundes Telles e Simone de Beauvoir. Parece que sempre estou com a maçã na boca, esperando o calor do forno me matar. Encontros banais deixam-me em pandarecos. Abrir emails tomou um significado diferente para mim de uns tempos pra cá. Sinto o coração parando quando clico na caixa de entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a sensação de ansiedade e de não conseguir se saciar com nada vai embora, sou outra pessoa. Trato os outros melhor. Não saio do MSN sem dar tchau. Geralmente, gosto de atirar, chutar o balde no alheio, como se estivessem culpa dessa vocação de peru. Ninguém tem, acho. Na realidade, gostaria de viver nessa eterna redenção, o que na faculdade chamamos de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fazer a Poliana&lt;/span&gt;. Agora, por exemplo, sinto o coração bater no seu ritmo normal, sem estar apavorado com o fato de amanhã ser terça feira. Já morri pelas segundas, também. O motivo estava dentro daquela casa vermelha, agora entro e saio de lá como se fosse uma segunda morada. Não me interessa mais o julgamento que farão da boina azul de lã que uso. Sinto-me assim depois de ter pisado em vidro, cascalho e todas essas coisas que acabam com meus pés tamanho 34. Pisei, repisei, sangrou, sarou e voltou. Posso dar muitos passos que sinto as feridas cicatrizadas. Elas querem se abrir novamente, mas faço um grande esforço para que fiquem estáticas. São como as pintas do meu corpo, que se multiplicam imensamente a cada dia. Elas estão ali como uma marca de que por algum motivo, vivi 19 anos. Tenho um sinal que remonta minha infância. Assim são as lembranças. Elas são como um câncer, não posso impedir que se espalhem. Logo, tomam conta de todo meu ser. Serei uma mulher (quando me sentirei assim, afinal?) com lembranças da cabeça aos pés. A lembrança das terças feiras só vem repousar ao lado das velhas feridas, daqui a pouco, ela terá uma crosta impermeável, impossível de retirar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-2443168227769507129?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/2443168227769507129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/vocacao-para-peru-antes-do-abate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2443168227769507129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2443168227769507129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/12/vocacao-para-peru-antes-do-abate.html' title='Vocação para peru antes do abate'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-441530225414902579</id><published>2010-11-21T19:41:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T20:16:57.912-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Mes mains sur tes hanches</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título desta carta é bastante integrante, mas foi o único que achei digno para esta ocasião. Estou te escrevendo da máquina de escrever que era do meu avô, aquele que te contei que viajou o mundo. Ah, sim, o título... esqueci de mencioná-lo. Preciso? Faz tanto tempo que você não deve lembrar que eu ouvi esta canção do Salvatore Adamo e lembrei de ti. Desesperadamente, Verônica. Após todos estes anos, lembrei que deveria cobrar meus direitos, os egoísmos, as noites mal dormidas, o vício no cigarro e no café de você. Mais do que isso, lembrei que tinha um coração. Quero cobrá-lo, Verônica. Devolva meu coração. Devolva meus dentes que agora estão mais amarelados que antes por causa do tabaco, um vício que desenvolvi após esta crise de abstinência da sua pessoa que já dura uns bons cinco anos. Cinco anos, hein. Não achei que pudessémos aguentar tanto tempo, esperei por recaídas que não chegaram. Espero o ódio vir habitar meu coração, que um momento epifânico me tire do desejo imenso de te amar mais. Amar, segundo Saramago significa devoção, afeto, carinho. Todos estes sentimentos, eu os devoto para você. Não admiti que dissesses que não era para tê-los, não admito que nenhuma palavra profana te ofenda... aqui, no meu coração, você continua intocável como dantes. Falando em Saramago, você lembra como eu quis que assistisse um documentário sobre sua vida? É a história que gostaria de ter contigo. - lembro de ter dito. Que essa reunião de amantes durasse não o intervalo de uma madrugada e sim, se não for pedir demais, uma vida. No entanto, pedir o braço quando se tem uma mão é meu efeito. Sempre fora. Então, por que, eu não conseguia exigir além daquilo que você me dava? Por que não torci e retorci teus sentimentos, tentando expremer o máximo possível? Sou um fraco, idiota, Verônica?! Ah, o mínimo que me davas, era o suficiente para que eu me sentisse o melhor dos homens, no sentido mais brega que esta frase tem. É isso, Verônica. Poderia ser agredido, xingado que tudo continuaria na mesma... Como se fosse necessário descobrir através do meu ódio o tanto que te quero. A diferença entre Fanny Ardant e você? Lembra disso? A Fanny, bem, seria apenas uma comida casual... e a vida, a vida, Verônica vai além do desejo físico. Comer-te, minha querida, seria ofensivo perto do que eu realmente gostaria de fazer contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao título dessa carta. Disse a você que esta canção me remetia você. Todo feliz, fui mostrá-la, mal sabendo que no instante seguinte, ela não poderia nem ser mais cantarolada debaixo do chuveiro. Não sei como, tudo se transformou num grande tratado filosófico de como duas pessoas podem se machucar mutualmente em menos de dez minutos. Um monte de porcarias, nós dissemos. Murchei até apodrecer, pois na mesma semana, você disse para nunca mais te procurar. Me esqueça, Fernando. Como você é idiota. Idiota! Ah, mas eu achava que era lucro ser ofendido por essa mulher. Por isso, tentei desesperadamente entrar em contato. Consegui? Claro que não. Quando tive a chance de fazê-lo, você andava de braço com outro homem na rua. Um homem mais arrumado que eu, sem a barba por fazer. Compreendi. Era a vida que foi atirada nos trilhos, esperando o trem desgovernado passar por cima. A música do Salvatore Adamo girava na minha mente. Por fim, acostumei. Veja bem, acostumar não significa aceitar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dans chaque fille que j'ai connue, c'est un peu toi que je cherchais... &lt;/span&gt;Como uma maldição, não consegui me envolver com nenhuma outra mulher. Apenas Verônica na minha mente, na minha boca. Nas mãos vazias que procuravam tua cintura e teus olhos furiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você não lembre, hoje faz cinco anos desde o dia que me pediste para não te procurar mais. Feliz aniversário, Verônica. Feliz aniversário pra nós. Reclamo minha felicidade aqui, a felicidade que me pertence, que é minha de direito. Devolve meu coração, Verônica. Ficar com o que é dos outros não é bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tu seras ma dernière chanson&lt;/span&gt;... seja na laje fria da minha casa ou nas paredes brancas do teu quarto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-441530225414902579?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/441530225414902579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/mes-mains-sur-tes-hanches.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/441530225414902579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/441530225414902579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/mes-mains-sur-tes-hanches.html' title='Mes mains sur tes hanches'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-464180622060769313</id><published>2010-11-21T03:59:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T05:02:37.470-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Frenesi</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TOkYPBnUHFI/AAAAAAAAAUs/e747fSqBtUc/s1600/16.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TOkYPBnUHFI/AAAAAAAAAUs/e747fSqBtUc/s320/16.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541987462866541650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de saber que já tinha uma lista de coisas para fazer em casa como faxinar, trabalho sobre Madame Bovary, ler Clarice Lispector, fui a locadora da UFRGS alugar alguns filmes. Este seria meu grito de independência pela metade enquanto o semestre não termina de verdade, embora a maioria já tenha se livrado da lingúistica e seus sintagmas. A moça da locadora trocou todos os filmes de lugar e apesar de odiar mudanças (Max Goldman feelings), confesso que ficou muito melhor. Um dos escolhidos foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frenesi&lt;/span&gt; do mestre Hitchcock, afinal o mundo não é feito só de filmes franceses. De vez em quando, Mamãe aqui também gosta de ver outros filmes, apesar de serem sempre com a maldita legenda no tal idioma francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frenesi&lt;/span&gt; foi uma surpresa em muitos sentidos. A primeira delas pelo fato dos créditos iniciais rolarem na tela com uma música feliz, animada demais para um filme de Hitchcock. Como assim? Estava acostumada com o terror da música clássica de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Psicose&lt;/span&gt;, aquele efeito das letras que me deixa mais tonta que uma garrafa de cerveja. Na realidade, a trilha sonora era assinada por nada menos, nada mais que Henry Mancini. Por algum motivo desconhecido, a música composta por ele não foi posta nos créditos de abertura, por isso aquela felicidade toda para um filme de serial killer. &lt;span class="ficha_content"&gt;O motivo dessa alegria toda seria a volta de Hitchcock à Inglaterra, depois de muitos anos em Hollywood. Daí, a câmera sobrevoar Londres e a música de fundo alegrinha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="ficha_content"&gt;Outro ponto que me chama muito a atenção em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frenesi &lt;/span&gt;é o clímax sendo direcionado para o início do filme. Se em Psicose, tinhámos a tensão até a cena do assassinato de Marion, em Frenesi, o assassinato acontece tão logo o prefeito dizer que é preciso desinfetar o rio da sujeira da população. Percebemos que se tratava de uma piada de humor negro quando a câmera foca para este rio, onde bóia uma mulher morta com uma gravata no pescoço. Pronto, já temos o ponto giratório do filme. As ações se dão em torno do assassino da gravata, que ninguém sabe quem é, mas Hitchcock nos leva ao pensamento de que seja Richard Blanney, uma espécime de cara perturbado, que foi despedido no mesmo dia que o corpo apareceu no rio e que bebe sem pagar ao seu patrão por isso. No entanto, na realidade, quem é o assassino é o amigo deste, Bob Rusk, ou seja, Hitchcock usou o artifício "novela mexicana" para nos prender, a angústia de ver que Blaney será culpado de algo que não fez. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="ficha_content"&gt;A cena do primeiro assassinato com a gravata é essencial para entendermos Frenesi. Não só o enredo, mas também o fato deste filme parecer tão destoante do Hitchcoch de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Janela Indiscreta&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um Corpo Que Cai&lt;/span&gt;. A sequência do estupro+enforcamento foi rodada em aproximadamente três dias, com mais de 100 cortes. Estupro? Sim, minha gente, estupro num filme de Hitchcock. A princípio, a sequência nos choca pela brutalidade e o modo como a vítima fica após o enforcamento: com a língua para fora da boca e os olhos arregalados. E por que entender &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frenesi &lt;/span&gt; nessa cena? Geralmente, achamos que grandes diretores precisam ser grandes para sempre, algo um pouco Norma Desmond em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sunset Boulevard&lt;/span&gt;. É preciso perceber que o filme foi rodado nos anos 70 e talvez chegasse a hora de Hitch inovar no seu estilo de fazer suspense. Seja boa ou não. Além disso, é válido ressaltar que o papel coadjuvante da esposa do detetive da Scotland Yard é um dos pontos que me faz pensar que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frenesi &lt;/span&gt;não pode ser chamado de fracasso, pelo menos não com F maísculo. A personagem de &lt;/span&gt;Vivien Merchant é tão caricata, seja pelo fato de cozinhar mal como por saber pela sua "intuição" que Blanney é inocente. Aliás, a comida é um elemento muito presente no filme, até porque ele se passa no mercado londrino de  Covent Garden. Parece ser na comida que os personagens descontam suas frustrações. Richard Blanney após perder o emprego, recebe uvas de Rusk, que lhe manda apostar em tal cavalo naquele dia. No entanto, Blanney não tem dinheiro e sai de Covert Garden furioso ao ponto de esmagar as uvas e pisotea-las! Já no caso do inspetor chefe Oxford, a comida se torna uma frustração a medida que sua esposa lhe cozinha pratos esdrúxulos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pied du Porc&lt;/span&gt; enquanto ele deseja comer o que a gente chama no Brasil do bom e velho "arroz com feijão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="ficha_content"&gt;Apesar de ser um tanto quanto pobre em  relação aos outros filmes de sua carreira, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frenesi &lt;/span&gt;possui diálogos de  humor negro (- Você tem toda a vida pela frente - diz Bob Rusk antes do  segundo assassinato) e um elenco brilhante. O assassino é uma espécie de  Gene Wilder inglês e os dentes terríveis dos ingleses (franceses não se  salvam nessa também), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frenesi &lt;/span&gt;é bem apreciavel.&lt;/span&gt;&lt;span class="ficha_content"&gt; Um filme ao estilo da época que foi rodado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="ficha_content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-464180622060769313?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/464180622060769313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/frenesi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/464180622060769313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/464180622060769313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/frenesi.html' title='Frenesi'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TOkYPBnUHFI/AAAAAAAAAUs/e747fSqBtUc/s72-c/16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-2808840129440236329</id><published>2010-11-13T11:04:00.000-08:00</published><updated>2010-11-13T11:46:18.269-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Variações sobre o mesmo tema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem medo de mim, hein. Como se eu fosse um cão sanguinário, pronto para morder, rasgar a carne com os dentes, deixar o resto para os urubus. Titia é amiguinha, apesar do instinto Raskolnikov não me abandonar desde que percebi que a vida não é um moranguinho. Na realidade, o que temos na mão é um grande limão azedo e uma faca sem ponta, dessas que a gente tenta cortar a carne no restaurante universitário. Que eu me vire pra cortar essa porcaria e fazer uma limonada. Voltando ao medo (sou rainha da mudança de assunto), não precisa dissimular, meu bem. Na minha frente não, sou formada na escola da hipocrisia e comigo não adianta. Como gostaria que o que estivesse estampado nessa boca enorme fosse um riso sincero e não o cálculo. Esse cálculo que vem mascarado de palavras, que formam sintagmas, numa sentença que diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu odeio você, saia de perto de mim&lt;/span&gt;. Não consigo decidir se é ódio ou simpatia recíprocos. Titia é boazinha, juro. Minha única maldade consiste em matar mosquitos a chineladas dentro do meu quarto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Avec toi, la guerre me plaît&lt;/span&gt;. Grande frase essa, ouvi numa música. Nós gostamos do conflito silencioso, da troca fuziladora de olhares. Apenas olhares, pois os gestos nos traem. Ou ME traem? Olha aí, estou te incluindo em algo que talvez nem exista. Mania essa de usar "nós", de querer transformar tudo numa ação conjunta. Verdade seja dita: você se traiu, hein. Sim, meu amor, mais uma vez a escola da dissimulação ensina que o gesto mecânico traz a vergonha, o embaraçamento. Por quê se titia é tão boazinha, oras. Por acaso, meus dentes caninos estão tão afiados assim, prontos para o ataque?! Parece que sim. Na realidade, você os afia em mim. Sinto-os sendo serrados a cada momento que a conversa invereda para outros assuntos, que odeio. No entanto, você fala deles só para aumentar meu sentimento de impotência de diante de algo que sempre tive desenvoltura. É puro instinto, meu amor. O que faz lembrar que você é um animal, assim como eu, perdido naquela selva suja da rua. Às vezes, tenho medo de estar despertando o pior que existe dentro de você. Vai que seja contagioso. Essa hipocrisia é contagiosa, pior que as bolotas que começam a aparecer na minha pele nos primeiros dias de verão por causa dos mosquitos. Nenhuma imersão, banho, piscina térmica pode curar. Logo, o jeito é conviver com a doença, aproveitar os últimos minutos antes de nos levar de uma vez. Isso lembra que meu estômago está cansado de tanto absorver café pelando de quente com o intuito de trazer uma tranquilidade que há muito não tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Et dans l'absolu de l'horreur, exprimer la secrète douceur...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-2808840129440236329?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/2808840129440236329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/variacoes-sobre-o-mesmo-tema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2808840129440236329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/2808840129440236329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/variacoes-sobre-o-mesmo-tema.html' title='Variações sobre o mesmo tema'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1511072991224463650</id><published>2010-11-08T10:59:00.000-08:00</published><updated>2010-11-08T12:02:57.886-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Paul McCartney: there will be an answer... let it be!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TNhXSpCZlpI/AAAAAAAAAUk/NM2Yfcokl2g/s1600/showpaul1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TNhXSpCZlpI/AAAAAAAAAUk/NM2Yfcokl2g/s320/showpaul1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537271719617205906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira lembrança que tenho dos Beatles, de como conheci sua música é de estar dançando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Day Tripper&lt;/span&gt; na sala do meu apartamento do Centro. Isso faz mais ou menos mais de cinco anos, pois eu me mudei de lá em 1998. Mamãe tinha as antologias também, mas eu as escutava pouco. Gostava mesmo era daquele famoso riff de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Day Tripper&lt;/span&gt;: tãn tãn dãn dãn dãããããn. Entre as fitas cassetes do Padre Marcelo Rossi, estavam os cd's dos Beatles. Criei um laço de afeto com esses objetos, pois eles definiriam todo meu gosto musical num futuro adiante, quando eu achava que crescer era igual a morrer (por alguns ângulos talvez seja...). Talvez também porque as melhores lembranças de minha infância estejam naquele apartamento, no chão encerado e todas esse tipo de coisas que somente Proust entenderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Life goes on&lt;/span&gt;, como diria a canção chata-grudenta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ob-la-di, Ob-la-da&lt;/span&gt;. Robert, um amigo meu, foi a primeira pessoa que me informou do boato sobre o show de Paul McCartney no Brasil. Claro que duvidei, afinal esse boato já durava alguns anos. Vários, creio. Paul no Brasil só se for em São Paulo ou Rio de Janeiro. Logo, a chance de ir era zerada. - eu pensava. Na faculdade só se falava dessa tal vinda, um pouco épica, lendária demais para ser verdade. De repente, a notícia: CONFIRMADO, PAUL MCCARTNEY EM PORTO ALEGRE! Assim, em caps lock mesmo, era algo tão inacreditável que merecia todo o estardalhaço possível. Começaram as declarações do tipo:&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Venderei minha alma para ir nesse show. Vendo tudo, inclusive o corpo por um ingresso, vou ir a falência e nem tô. &lt;/span&gt;Ai de quem dissesse que era mentira. A tensão pelo preço dos ingressos era geral, apesar de alguns saberem que por 100 ou 1000 reais não deixariam de ver Macca. Com o anúncio do preço, o problema seguinte eram as vendas. Dois dias depois que anunciaram o preço, os ingressos começariam a ser vendidos. Apenas para assinantes ZH e sócios do Inter. Lá se foi nego atrás de amigo que assinava ZH ou sócio do Inter, nessa hora todos são amigos e que se dane o Grenal. E o que se faz para garantir seu amado ingresso? Falta a prova, dorme na fila, faz acordos com sua mãe, ainda relutante de deixar que você não vá ao Beira-Rio ás sete da manhã. Os prevenidos deram-se bem, pois os ingressos foram varridos pelos fãs no mesmo dia que foram postos a venda. Os outros que se matassem pelo restante no sábado. Contudo, apesar das dez horas de fila, as pessoas saíam do CAS (Central de Atendimento ao Sócio - onde se compravam os ingressos) com cara de quem estavam ganhando na loteria, colocando as parcelas em 156 vezes no cartão e não sabendo como fariam para pagar depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês depois, no dia 7 de novembro, todos sabiam que seria histórico. Até mesmo os que não viam nada de mais em Paul McCartney, esse ex-beatle, que só não foi para o Rio porque o Maracanã estava em reforma. Deus abençoe a reforma desse estádio, nós dizemos. Porto Alegre seria outra depois de sua vinda. Passei o domingo mergulhada em Lima Barreto, sem tempo de pensar no que esse dia poderia significar para mim. Um calor desgraçado, que não me deixou dormir direito antes do show. Seis da tarde e minha mãe bate na minha janela dizendo para eu acordar e ir me arrumar. Vou para o banho ao som daqueles cd's tão imponentes quanto o retrato da falecida Sylvinha no meu quarto. Com a toalha na cabeça, Mamãe me chama para ver o vídeo da saída de Tio Paul do hotel. Os olhos dela estão cheios de lágrimas. Paul, esse ser inglês, que casou com a senhora perna mecânica, conseguia emocionar Mamãe e eu, ao mesmo tempo, mesmo que um intervalo de mais de  20 anos separe meu nascimento do dela. Depois de um tempão esperando, saímos de casa. Neste momento, o calor desgraçado já tinha sido dissipado pelo ar condicionado do carro e o som da voz do Paul no último volume. Toda vez que parávamos no sinal fechado, as pessoas percebiam para onde íamos, o carro só faltava explodir de tão alto que o som estava. Não contarei o suplício que foi para estacionar, nego querendo cobrar 10 reais pra guardar carro. COMO ASSIM, BRASIL?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo mais adequado que achei para descrever o Beira-Rio é: uma vibe muito louca. Nunca vi nada daquele jeito, nem em shows que achei que seriam os de minha vida como o Roberto Carlos (serei apedrejada por comparar Paul e o Rei). As pessoas paravam para tirar fotos com o banner de Paulie, claro que tirei uma também. O nosso lugar era de lado para o palco, com muita sorte que o equipamento de luz não nos tapou a visão. Eu tentei ainda ler o livro da Margarida Basílio sobre teoria lexical, mas sabia que nenhuma linguística seria mais interessante que a emoção de estar ali para ver Sir Paul. Inadmissível isso, Jessica. O cara vai cantar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lady Madonna&lt;/span&gt;, a música dos Beatles da tua vida e tu aí lendo sobre a teoria das PALAVRAS?! Mamãe tirava fotos, enlouquecidamente. Eu ligava pra minha dinda para anunciar aquela vibe sensacional, quer dizer, sensacional é muito pouco. A pista abarrotada de gente, cabecinhas que de longe pareciam uma massa engraçada. Às 21:09, as luzes se apagaram. Começou. O homem surgiu no palco, com seu terninho roxo, muito estiloso, enquanto eu só conseguia gritar. Eu, logo eu, que abobinava qualquer tipo de manifestação escandalosa demais. Ah, só um grito muito alto para expressar a sensação daquele senhor caricato, que me viu crescer de certa forma, cantar para mim. Para aquele público que berrava tanto ou mais que eu. O Beira-Rio veio abaixo quando Macca disse suas primeiras palavras em português: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oi, tudo bem? Boa noite, Porto Alegre. Boa noite, Brasil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E daí que era com um sotaque britânico pra lá de meigo, desajeitado, sentiamos feito pintos no lixo. Durante três horas, tive visões da minha infância. A imagem da revistinha que continha músicas dos Beatles para violão que pertencera a Mamãe e que eu aprendi as letras, o chão encerado do apartamento 7D. O maior legado do Paul é esse para mim. De repente, lembrei de minha vida, assim como um filme e quis chorar, mas os gritos abafaram qualquer possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;There will be an answer... let it be!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1511072991224463650?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1511072991224463650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/paul-mccartney-there-will-be-answer-let.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1511072991224463650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1511072991224463650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/paul-mccartney-there-will-be-answer-let.html' title='Paul McCartney: there will be an answer... let it be!'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TNhXSpCZlpI/AAAAAAAAAUk/NM2Yfcokl2g/s72-c/showpaul1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7609104116571237737</id><published>2010-11-07T05:31:00.000-08:00</published><updated>2010-11-07T06:14:07.564-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Tout le monde l'appelle Sylvie</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TNa0J8nNtOI/AAAAAAAAAUc/WncP4JYcMTQ/s1600/TOUT-LE-MONDE-L-APPELLE-SYLVIE_reference.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TNa0J8nNtOI/AAAAAAAAAUc/WncP4JYcMTQ/s320/TOUT-LE-MONDE-L-APPELLE-SYLVIE_reference.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536810874881029346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois daquele post apaixonado sobre a loira dentuça, não resisti e sai numa aventura ardorosa no Google.fr para tentar achar o especial feito por France 3. É claro que não consegui, pois descobri que os programas ficam disponíveis apenas dez dias após sua exibição. O programa tinha sido exibido em setembro e agora, José?! Os dias transcorreram, comecei a estudar sintaxe e a vida tomou outro sentido para mim: trágica. Vartan e sua turma só para abstrair, se é que isto é possível, pois pensava em quantas EP (Estruturas Profundas) e ES (Estruturas Superficiais) continham as frases ditas por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, num domingo tedioso, brotou da minha tela, um vídeo de Sylvie com o cantor da Argélia, Etienne Daho. Santo You Tube rogai por nós, era do especial da France 3! Meu Deus, Meu Deus! Minhas reações começaram antes de ouvir a música, ver o clipe e tirar a conclusão óbvia: trash. No entanto, não foi surpresa para mim ao constatar que além de não ser trash, era a melhor coisa que Sylvie tinha feito nos últimos tempos. Como assim, você me pergunta? Ela não é a parte trash francesa? Durante toda minha existência, sou adepta da teoria de que pessoas não mudam. Elas pioram, isso sim. Por exemplo, tornei-me partidária de Raskolnikov, personagem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crime &amp;amp; Castigo&lt;/span&gt;, que tem instintos assassinos a cada cinco minutos. Antes, era só uma mocinha inocente de 13 anos, amante da Jovem Guarda. Contudo, tal teoria não serviu para Sylvie Vartan. É necessário dizer que ela mudou. E MUITO. Destaco em caps lock pois de uma dentição tenebrosa, cabelos de vassoura e gosto duvidoso para roupas, a loira adquiriu um bom gosto que fez esta que vos escreve mudar todos seus conceitos sobre a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;moça&lt;/span&gt;. Isso se reflete no especial feito por France 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos que a loira tem caminhado para um mudança que chegou no seu ápice agora. Começara, timidamente, com o álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nouvelle Vague.&lt;/span&gt; Sinceramente, nunca esperaria que uma música de Serge Gainsbourg ficasse tão boa na sua voz e fosse minha favorita do álbum. Mamãe odeia a canção de tanto que ela fica no repeat. Além disso, existem as regravações de clássicos dos Stones e Beatles. As versões ficaram decentes, apesar do inglês não ser o forte de Sylvie. Melhorou muito desde as palhaçadas de cantar com Paul Anka e afins. Agora, em 2010, não foi apenas passar uma tesoura nos cabelos compridos e deixá-los no ombro que lhe fez mudar. O trunfo de Vartan foi ter trazido para suas canções algo que atraísse novamente seus fãs e outros que nem sabiam que ela existia. T&lt;span style="font-style: italic;"&gt;out le monde l'appelle Sylvie&lt;/span&gt; abusa dos duetos com artistas da nova safra da canção francesa como Chris Garneau e Camélia Jordana. Os arranjos ganharam uma nova cara, algo bossa nova, violão e voz, o que nos leva para longe dos anos traumáticos 70. Nem por isso, Sylvie deixa de inserir o tom nostálgico em seu especial. Dentro de um barco, a loira recebe artistas contemporâneos de sua época como Françoise Hardy (num dueto maravilhoso, diga-se de passagem) e Carlos, o compositor de célebres canções como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comme Un Garçon&lt;/span&gt;. Filmado em Paris e nos EUA, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tout le monde l'appelle Sylvie &lt;/span&gt;apresenta uma fotografia de tirar o fôlego, algo muito semelhante a Meryl Streep quando canta  naquele navio, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Money, Money, Money  &lt;/span&gt;em,&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;Mamma Mia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o trash não desapareceu da vida da loira. Se isso acontecesse, não seria Sylvie Vartan. O que quero dizer é que&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Tout le monde l'appelle Sylvie&lt;/span&gt; é um especial que qualquer um pode assistir e se deliciar, pois além de paisagens maravilhosas, fotografia idem, existe o que há de melhor na canção francesa atualmente. Tratar-se uma porta muito bem confeccionada para que entremos na vida de uma das cantoras que marcaram a França, independente de trash ou não. Outro ponto que gostaria de levantar são as roupas da loira. Naquele calor infernal a beira do rio Sena, Vartan veste uma calça cintura alta, uma camisa branca e um senhor salto e ainda consegue ser elegante! Juro, para quem usava vestidos curtíssimos vermelho sangue, essa roupa é como estar de burca. A esta altura do campeonato, Sylvie tornou-se minha queridinha, acho o máximo quando ela aparece cantando de all star branco. Espero convencer vocês disso também. Os argumentos são melhores do que se eu dissesse que chorei vendo o dueto dela com Etienne Daho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui uma admiradora de Sylvie Vartan. Agora, em outros níveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7609104116571237737?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7609104116571237737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/tout-le-monde-lappelle-sylvie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7609104116571237737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7609104116571237737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/11/tout-le-monde-lappelle-sylvie.html' title='Tout le monde l&apos;appelle Sylvie'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TNa0J8nNtOI/AAAAAAAAAUc/WncP4JYcMTQ/s72-c/TOUT-LE-MONDE-L-APPELLE-SYLVIE_reference.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5641538778541745123</id><published>2010-10-31T10:52:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T11:42:38.003-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Sept Ans de Mariage</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TM24cfSjZfI/AAAAAAAAAUU/-VPBx721bb0/s1600/G21402038379733.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TM24cfSjZfI/AAAAAAAAAUU/-VPBx721bb0/s320/G21402038379733.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534282316683372018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ás vezes, fico pensando se só eu tenho esse gosto esdrúxulo para filmes. Uma amiga disse que lia as resenhas sobre filmes aqui e não entendia nada. Pô, gente, vamô fazê o favorzim de procurar esses filmes, né. Pelo menos pra dizer que meu gosto é tenebroso, como dez entre dez amigas o dizem sobre homens. A verdade é que os filmes me escolhem e não eu a eles. Assim foi com outro clássico francês da comédia recente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sept Ans de Mariage. &lt;/span&gt;Ele simplesmente brotou do livro que usamos na Aliança Francesa esses dias. O cartaz chamou minha atenção só pelo fato de ter a maravilhosa Catherine Frot na capa. Na realidade, não acreditava no enredo do filme até ver o bande annonce (trailer) do mesmo. Seria mais coerente dizer que não acredito em comédias francesas. Talvez, eu não tenha o espírito rápido para piadas. Por isso que meus amigos não contam para mim, sou a única que não rio delas. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peut-être&lt;/span&gt;, o drama atrai-me mais. Os filmes franceses costumam ter o enredo no estilo dos contos de Lygia Fagundes Telles, ou seja, sem pé e nem cabeça. Ninguém gosta muito pois alguns exigem um pouco de raciocínio para o entendimento. Voilà, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sept Ans de Mariage&lt;/span&gt; é uma surpresa para os apreciadores do cinema francês, acostumados a terem que pensar demais para compreender o sentido global da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coisa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avisos globais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Assista o filme sem parentes puritanos por perto.&lt;br /&gt;2) Depois de uma hora, você percebe que era MUITO mais inocente do que pensava. Testes do facebook são fichinha perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Et pourquoi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Les réponses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Travestido de comédia, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sept Ans de Mariage&lt;/span&gt; vai além do riso. Trata-se daquele estilo Juca Oliveira, rir e refletir. Agora, vá dizer isso a sua avó que se casou virgem e jamais frequentou sex-shops e afins. Ela não vai querer nem saber se Didier Bourdon, o diretor do filme, quis retratar a erotização da sociedade, quer ver mesmo aquela orgia onde Catherine Frot quase beija uma outra mulher e circula de cinta-liga enquanto sua mãe está na sala, longe de seu dvd. Uma cena que me marca muito é a que Alain circula por Paris e sente o sexo exalando por todos os lados, nos outdoors das praças e ônibus. Parece que o personagem se pergunta se vale tudo na busca pelo prazer, o que no começo do filme, acreditamos piamente que sim. A erotização social é um problema tão contagioso que as crianças já se sujaram dela. Ontem, numa tarde de ócio pré visita a Feira do Livro, liguei a televisão no SBT. Estava dando o programa do Raul Gil, mais precisamente, o quadro "Eu e as crianças". Durante os poucos minutos que assisti, o que vi foram mini adultos travestidos de meninos e meninas de seis anos. As meninas rebolavam, cantavam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meteoro&lt;/span&gt; do Luan Santana melhor do que eu na idade delas. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mãe, elas rebolam melhor que eu! &lt;/span&gt;Juro, disse isso. O fácil acesso a tudo, inclusive ao sexo, deu as crianças o status de mini adultas. A filha de Audrey e Alain, num momento do filme, tem acesso as revistas pornôs de seu tio gay. Essas criaturinhas aprendem a podridão da vida cedo demais. Isso, de certa forma, é muito bem abordado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sept Ans de Mariage&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Assim ó: eu não teria coragem de andar de cinta-liga enquanto minha mãe estivesse conversando comigo. Alias, nem sabia que existia um perfume, que contém um vibrador embutido! Portátil, carregável na bolsa, hein. Perfumar-se de todos os jeitos. Voilá, dei boas risadas com a cena do Sex-Shop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero, pelo menos, ter deixado vocês curiosos para verem. Quem sabe assim, eles façam um dvd brasileiro e não se precise assistir o filme inteiro sem legendas. Ó vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5641538778541745123?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5641538778541745123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/sept-ans-de-mariage.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5641538778541745123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5641538778541745123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/sept-ans-de-mariage.html' title='Sept Ans de Mariage'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TM24cfSjZfI/AAAAAAAAAUU/-VPBx721bb0/s72-c/G21402038379733.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-6879325272068890974</id><published>2010-10-31T10:20:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T10:21:25.391-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>O fracasso bípede</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doutor,  desculpe incomodá-lo com esta visita inesperada. Trouxe os doces que o  senhor gosta para compensar. Serve? São aqueles croissants de chocolate  amargo, tirei uma fornada hoje mesmo. Então… ah, sim, esqueci que  preciso me sentar. Posso ficar de pé? Estou muito nervosa, acho que não  aguentarei sentada. Ficarei girando pela sala como o debate entre o  Serra e a Dilma, o senhor viu? Não sei quem vou votar ainda, veja só que  engraçado. Imagine Doutor, se não sei nem o rumo que quero para minha  vida, imagina dedidir o do País, né. Ou deveria dizer “não é?”. Gostaria  que o Doutor não fizesse perguntas hoje e me deixasse falar. O senhor  tem me enchido de perguntas e parece que não tenho respostas para  nenhuma. Sinto-me tão ignorante, logo eu, eu, uma doutora e cozinheira  de mão cheia. Acontece que navegando na internet, encontrei uma frase do  Chico Buarque. Deixe-me achá-la aqui. Anotei para não esquecer… Ah,  sim! Diz:Lembre-se que machuquei você e me retirei com pés de lã. Ah,  Meu Deus, essas frases &lt;em&gt;verdade absoluta&lt;/em&gt; de novo. Lá venho eu  falar de abismos, quedas e frustrações. Não consigo fugir deste assunto,  não é mesmo? Acontece que continuo achando que machuco o alheio pelo  simples fato de discordar deles. Como assim, Doutor? Temos que ter uma  opinião diferente, sermos autonômos. Eu não consigo. Absorvo a opinião  do meu ouvinte para agradá-lo. Quantas vezes já disse amar música  clássica, quando na verdade, adoro ouvir Bethânia indo para o trabalho.  Dessa vez, a questão ultrapassou as simples opiniões babacas de  politicagem e religião. A opinião de uma garota impregnou-se na minha  pele de uma forma… que está difícil de descolar. Tomo banho para me  purificar dela e não consigo. Quando passo a toalha no corpo, sinto-me  suja novamente. Passo a escovar minha língua para que as palavras que  ela disse saiam da minha boca, para retirar o gosto delas… e não sai.  Essa sujeira não sai, é pior que o lixo atômico, não se limpa com uma  simples escova. Comecei mentindo para ela. Sim, eu conhecia a filosofia  de Sartre. Meu livro favorito? Inventei qualquer um apenas para ver o  sorriso no rosto dela. Engraçado, ela tem os dentes amarelados, diz ela  que é de Coca-Cola. Mas eu acho que ela fuma, Doutor. Bebe muito também.  Esses dias, lhe ouvi contar que bebera conhaque no café da manhã. &lt;em&gt;Drôle&lt;/em&gt;.  É uma palavra francesa, Doutor, esqueci de mencionar. Ela disse isso  também. Sai catando nos dicionários e descobri que significa engraçado.  Após a primeira mentira, as outras saem facilmente como lágrimas dos  olhos. Mentir era uma religião quando estava perto dela. Ela é minha  aluna no curso de culinária. Sílvia, o nome dela. Sua vida parecia-me  tão interessante que lá vou eu, &lt;em&gt;the girl next door&lt;/em&gt;,  vangloriar-me com minhas viagens ao exterior, os concursos que vencera…  essa minha vida de sempre que o senhor conhece bem. Sílvia apenas se  dignava a sorrir, como se estivesse sem graça perante tantos fatos  interessantes. Quer dizer, prefiro pensar nesta hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, senti-me na obrigação de ser amada por ela. Não precisava  beijar meus pés e nem lamber o chão que eu passava, apenas sorrir  muito, até doer a mandíbula quando eu lhe contava esses super detalhes  de minha vida. Ela sorria, mas sem paixão. Sílvia, Sílvia, por que você  não me ama? - eu me perguntava. Eu tinha a atenção de todos menos dela.  Por que ela não achava minha vida admirável? Não pode ser, estava  prestes a absorver a opinião dela para mim. Isso destruiria todo nosso  castelo, não é, Doutor? O senhor, que durante tantos anos, esforçou-se  para me mostrar que eu podia ser menos fracassada do que achava que era.  Pense pelo lado financeiro, você pode ganhar mais com minha frustração.  Olha que ridículo, este é o momento que começo a chorar. Quando Sílvia  está por perto nunca me sinto a vontade comigo mesma. Ela tem o poder de  fazer cair todas minhas defesas, tudo que eu demorei anos para  construir. A auto confiança que achava que tinha se despedaçou. Ela pisa  e ainda sorri com seus dentes amarelados. Ela nunca disse que achava  que eu era um fracasso bípede, contudo, não era necessário: seu olhar  denunciava. Sou fuzilada com aqueles dois olhos, por trás da armação de  óculos, sempre borrada de rímel que ela usa. E agora, Doutor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso não passa de uma pseudo-fantasia da sua cabeça, Lúcia. Qual  seu interesse que ela negue o que você pensa de si própria? Na minha  psicologia, isso tem outro nome…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dia, você descobre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tumblr.com/meetups"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-6879325272068890974?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/6879325272068890974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/o-fracasso-bipede.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6879325272068890974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/6879325272068890974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/o-fracasso-bipede.html' title='O fracasso bípede'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3307554966951068797</id><published>2010-10-30T15:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-30T15:22:19.645-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Pequeno tratado da ignorância</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oi, tu tem algum livro do Caio Fernando Abreu?&lt;br /&gt;(silêncio constrangedor)&lt;br /&gt;- Hm... não sei. Qual é o nome do LIVRO mesmo?&lt;br /&gt;- Não é livro, é o autor: Caio Fernando Abreu.&lt;br /&gt;- Ah tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de morrer de fome, de ser o dicionário ambulante de português para os amigos, AINDA é me dado o direito de ouvir estas frases de um livreiro. Considerei a hipótese de me enforcar num pé de árvore. Entretanto, lembrei do dia que me perguntaram se tinha preconceito contra vampiros por não gostar de Crespúsculo... e vi que a vida não pode ser tão terrível assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terrível são os preços das Gramáticas Francesas na Feira do Livro. Não, menti. Linguística é pior. Eu vou continuar perguntando: onde está a malandragem da Letras?!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3307554966951068797?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3307554966951068797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/pequeno-tratado-da-ignorancia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3307554966951068797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3307554966951068797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/pequeno-tratado-da-ignorancia.html' title='Pequeno tratado da ignorância'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-99378022968656559</id><published>2010-10-24T08:48:00.000-07:00</published><updated>2010-10-24T09:27:41.415-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>On l'appelle Sylvie Vartan</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMRdsZejuDI/AAAAAAAAAUE/-7BeigMbAVQ/s1600/syvartd3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 238px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMRdsZejuDI/AAAAAAAAAUE/-7BeigMbAVQ/s320/syvartd3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531649259652495410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o bem sucedido álbum de Sylvie Vartan, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nouvelle Vague&lt;/span&gt;, em que a loira dentuça foi feliz em quase todo repertório, que continha músicas de Serge Gainsbourg a Beatles, o pesadelo, o medo trash voltara com &lt;a href="http://www.evous.fr/musique/Sylvie-Vartan-Toutes-peines,7840.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toutes Peines Confondues&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Afinal, como diria meu professor de química, Paulo Silva, o homem sai da favela, mas a favela nunca sai do homem. No caso de Sylvie, os anos 70 foram embora, no entanto, por alguma razão, eles continuam embutidos nela. Vemos resquícios da época de ouro (sério, adoro essa época!) em que ela cantava &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5QZIJNY5bvA"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Te Tuer D'Amour&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; ,ao lado de Johnny Hallyday, vestida de vermelho com algumas coreografias... diferentes. Basta olhar para a capa de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toutes Peines Confondues&lt;/span&gt; para se ter a certeza de que sim, as tristezas de Sylvie estavam confusas mesmo. Não sou contra Photoshop, amigos. No entanto, quando ele ultrapassa o nível aceitável como as fotos de Mireille Mathieu que tiram TODAS as linhas de expressão do rosto e a deixam mais branca que farinha de trigo, ah, isso me irrita mesmo. Sylvie só não teve o rosto mais photoshopado porque se não contrastaria com o cenário colorido restart atrás dela. Quanto ao repertório, pô, dueto com a primeira dama Carla Bruni é pra matar nego de desgosto. Detesto Carla Bruni, como diria Diane Keaton é misógeno demais para meu gosto. Depois de ter visto um cartaz gigante na Champs Elysées anunciando seu show no Olympia, ter tirado foto sorrindo e ficado pernóstica por não poder ir no show, chego a conclusão de que tive o coração ganho pela dentuça. O que me faz lembrar o objetivo deste desabafo: o novo álbum de Sylvie Vartan!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegando no Google.Fr (que nojinho, Jessica), cai num site maravilhoso de vídeos franceses. Para quem gosta de ícones como Françoise Hardy e cansou dos mesmos vídeos do youtube, este site é uma boa opção. Eis que depois de muito surtar com um especial chamado &lt;a href="http://www.wat.tv/video/tout-monde-appelle-sylvie-336br_2w20j_.html"&gt;On l'appelle Sylvie Vartan&lt;/a&gt; (Chamamos-a de Sylvie Vartan) em que a loira dentuça aparece num barco ao estilo Meryl Streep em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mamma Mia!&lt;/span&gt; ao lado de ícones como Etienne Daho e Françoise Hardy, cliquei em um outro vídeo chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je Me Détacherai&lt;/span&gt;. Surpresa ótima para uma madrugada, até então, deprimente ouvindo Benjamin Biolay. Além de estar MIL vezes mais bonita, com os cabelos caídos pelos ombros e não até o bumbum (sou contra senhoras de cabelo comprido, salvo algumas), ela estava cantando uma canção que achei ótima. Como nunca tinha ouvido a música antes, fui atrás da origem e descobri que se tratava do novo álbum da loirosa. Para começo de conversa, parece que despediram o antigo fotografo. Sylvie está simplesmente sensacional e porque não dizer uma gata na capa do disco. Esperamos que se possa dizer o mesmo da música. Quer dizer, se seguir a linha dos últimos anos, este disco será bom. O próximo, trash. Faz parte de ser fã da loira dentuça: esperar pelo próximo momento quero me enfiar num buraco e não sair mais.&lt;br /&gt;Para os interessados: http://www.sylvie-vartan.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Vocês que gostam de Mamãe Deneuve cantando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toi Jamais,&lt;/span&gt; matem-se, pois a música originalmente é cantada pela Vartan. E é ÓTIMA, RISOS.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-99378022968656559?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/99378022968656559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/on-lappelle-sylvie-vartan.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/99378022968656559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/99378022968656559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/on-lappelle-sylvie-vartan.html' title='On l&apos;appelle Sylvie Vartan'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMRdsZejuDI/AAAAAAAAAUE/-7BeigMbAVQ/s72-c/syvartd3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-5586954863865172783</id><published>2010-10-23T10:03:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T11:22:56.147-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Les Soeurs Fâchées</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMMn78NP-qI/AAAAAAAAAT8/FPYKNVkY0JU/s1600/18396956.jpg-r_760_x-f_jpg-q_x-20041104_013409.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMMn78NP-qI/AAAAAAAAAT8/FPYKNVkY0JU/s320/18396956.jpg-r_760_x-f_jpg-q_x-20041104_013409.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531308678068566690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que aconteceria quando Catherine Frot e Isabelle Huppert habitassem a mesma tela? Catherine, uma atriz essencialmente de filmes de humor, pouco conhecida por essas bandas tupiniquins. Isabelle, com sua expressão de desprezo desde o tédio em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Madame Bovary&lt;/span&gt; de Claude Chabrol. Quando peguei a caixa do dvd de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Soeurs Fâchées&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem Parece Minha Irmã!&lt;/span&gt; - quem escolhe esses títulos?! Pelo amor da savanagem!), estes e mais alguns pensamentos passaram-se pela minha mente. A Lúcia, a moça que cuida da Mediateca, nem precisou me convencer de alugar o filme, já sabia que seria bom só por ter Isabelle Huppert no elenco. Quanto a Catherine Frot, havia certas reservas em relação a seu respeito... que roupinha brega essa que ela vestia na capa, hein. Voilà, num sábado a tarde, aproveitando que minha mãe saíra, tomei conta do seu quarto e coloquei o dvd no aparelho dela, um home theater que apavora os vizinhos todas as vezes que resolvo colocar música francesa no último volume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe chegou em casa aos 20 e tantos minutos de filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que tá assistindo?&lt;br /&gt;- Um filme que peguei lá na Aliança.&lt;br /&gt;- E tu entende tudo?!&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sempre fica surpresa com esse fato. São os poucos momentos que se sente orgulhosa da minha ênfase. Nos outros 99%, tenta convencer como seria benéfico se eu fizesse inglês e pudesse traduzir seus trabalhos. Deixo isso para Marta, nossa amiga que mora na Flórida. A cena que estava se passando no filme na hora em que Mamãe chegou reinterou este pensamento: a ninfomaníaca amiguinha da onça da personagem de Isabelle Huppert transando com o marido da mesma. Vocês sabem como filme francês adora uma cena de sexo bem feita, sem direito a cortes e pudores. Como dizer a Mamãe que é assim mesmo? Que já estava habituada e metade dos atores que gosto já havia visto nus na tela? Resignei a fechar a boca e continuar a assistir o filme como se nada tivesse acontecido. Ela, tampouco, disse algo. Felizmente, o filme não precisa de tais cenas para entreter os espectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, aqui, a fórmula que une duas atrizes que parecem não ter nada a acrescentar uma a outra no auge de sua eficiência. Como um monge que vive na sua fé, espero por momentos de revelação. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que terá acontecido a Baby Jane?&lt;/span&gt;, que uniu as rivais da época de ouro de Hollywood, foi um deles. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Soeurs Fâchées&lt;/span&gt;, outro. Distintos, é claro, afinal um século lhes separa. O filme nos dá direito a escolher uma única personagem para ser nossa heróina. A outra é para odiar, desejar a morte. Escolhemos a que é mais arrumada, a parisiense, que tem uma amiga dona de galeria de arte, Martine (Isabelle Huppert). A reles irmã, o charme da província, é para detestar a começar por sua roupinha brega na capa do DVD. Seria deveras ingênuo achar que Isabelle Huppert no papel da irmã "má" foi escolhido aleatoriamente pela diretora Alexandra Leclère. Não, muito esta atriz absorveu do tédio de Madame Bovary e depois de tantos filmes dedicados ao carão desprezível, seria uma pena desperdiçá-lo. Que outra atriz despertaria medo e admiração fazendo gargarejo além de Huppert? Pintas e gargarejo numa mesma cena. No entanto, mesmo que o filme nos leve para o lado de Martine, há os traidores do movimento que preferem Louise. E por quê? Pois, Catherine Frot tem o poder de nos cativar com suas maçãs do rosto levemente (eufemismo para MUITO) salientes. Todos temos uma Louise em nossas vidas, aquela pessoa que está sempre feliz, mesmo levando uma pancada na cabeça. A vida até parece leve ao lado destas pessoas, aparentemente, sem problemas. No meu caso, tenho uma colega de faculdade que faz a Louise, tricota e lê ao mesmo tempo, pode? Por isso, se você deixou-se levar por Louise, não se preocupe... é o efeito Catherine Frot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atuação da dobradinha Huppert &amp;amp; Frot dá ao enredo do filme, o tema das irmãs de personalidades distintas já bem massificado, uma outra dimensão. Nos momentos mais inesperados, a vontade de rir aflora no mesmo minuto que uma lágrima ameaça correr pelos olhos. Afinal, quem nunca se sentiu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;persona non grata &lt;/span&gt;dentro da casa de seus próprios parentes, como Louise? Às vezes, um instinto assassino, algo como Raskolnikov em Crime e Castigo parece aflorar, como Martine, que após uma noite inteira aguentando os comentários infelizes de Louise, grita: J'AIME LE CALME! No fim das contas, existe o momento da trégua, o mais aguardado, em que simplesmente a vida parece leve ao lado daquela pessoa que no momento anterior era nosso pior inimigo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les Soeurs &lt;/span&gt;mostra como o ódio e o amor podem andar de mãos dadas, ainda que um deles faça chifrinhos na cabeça do outro apenas como modo de implicância.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-5586954863865172783?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/5586954863865172783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/les-soeurs-fachees.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5586954863865172783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/5586954863865172783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/les-soeurs-fachees.html' title='Les Soeurs Fâchées'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMMn78NP-qI/AAAAAAAAAT8/FPYKNVkY0JU/s72-c/18396956.jpg-r_760_x-f_jpg-q_x-20041104_013409.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-7315167053970209292</id><published>2010-10-21T06:57:00.001-07:00</published><updated>2010-10-21T07:45:51.027-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>La femme française</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMBRHYCFKhI/AAAAAAAAAT0/kyP_hgDD5bg/s1600/69158_474412654663_10362054663_6861438_1666559_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMBRHYCFKhI/AAAAAAAAAT0/kyP_hgDD5bg/s320/69158_474412654663_10362054663_6861438_1666559_n.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530509529563081234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Enquanto Potiche não é pirateado e posto na internet, o assunto em pauta são as fotos polêmicas de Mamãe Deneuve na revista francesa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Têtu&lt;/span&gt;. Nela, existe o trocadilho com a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;potiche&lt;/span&gt;, aqui interpretado pelo moço, totalmente nu. Apesar da discussão girar em torno da parte traseira do rapaz, creio que não seja o ponto mais importante. A mulher francesa é o ponto chave da capa dessa revista. O rapaz, como está dito ali, é apenas o bibelô, o potiche. Afinal, por que colocar Catherine Deneuve ao invés de sua colega de cena, Judith Godrech, alguns (muitos) anos mais jovem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe Deneuve contraria a frase de Anna Karina no filme de Godart, em que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;une femme est une femme&lt;/span&gt;. Às vezes, perguntam-me o que Catherine tem de tão especial para que fosse eleita a musa de YSL ou que Marcello Mastroianni tivesse vontade de ter uma filha com ela. Para se definir o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;it &lt;/span&gt;de Deneuve, é necessário acompanhar sua carreira desde a sua descoberta por Roger Vadim. A lenda Deneuve foi definida conforme o passar dos anos, pois nos idos tempos de Repulsion, o que tinha de bonita, tinha de falta de salinidade (ver definição de salinidade em: http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/07/httpwww.html ). &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bela da Tarde &lt;/span&gt;não me parece ser o começo desta imagem que eu vejo na revista Têtu. Machado de Assis nos ensina que o olhar é a marca do indivíduo, as janelas da alma na definição mais brega que isso pode ter. Voilà, não creio que exista esta marca em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bela da Tarde&lt;/span&gt;. Na virada dos anos 70, Catherine começou a definir a imagem frígida que a  acompanha até hoje, em filmes que exploravam sua versatilidade  dramática como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tristana&lt;/span&gt;. Nos 80's, outra mulher nos surge a tela e sem exageros, a mulher francesa. O que a define?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher francesa é dotada daquela métafora machadiana no conto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Primas de Sapucaia&lt;/span&gt;: os olhos de basilisco. Segundo o autor, não se tratam de olhos quaisquer. Eles lhe embebedam e levam a morte. Ou seja, estamos diante de uma aliança entre dissimulação e uma forma diferente de enxergar o mundo através dos olhos. Aqui, o conceito é estendido para todas as atrizes francesas no geral. Não existe uma atriz francesa que tenha os olhos de basilisco, em ambas as faces de representação (comédia ou drama). Deixar-se levar por essa falsa bondade é perceber que depois de um mês, sua casa está cheia de dvd's daquela atriz, tão inocente, coitadinha. No entanto, é válido ressaltar que este conceito é equivalente para as atrizes com mais de 40 anos. Desculpem os adoradores de Audrey Tatou, mas esta garota precisa treinar muito para chegar aos pés dos olhares mortificadores de Isabelle Huppert. Talvez o bom cinema, o de Godart, Truffaut tenha lhes ensinado essa maneira toda especial de nos conquistar, de acharmos que posar com um homem nu para uma revista é fruto de alguém que só poderia ter este olhar sobre a vida.&lt;br /&gt;Se fosse Audrey Tatou, acharíamos vulgar de qualquer maneira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-7315167053970209292?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/7315167053970209292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/oi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7315167053970209292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/7315167053970209292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/oi.html' title='La femme française'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMBRHYCFKhI/AAAAAAAAAT0/kyP_hgDD5bg/s72-c/69158_474412654663_10362054663_6861438_1666559_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3966618623368016873</id><published>2010-10-21T06:28:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T08:56:02.020-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avulso'/><title type='text'>Mancha Pecaminosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMBFOlRgPxI/AAAAAAAAATs/zUckAreCiok/s1600/images.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 183px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMBFOlRgPxI/AAAAAAAAATs/zUckAreCiok/s320/images.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530496459236982546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; font-family: verdana;font-family:georgia;"&gt;A mulher fútil lata de lixo é a negação dos valores conquistados desde os idos dos anos 60. Aqui, a fêmea é apenas uma fêmea, como diria Godart. A mulher fútil de lixo sorri quaqndo quer chorar, traveste-se de dona de casa independente. Falsa independência, no fundo não passava de uma criança com as mãos manchadas de chocolate, sem altura suficiente para alcançar a pia. As mãos de Mônica estavam manchadas desse áspero, desse pecado, o grande pecado do mundo: a dissimulação. Ela acredita poder lavar as mãos e se purificar dos pecados do mundo. O Cordeiro de Deus, o seu Cordeiro era um dentista chamado Rafael, que ela sorvia como a hóstia bendita todas as noites. No entanto, as mãos permaneciam com as tais manchas pecaminosas tão logo elas se afastavam das dele. Sentia os dedos sangrarem, mas Rafael não tinha tempo para estas alegorias. Você não está doente, tampouco é Lady Macbeth. - ele dizia. Quem disse que Mônica teria vocação para uma Lady Macbeth? Na verdade, Mô lembrava uma dessas bonequinhas russas, ocas por dentro. Quer dizer, a sua alma era vazia, a existência mecânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mônica pensava que era eternamente responsável por aquilo que cativava. Lera &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Pequeno Príncipe, &lt;/span&gt;encantada com os ensinamentos de Éxupery. Ela seria eternamente dependente daquele que a cativara. Claro que ela não percebia isso, achava que poderia cuspir as mentiras descaradas, as quais ele jamais poderia acreditar. Se acreditasse, não seria o Rafael. Falso engano, pobre mulher fútil lata de lixo. O cheiro que lhe despertou os sentidos era de café e vinha das mãos delicadas do Antônio. Ah sim, Antônio, amigo de Rafael, íntimo da casa. Ele sempre derramava um pouco de café nas mãos, tão atrapalhado, pobrezinho. Aquele odor lhe abrira as narinas, a sinestesia era uma realidade quando se tratava de Antônio. Ela gostava disso, do cheiro forte do grão vermelho, tão diferente do cheiro de cama feita de Rafael. Quando esse sentimento lhe invadia, ela orava para o Cordeiro de Deus que tirava os pecados do mundo lhe dar a paz. E mais tarde, Deus enviava seu marido para que ela esquecesse Antônio e sua xícara. Por uma noite, Mô tinha a sensação de viver numa orgia perpétua na sua cama. &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia seguinte, ela sentia o gosto de acre de vômito querendo sair pela sua boca. No entanto, ela engolia seco a vontade e se esquivava do cheiro de cama feita do marido que a enojava. Nojo, esta é a palavra certa. O asco era insuportável, Mônica não sabia lidar com aquele desprezo repentino que a acometia todas as manhãs toda vez que aquele homem tentava entrelaçar seus braços nos dela. Saia daqui, ela dizia. A desculpa usada era ter acordado francesa. Ou melhor, ela tinha acordado Madame Bovary, o que significa que o fracasso, aquela indolência alojara-se nos seus quadris, quando se levantou para fazer a trança que seria elogiada mais tarde por seus colegas de trabalho, no escuro, sem óculos. Ele saía como um Charles Bovary, carregando a culpa dentro de si. Mônica gostaria de poder trocar de lugar com o marido de vez em quando.  Adoraria ver a dor estampada no rosto de seus pacientes, a mesma dor que sentia ao avistar Antônio todos os sábados, religiosamente, no clube e não poder se dirigir a ele pela simples vergonha de estar de maiô (nem era biquíni, jamais seria ousada para tal) na sua presença. Tenho o corpo muito feio, era isso. Mal sabia que Antônio e outros comentavam sobre sua boa forma, como essa mulher que quase morreu de fome na faculdade pode ter uma aparência tão jovem. Coitados, não penetravam a fundo nos olhos de Mônica. Os olhos de basilisco, que transformavam a vida alheia em pedra. Quebrava a existência pacata apenas com aquele olhar invejoso, de uma criança que não pode ter o brinquedo desejado e se põe a praguejar contra as outras. Se não podia ter Antônio, preferia falar mal pelas suas costas, como ele se parecia com um papai noel. Se suas amigas faziam as unhas todos os dias no salão, justificava que detestava manicures, aquelas mãos sensíveis mereciam algo melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Não sabia lidar com seu lado detestável que parecia aflorar com mais facilidade do que outrora. O cálculo, algo tão simples em sua juventude, parecia impossível naquela altura da vida. Dentro de casa não conseguia mais fingir interesse, o seu Cordeiro de Deus não lhe dava a paz. Ele trazia para aquele lar abençoado o pecado, simbolizado por Antônio. Não adiantava comer a hóstia da boca do marido, ela se esvaia em sangue. Mônica engolia sangue e mais uma vez, a vontade de vomitar lhe assomava. Deus, tire esse homem da minha vida. – implorava. Contudo, como uma serpente ardilosa, o homem enroscou-se no corpo de Mônica e dali não saiu mais. Passeava entre seus seios, mordia-lhe o pescoço. Nunca fora tão bom morder a maçã maldita. O relacionamento com Rafael melhorara até. Começou a achar-se importante demais para ter dois homens rondando-lhe a mente. Dona Flor era feliz, essa sim, era feliz. Tinha os carinhos de Rafael, sua carícia sem malícia e quiçá pedia desculpas por penetrá-la. O outro não pedia licença para nada, como se o corpo dela fosse sua morada. Sem limpar os sapatos, entrava. Bagunçava, deixava uma quantidade imensa de louça para lavar. Não importava, o outro lavaria tudo na noite seguinte.   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;As manchas pecaminosas tomavam conta do corpo delicado de Mônica. Era uma dessas doenças que aprendemos a lidar, esperando o momento de morrer, sem pressa. Esperava o momento da felicidade desabar sobre seu teto com a paciência de quem espera um filho. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-3966618623368016873?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/3966618623368016873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/mancha-pecaminosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3966618623368016873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/3966618623368016873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/10/mancha-pecaminosa.html' title='Mancha Pecaminosa'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TMBFOlRgPxI/AAAAAAAAATs/zUckAreCiok/s72-c/images.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-1274817614416308938</id><published>2010-09-04T14:01:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T14:41:16.724-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Trailer de Potiche, o novo filme de François Ozon</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Jp3K8D-qrkw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Jp3K8D-qrkw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Potiche, nom féminin. 1. Grand vase de porcelaine. 2. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fam.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Personnage à qui l'on donne une place honorifique sans aucun rôle actif.&lt;/span&gt; Jouer les potiches.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras: palavra que define a dona de casa Suzane, personagem de Deneuve, como uma espécie de "dona de casa incompetente". Segundo os auspícios do jornalismo, Potiche tem grandes chances de vencer o festival de Veneza. Quer dizer, o elenco é uma belezinha, Deneuve &amp;amp; Depardieu juntos depois de "Os tempos que mudam", Ozon na direção, por enquanto tudo é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;drôlement superbe&lt;/span&gt;. Agora, deixo aqui a minha revolta pela aparência física do Depardieu. Eu sei que o talento é o que importa, os narizes do Serge Gainbourg e Meryl Streep nos provam isso. No entanto, não AGUENTO ver um Gérard com uma papada maior que o Canal da Mancha (exageros a parte) e achar que tem cacife para criticar Juliette Binoche! Em um dos comentários do trailer do filme, um engraçadinho disse que a Deneuve deveria emagrecer. Não, ela deveria reduzir o botox, prontofalei. Se acompanharmos a evolução de Deneuve de 1995 pra cá, veremos que seu rosto inchou devido ao ganho de peso natural que mulheres da sua idade passam. Você estar me perguntando por que defendo o ganho de peso de Deneuve e repudio a papada do Depardieu. A resposta chama-se elegância. Catherine, mesmo mais gordinha (que termo feio), continua um poço de elegância. Até mesmo com o cabelo duro de laquê em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt;. Já Gérard passou dos limites da balança, dieta URGENTE! Vigilantes do Peso, s'il vous plaît! Moralmente, ele não é mais o mesmo. Depois de ter chamado uma jornalista de salope (puta), minha admiração sofreu uma queda de alguns por cento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que isso não impede de registrar a minha euforia por finalmente ter saído o trailer de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Potiche&lt;/span&gt;. Resta saber quando virá para o Brazil varonil E SE virá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7465236259086781783-1274817614416308938?l=revue-du-cinema.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/feeds/1274817614416308938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/09/httpwww.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1274817614416308938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7465236259086781783/posts/default/1274817614416308938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://revue-du-cinema.blogspot.com/2010/09/httpwww.html' title='Trailer de Potiche, o novo filme de François Ozon'/><author><name>Lafayette</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/SKt-QHDhq9I/AAAAAAAAAD4/KeTX0p2bd-o/S220/que+linda.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7465236259086781783.post-3374894002448216827</id><published>2010-08-06T12:57:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T14:49:16.922-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Le Petit Nicolas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TFx38zQSiuI/AAAAAAAAATc/GFvAk2CqXJY/s1600/Le_Petit_Nicolas.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 244px; height: 328px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pmGoDrLK8nQ/TFx38zQSiuI/AAAAAAAAATc/GFvAk2CqXJY/s320/Le_Petit_Nicolas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502404731174292194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No primeiro dia em Paris, Mamãe eu fomos atrás de um supermercado que se chamava Auchan. A moça do albergue havia dito que era muito perto, no entanto, eram 23 h e continuavámos na rua, perdidas. Dona Rosa amaldiçoava-me em silêncio, tenho certeza. Perguntamos a um passante se ele sabia onde ficava o lendário Auchan. Ele começou a explicar-nos, em FRANCÊS sendo que haviámos perguntado em inglês. O passante dizia frases enroladas enquanto fazíamos expressão de entendimento. Só entendia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;droite&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gauche&lt;/span&gt; e me sentia muito feliz por isso. Atravessamos uma rodovia em direção ao supermercado, ouvindo a buzina dos carros, afinal era proibido andar no acostamento, quando lá embaixo passava outra rodovia e poderíamos cair a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma procura incessante, encontramos o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Auchan&lt;/span&gt;. Um supermercado muito peculiar a começar pela venda de discos de vinis remasterizados. Pelo chão, estavam espalhados milhares de bolachões de Serge Gainsbourg e a Jovem Guarda francesa. Meu dinheiro conseguiu comprar um mísero CD do Alain Souchon, para pesar ainda mais na minha mala abarrotada de dvd's americanos. Surtos a parte, no teto do supermercado, havia um banner gigantesco com os dizeres: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Petit Nicolas, la meilleure comédie française 20
